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Este é o menor valor medido pela CINAU desde o início do mapeamento do IGD, em janeiro
O IGD (Índice Gerador de Demanda) medido pela CINAU (Central de Inteligência Automotiva) na segunda quinzena do mês de março fechou o período em 0,81. Isso representa queda de 4% em relação à primeira quinzena do mês, quando o índice foi de 0,84. No comparativo com a segunda quinzena de fevereiro, a queda foi um pouco maior, de 6%. Naquele momento, o IGD medido foi de 0,86.
Este é o menor índice medido desde o início do mapeamento da geração de demanda do setor, em janeiro deste ano. Antes, o menor índice era o da primeira quinzena de fevereiro, de 0,82. O principal motivo da queda foi a redução de dias trabalhados: 11 nesta última quinzena contra 12 na anterior e 13 na segunda quinzena de fevereiro.
“O número de dias trabalhados caiu de 12 para 11 e isso impactou o resultado final, ocasionando aumento na ociosidade do setor”, explica o estatístico responsável pela pesquisa, Alexandre Carneiro.
Carneiro explica ainda que o modelo construído é relacional e, por isso, apesar de o número de orçamentos, serviços executados e atendimentos terem aumentado, o IGD foi menor. “Não basta um, dois ou a maioria dos números crescerem se um deles sofre uma redução. Os dados estão amarrados numa relação em que precisa haver harmonia entre eles para que o IGD aumente. Se não houver, há impacto no resultado final.”, afirma.
Peças
A CINAU mediu também o perfil de compras de autopeças pelos reparadores, que na última quinzena mostraram-se mais simpáticos às distribuidoras e às lojas concessionárias, apesar de a grande maioria ainda preferir o canal loja de varejo.
De acordo com a pesquisa, em relação à primeira quinzena de março, as compras em lojas de autopeças recuaram dois pontos percentuais, de 72% para 70%, enquanto as distribuidoras e concessionárias ganhara, cada uma, dois pontos, passando, respectivamente de 13% para 15% e de 10% para 12%.
Já as peças recebidas por clientes despencaram de 5% para 1% e as obtidas por outras vias, subiram de zero para 2%. Esta pequena oscilação representa que o reparador está atento ao mercado, buscando melhores custos, e não apenas agilidade de entrega.
Vale lembrar que na primeira quinzena de fevereiro, as lojas de autopeças detinham 86% da preferência do reparador, e este número vem caindo a cada quinzena, enquanto os canais distribuidor e concessionária, que na mesma época representavam, respectivamente, apenas 8% e 4% das compras, tem recuperado mercado na mesma velocidade.
IGD
O IGD é produto de cálculo estatístico extraído do número de ordem de serviços abertos, da quantidade de atendimentos efetuados pela oficina, da quantidade de horas trabalhadas por dia, do número de dias trabalhados, da variação dos preços das autopeças adquiridas no período e o total de orçamentos apresentados aos clientes. Quanto mais elevado o IGD, melhor a demanda de serviços na oficina, sendo que 1 é o número ideal. Índice abaixo de 1, significa que há potencial de vendas de serviços a ser executado, e acima de 1 é uma condição excelente por excesso de demanda.
A pesquisa, inicialmente, contempla um universo de 50 pontos de serviços na macro região da Grande São Paulo. A coleta é feita quinzenalmente. Com a evolução do índice, o universo de oficinas será ampliado para outras regiões e Estados. Segundo dados do Sindipeças, a frota dessa região amostral equivale a 18,63% da frota circulante nacional e a 52,5% da frota do Estado de São Paulo.