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Sistema de ignição em módulos - algumas dicas e características de sistemas - parte 2

REMOVER SUBTITULO MATERIA NÃO PUBLICADA

André Luis Bernardo e Albino Buzolin Filho
15 de maio de 2012

Em continuação às dicas e características, abordaremos nesta edição outros sistemas de ignição, suas características e problemas que apresentam em campo.

FORD

Um defeito frequente é conhecido como “pulso fraco” na bobina, onde há um pulso, mas não o suficiente para termos uma faísca no veículo. Para diagnosticar, o correto é utilizar um osciloscópio de boa qualidade de sinal. Ao verificar com bastante atenção utilizando a “canetinha”, na maioria dos casos consegue-se detectar este pulso alterado.  Geralmente quando ocorre este pulso fraco, consegue-se reparar o módulo, sanando o defeito e não sendo necessária a substituição. Lembrando que é importante conferir a bobina posteriormente.
Alguns sistemas que apresentaram este problema de pulso fraco foram:

- Sistema Ford EEC 6: aplicado nos veículos Ford EcoSport e Fiesta a gasolina.

- Sistema Ford EEC 5: aplicado em veículos Ford Ka, Fiesta, Courier, entre outros a gasolina.

Os módulos da Ford sofrem bastante queima na parte de potência, causados por problemas na bobina.

OMEGA À ETANOL

Apresenta problema na saída de bobina, que é de alta potência e o disparo do módulo é muito exigido pela mesma.

KOMBI SISTEMA MP9.0

Um defeito bastante comum neste veículo ao remover o motor ou fazer sua manutenção é ficar sem aterramento no módulo. Existem alguns problemas relacionados com esta falta de aterramento na unidade de comando:
- O módulo fica sem aterramento, por falta de aterramento do motor ou do módulo, sendo necessário o reparo ou substituição. Também pode acontecer de os relés embaixo do painel ficarem vibrando.
- Quando temos o mesmo problema descrito acima, pode causar um defeito no módulo em que a bobina esquenta, apenas com a chave de ignição ligada ou com o veiculo funcionando, provocando queima quase imediata da mesma. Neste caso é necessário reparar o módulo e, na maioria dos casos também trocar a bobina. Nunca utilizar bobinas de procedência duvidosa, esta bobina é bastante critica.
- Sempre melhorar o “terra” nestes veículos e de preferência colocar um “terra” extra no suporte do módulo de injeção para evitar sua queima. Reforçar também na carcaça do motor.
- Já tivemos alguns casos do veiculo onde a Kombi causava a queima da bobina subitamente. Verificamos módulo, aterramento e tudo em ordem. Depois da queima de duas bobinas em poucos minutos, conseguimos detectar que o alternador dava picos de tensão chegando a 18 V e queimando a bobina de ignição. Tomar cuidado com reguladores que não sejam originais, pois podem provocar este pico de tensão.

 

Renault Sirus 32 1.6 16V e 2.0 16V - Importante erro no diagnóstico de faísca bobina em série nos motores 1.6 16v e 20 16v
Neste sistema de injeção temos uma particularidade, onde 2 bobinas trabalham em série em cada disparo. Este é um caso raro em que as bobinas trabalham em série, preste muito atenção ao executar o diagnóstico.
• Nos veículos Renault com motores 1.6 16v (k4m) e 2.0 16v (f4r), os enrolamentos primários das bobinas de ignição dos cilindros 1 e 4 / 2 e 3 são ligados em série. Confira na figura abaixo.
• Por isso, se por algum motivo for desconectado o conector elétrico das bobinas 3 e 4, consequentemente a sua correspondente (interligada) também irá parar de funcionar.
• Obs.: ao soltar o conector da bobina 1 e 2, mata o funcionamento do mesmo cilindro, e ao soltar o conector das bobinas 4 e 3, mata o funcionamento de 2 cilindros (o que está sendo desconectado e sua correspondente).

Ao utilizarmos caneta de polaridade, teremos pulso nos pinos 1 e 32. Se quiser medir pulso na outra bobina que está em série, não será possível observar canetinha de polaridade piscando.

Leia também

  • Como Diagnosticar falhas presente no Sistema de Ignição do ZETEC Rocam
  • EGR - Recirculação de gases em veículos a Gasolina – cuidados e manutenção
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