
A Stellantis comemorou um ano de operação do seu Centro de Desmontagem Veicular (CDV) Circular AutoPeças, localizado em Osasco - SP. Primeira estrutura própria mantida por uma montadora dedicada ao desmonte legal e rastreável de veículos na América do Sul, a unidade celebrou mais de 1.000 veículos processados e mais de 11 mil peças comercializadas, registrando um crescimento expressivo de 200% no período.
Operando como um CDV multimarcas, a unidade possui capacidade instalada para desmontar até 8 mil veículos por ano. Atualmente, a estrutura conta com 60 colaboradores e opera com três boxes de desmontagem.

A rotina técnica do centro segue padrões rigorosos de controle e rastreabilidade:
Capacidade diária: Cada box processa cerca de 4 veículos por dia, somando até 12 carros desmontados diariamente.
Tempo de processo: O desmonte completo de cada automóvel leva em média 2 horas.
Equipe por box: A operação de cada box é composta por 3 desmontadores e 1 técnico responsável pela triagem.
Análise técnica e classificação: O técnico avalia cada componente em uma escala de qualidade de 1 a 9. Peças com nota inferior a 4 são separadas como sucata ou direcionadas para remanufatura.
Rastreabilidade e Segurança: Todos os componentes aprovados recebem a etiqueta de rastreabilidade do DETRAN. Componentes dos sistemas de segurança (como airbags, cintos de segurança, sistemas de freios e amortecedores) são destinados a sucata e não entram no processo de reutilização comercial.

Durante os primeiros 12 meses, a operação resultou na destinação ambientalmente adequada de 862 toneladas de materiais e na reciclagem de 14 mil litros de fluidos e óleos automotivos. Parte do lubrificante recolhido alimenta a produção da linha Motul NGEN Circular AutoPeças, desenvolvida em parceria com a Motul e a Lwart.
No Brasil, estima-se que cerca de 2 milhões de veículos cheguem ao fim da vida útil anualmente, mas apenas 1,5% recebem destinação adequada. Enquanto o mercado global de remanufatura automotiva movimenta US$ 79 bilhões ao ano, o mercado brasileiro de componentes usados/remanufaturados movimenta cerca de R$ 2 bilhões, existindo um potencial represado de R$ 14 bilhões em peças recuperáveis não capturadas ao ano no país.
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"A Economia Circular é capaz de gerar valor ambiental, social e econômico ao mesmo tempo. Os resultados alcançados validam nosso modelo de negócio e mostram o potencial que existe para transformar a forma como o setor automotivo lida com os veículos em fim de vida útil", destacou Paulo Solti, Vice-Presidente Sênior de Peças e Serviços da Stellantis para a América do Sul.
As peças reutilizadas do CDV chegam ao consumidor final com valores até 60% menores em comparação a uma peça nova equivalente, sendo comercializadas por canais digitais (Mercado Livre, Shopee, e-commerce próprio e WhatsApp), na loja física em Osasco (SP), e distribuídas via rede de concessionárias e pela DPK.
A operação do CDV em Osasco integra o pilar global da Stellantis baseado na estratégia dos 4Rs:
Reuso : Peças preservadas desmontadas e reutilizadas em outros veículos.
Remanufatura: Componentes recondicionados com padrões originais de fábrica.
Reparo: Recondicionamento de veículos no Centro de Recondicionamento Veicular (CRV) em Betim (MG).
Reciclagem: Reintrodução de sobras de produção e sucata no ciclo produtivo.
"Estamos construindo um ecossistema completo que conecta remanufatura, recondicionamento, reutilização e reciclagem. Nosso objetivo agora é escalar esse modelo e ampliar seu alcance na América do Sul", concluiu Maiara Castro, Vice-Presidente de Economia Circular da Stellantis.