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Dicas sobre a troca dos compressores do sistema de ar-condicionado automotivo

Um dos grandes serviços feitos no sistema de ar-condicionado é a troca do compressor, pois este componente sofre desgaste e certamente um dia terá que ser substituído

Mario Meier Ishiguro - www.ishi.com.br
17 de agosto de 2016

A durabilidade do compressor pode variar muito de um de sistema para outro. O regime de trabalho, clima, histórico de manutenções e vários outros itens podem afetar esta durabilidade.

O fato é que muitos reparadores e proprietários de veículos imaginam que a troca de compressor é como trocar um pneu ou uma lâmpada de farol (não que estes procedimentos sejam simples, mas a troca de compressor é MUITO mais complexa). 

Fatores como a falta de informações, falta de conhecimento, falta de opções de oficinas, credibilidade no mercado, falta de peças e falta de recursos financeiros também contribuem para que o cliente queira comprar o componente na Internet ou em um desmanche e levar a qualquer oficina para a troca desta peça.

Não podemos generalizar, pois há casos em que isso é feito e o sistema funciona normalmente, mas existe o risco de que esta tarefa seja feita e o resultado não seja satisfatório. É por isso que vamos comentar sobre este procedimento, para que tanto o cliente e o reparador saibam dos riscos que este procedimento pode ocasionar. 

Para fazer uma avaliação se realmente o compressor está danificado no veículo, um profissional habilitado deve verificar o seu funcionamento com ferramentas apropriadas.

Este diagnóstico também não será descrito aqui, mas é muito importante tentar saber qual o motivo do dano do compressor, desgaste por alta quilometragem, travamento, elevado nível de ruído, falta de eficiência, etc., pois eventualmente a origem do problema não é o compressor. A quebra dele pode ser uma consequência de outros componentes danificados ou afetados. Caso a origem do problema não seja reparada, o “novo” compressor poderá quebrar também.

O histórico da manutenção do sistema de ar-condicionado pode ajudar no diagnóstico.

Peças usadas, se não forem bem armazenadas, ao ficarem abertas e expostas ao tempo, podem ter o óleo PAG, que é altamente higroscópico (absorve umidade e reage com ela), contaminado com esta umidade e ele pode ficar com acidez. Esta acidez pode corroer todos os componentes metálicos ferrosos ou não e danificar definitivamente os componentes. (figs. 1 e 2).

Figura 1 e 2
A maioria dos fabricantes de compressores no Brasil não reconhece, não recomenda ou não homologa o reparo interno de compressores da linha leve (fig.3), não vamos entrar neste mérito aqui.

Figura 3
Geralmente quando o compressor apresenta danos internos, devido aos seus atritos internos, há geração de microlimalhas de metais como aço e alumínio, estas limalhas se misturam ao óleo e alteram sua “cor” e transparência (fig. 4).

Figura 4
A maioria dos compressores de ar-condicionado automotivo (linhas leve, pesada e agrícola) atuais trabalha com sistema de cárter aberto e boa parte do óleo fica “circulando” pelo sistema interno, pelas tubulações e mangueiras, condensador, evaporador, etc. (fig. 5).

Figura 5 e 6
Estes componentes ficam cheios de óleo contaminado com limalhas e estas limalhas devem ser eliminadas junto com o óleo contaminado do interior das peças (fig. 6).

Esta operação de retirada do óleo contaminado com limalhas é conhecida como “Flush”. Este “Flush” é um procedimento que deve ser executado de forma correta. Ele é trabalhoso e não é barato, também não vamos detalhar o “Flush” aqui, mas ele deve ser feito (fig. 7).

Figura 7
Alguns profissionais e clientes não têm ideia, mas atualmente  a maioria dos condensadores automotivos (atuais) teve uma grande diminuição no perfil dos seus tubos (microcanais). Os tubos estão tão finos para a melhora de troca de calor que quase são “elementos filtrantes” de partículas sólidas, esses tubos entopem com muita facilidade e nem sempre é possível desentupi-los (figs. 8 e 9).

Figura 8
Os fabricantes de condensadores com perfil microcanais de fluxo paralelo já não recomendam que seja feito o “flush” nos condensadores. Esses condensadores de fluxo paralelo (atuais) já são feitos prevendo sua substituição e inclusive muitos deles já possuem filtros secadores em seu interior (figs. 10,11 e 12).

Figura 10, 11 e 12
É lógico que isso pode encarecer o orçamento, mas isso não é culpa do reparador, é uma tendência do mercado.

Junto com a troca do compressor o recomendado é orçar: 

• Saber o que ocasionou a “quebra” do compressor e reparar a sua causa (isso pode afetar o orçamento, cuidado);

• Trocar o compressor por uma peça nova (com tipo, quantidade e viscosidade de óleo recomendado novo);

• Trocar o filtro secador;

• Trocar o condensador (tipo fluxo paralelo);

Figura 13 e 14

• Trocar o tubo de orifício calibrado e filtro acumulador (se for este o caso do sistema) (figs. 13 e 14);

• Fazer um “Flush” nos componentes restantes (tubulações, mangueiras e evaporador e eventualmente a válvula de expansão, caso ela não seja substituída);

• Montar todo o sistema (limpo);

• Pressurizar todo o sistema montado em busca de possíveis vazamentos (verificar estanqueidade);

• Realizar o procedimento de vácuo (até retirar toda a umidade do sistema) com cerca de 500 micro Torricelli (vacuômetro), isto pode levar horas...

• Colocar o óleo recomendado pelo fabricante do sistema (tipo, quantidade e viscosidade, este óleo já pode estar dentro do compressor); 

• Colocar o fluido refrigerante recomendado (tipo e quantidade);

• Realizar os teste de eficiência e verificações gerais e entregar o veículo.

Alguns clientes ou reparadores podem alegar que não fizeram alguns destes procedimentos e que o sistema funcionou bem e corretamente, parabéns, que ótimo! É claro que cada caso deve ser bem avaliado, mas seguindo estes passos, a probabilidade de sucesso é muito maior.

Quando o sistema chega à oficina com o compressor danificado, pode ser que ainda contenha fluido refrigerante e este deve ser recolhido para reciclagem, não deve ser descartado no meio ambiente!

A pequena quantidade de óleo contaminado que supostamente vier arrastada pelo seu equipamento de recolhimento será separada em um filtro separador de óleo. Em casos muito extremos, as mangueiras e o manifold poderão sofrer uma breve operação de “flush” interno, para retirada do pouco óleo contaminado.

A troca do compressor e a execução destes procedimentos citados anteriormente não excluem possíveis problemas em outros componentes do sistema de ar-condicionado. 

A manutenção do sistema de ar-condicionado automotivo requer conhecimento, capacitação, procedimentos, cuidados, EPIs, ferramentas, fluidos adequados, etc., por isso, valorize-se! Valorize os colegas profissionais da área e valorize o mercado!

Não descarte os fluidos do sistema de ar-condicionado no meio ambiente! Recicle!

Sempre tentamos passar procedimentos baseados na norma ABNT NBR 15629-2008 e recomendações dos fabricantes dos veículos e equipamentos, sempre usando o bom senso, preservando o meio ambiente e focando na VALORIZAÇÃO do profissional habilitado, Com isso o cliente ganha qualidade e o mercado cresce e se fortalece.

Após mais de uma década escrevendo matérias técnicas para o Jornal Oficina Brasil, estou parando de escrever para me dedicar a outros assuntos profissionais. Quero agradecer aos colegas que nos prestigiaram neste período. Esperamos ter ajudado a esclarecer algumas dúvidas pertinentes à área de reparação de ar-condicionado automotivo. 

Seguiremos mais focados nos nossos treinamentos.

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