Oficina Brasil
Início
Notícias
Fórum
Vídeos
Treinamentos
Jornal
Para indústrias
Quem Somos
EntrarEntrarCadastre-se
Oficina Brasil
EntrarEntrarCadastre-se

Notícias

Página Inicial
Categorias

Vídeos

Página Inicial
Categorias
Fórum

Assine

Assine nosso jornalParticipe do fórum
Banner WhatsApp
Comunidades Oficiais
WhatsApp

Oficina Brasil

NotíciasComunidadeFórum

Oficina Brasil Educa

Treinamentos

Jornal Oficina Brasil

Conheça o JornalReceba o Jornal na sua Oficina
Oficina Brasil

A plataforma indispensável para uma comunidade forte de reparadores.

Oficina Brasil 2025. Todos Direitos ReservadosPolítica de Privacidade
  1. Home
  2. /
  3. Técnicas
  4. /
  5. Sistemas Automotivos Híbridos - Parte 3

Sistemas Automotivos Híbridos - Parte 3

REMOVER SUBTITULO MATERIA NÃO PUBLICADA

Humberto José Manavella
10 de maio de 2011

Dando continuidade à análise dos sistemas híbridos, a presente matéria aborda o funcionamento do sistema híbrido paralelo. Esta configuração é utilizada, entre outros, em veículos Honda Insight, Civic e Accord.

Componentes do Sistema Híbrido Paralelo
No caso do Honda Insight 1.0, que será utilizado como exemplo na descrição de componentes e operação no que segue, os principais elementos do sistema híbrido são:

- Motor de combustão interna
1.0 de 3 cilindros de 50 kW (68 HP); funciona sob o princípio de “combustão de mistura pobre”.

- Motor/gerador elétrico

É solidário ao virabrequim do motor de combustão. Quando operado como motor elétrico, atua como complemento do torque fornecido pelo motor de combustão que é a fonte primária de energia. Desenvolve uma potência máxima de 10 kW (7 HP), acionado por uma tensão de 160 V ou mais.
Quando operado como gerador, recebe energia mecânica do motor de combustão ou das rodas e a transforma em energia elétrica para recarga da bateria de alta tensão.


Nas desacelerações e frenagens, funcionando como gerador, permite a “frenagem regenerativa” que transforma a energia cinética decorrente da movimentação do veículo, em energia elétrica para ser armazenada na bateria de alta tensão. Também, é utilizado como motor de partida. Permite atingir rotações de 600 rpm ou mais, o que resulta em partidas imediatas.
O sistema possui outro motor de partida convencional alimentado com a bateria auxiliar de 12 V.

- Transmissão

Dependendo do ano/modelo a transmissão pode ser uma caixa de mudanças convencional de 5 marchas (fig.[1]) ou uma transmissão de velocidade constante CVT (fig.[2]).

- Bateria de alta tensão

Dependendo do modelo a alta tensão pode ser 144 V ou 100 V.

- Inversor/Retificador
Controla o fluxo de energia entre o motor/gerador e a bateria de alta tensão. Converte a tensão contínua de bateria em tensão alterna trifásica para a alimentação do motor/gerador, quando este funciona como motor. E retifica a tensão alterna (transforma-a em tensão contínua para carga da bateria) produzida pelo motor/gerador, quando este funciona como gerador.
Este módulo adapta as tensões de trabalho do motor/gerador à tensão da bateria de alta tensão.

- Embreagem
É um elemento necessário para isolar as rodas do conjunto motor de combustão/motor elétrico nas fases, em que o veículo não se movimenta e o motor deve continuar funcionando.
Na configuração com caixa de mudanças convencional (fig.[1]) está associada ao volante que, por sua vez, é solidário ao rotor do motor/gerador. Na configuração com CVT (fig.[2]), a embreagem está instalada entre as rodas e a transmissão de forma a permitir que esta última gire ainda com o veículo parado.


1. Partida - Na maior parte dos casos, a partida do motor de combustão é dada pelo motor elétrico. Com uma rotação de 600 a 800 rpm, a partida é quase instantânea. O motor de partida convencional é utilizado nos seguintes casos:

- O estado de carga da bateria de alta tensão é baixo;
- A temperatura é muito alta ou muito baixa;
- O motor elétrico apresenta falha.

2. Aceleração - Na condição de aceleração e de alta carga, o motor elétrico funciona assistindo o motor de combustão para maximizar a potência desenvolvida.
Com nível de bateria baixo, a assistência só se dará durante aceleração máxima.
Com nível mínimo, a assistência será nula e o veículo só contará com a potência fornecida pelo motor de combustão.

3. Carga parcial estabilizada - O motor elétrico passa a funcionar como gerador para manter a carga da bateria de alta tensão e fornecer energia para os acessórios alimentados com 12 V.

4.Desaceleração e frenagem regenerativa - Durante a desaceleração, o motor de combustão opera no modo de corte de combustível e o motor/gerador elétrico funciona como gerador acionado pelas rodas.
No final da frenagem e com a transmissão em neutro, o motor de combustão é desligado. Caso o sistema ABS esteja controlando um possível travamento de roda, a unidade de comando do trem de força suspende a ação da frenagem regenerativa.

5. Modo corte de combustível - Durante a desaceleração com a embreagem engatada e a transmissão fora do neutro, o combustível é cortado e o motor de combustão gira impulsionado pelas rodas. O modo corte de combustível permanece ativo com rotação superior a 1.100 rpm. Para rotação inferior a 1.100 rpm, o motor recebe novamente alimentação de combustível com o objetivo de evitar a sua parada no momento de acionar a embreagem.

6. Modo motor desligado - Para evitar consumo desnecessário de combustível, o motor de combustão é desligado quando o veículo não se movimenta e o A/C está desativado. O sistema permanece nesta situação até que é engatada a transmissão.

Acessar Manuais Técnicos
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Técnicas
Técnicas
Como é Feita a Troca da Correia Dentada do EA211 1.6 na Prática
Técnicas
Técnicas
Diagnóstico avançado do sistema ABS e suas falhas mais comuns
Técnicas
Técnicas
Turbina dos motores CSS Prime 1.0 Turbo: Sintomas de Desgaste e Boas Práticas na Manutenção