Oficina Brasil
Início
Notícias
Fórum
Vídeos
Treinamentos
Jornal
Para indústrias
Quem Somos
EntrarEntrarCadastre-se
Oficina Brasil
EntrarEntrarCadastre-se

Notícias

Página Inicial
Categorias

Vídeos

Página Inicial
Categorias
Fórum

Assine

Assine nosso jornalParticipe do fórum
Banner WhatsApp
Comunidades Oficiais
WhatsApp

Oficina Brasil

NotíciasComunidadeFórum

Oficina Brasil Educa

Treinamentos

Jornal Oficina Brasil

Conheça o JornalReceba o Jornal na sua Oficina
Oficina Brasil

A plataforma indispensável para uma comunidade forte de reparadores.

Oficina Brasil 2025. Todos Direitos ReservadosPolítica de Privacidade
  1. Home
  2. /
  3. Pitstop
  4. /
  5. Correia Banhada a Óleo a Evolução Tecnológica ou Desafio na Oficina?

Correia Banhada a Óleo a Evolução Tecnológica ou Desafio na Oficina?

Por que o óleo correto é a única garantia de vida longa para o motor e como a degradação da correia pode comprometer até o sistema de freios.

Da Redação
02 de fevereiro de 2026
Imagem sem descrição

A busca por eficiência energética e redução de emissões levou a engenharia automotiva a soluções criativas e, por vezes, polêmicas. Entre elas, destaca-se a correia dentada banhada a óleo (tecnologia Belt-in-Oil). Se por um lado ela promete silêncio e menor atrito, por outro, exige um rigor de manutenção que não perdoa erros.


Por que banhar a correia em óleo?

Tradicionalmente, os motores utilizavam correias secas (trocadas em intervalos menores) ou correntes metálicas (gera ruído mais alto porém com pouca manutenção). A correia banhada a óleo surgiu como um meio-termo ideal:


Redução de Atrito - O contato com o lubrificante reduz a perda de energia em até 30% em comparação com uma correia seca.


Silêncio de Operação - O nível de ruído é menor.


Ponto fraco -  A Contaminação do Lubrificante

O maior desafio desse sistema não é o projeto em si, mas as condições de uso. Motores que operam em ciclos curtos (uso urbano severo) não atingem a temperatura ideal de trabalho rapidamente. Isso gera a diluição de combustível no óleo. Quando o combustível (especialmente o etanol) contamina o óleo, ele altera as propriedades químicas do lubrificante. O óleo contaminado ataca os polímeros da correia, resultando em:


  • Inchaço: A correia aumenta de largura, gerando atrito excessivo nas polias.


  • Descamação: Pequenos fragmentos de borracha soltam-se da correia. Nos veículos da GM um dos primeiros sintomas apresentado é na mudança no pedal de freio. Caso a correia esteja em decomposição os detritos acabam se acumulando na bomba de vácuo, impedindo um funcionamento adequado e resultando em um problema no sistema de freio. O acionamento do pedal fica mais "duro". Ideal verificar a correia nesses casos.  


  • Degradação Química: A borracha perde elasticidade e pode romper prematuramente.


  • O Efeito Cascata: O Perigo do "Pescador" entupido

    A falha catastrófica raramente começa com o rompimento da correia. O maior perigo é o entupimento do pescador da bomba de óleo. Os resíduos de borracha descamada acumulam-se na tela do pescador, restringindo o fluxo de óleo para o motor.

Pilares da Manutenção 

Para o profissional de reparação, o diagnóstico deve ser visual e preventivo. Aqui estão as regras de ouro:


1. Óleo: A Norma acima da Viscosidade

Não aceite "óleos similares". Um motor GM 1.0 Turbo exige a norma Dexos 1 Gen 3. Um Ford Dragon exige a WSS-M2C948-B. Usar um óleo que não possua os aditivos de proteção à borracha é sentenciar a correia à morte em poucos meses (Sempre consulte e seguir a indicação no manual do fabricante do veículo).


2. Uso Severo

No cenário brasileiro de trânsito pesado, a recomendação técnica extraoficial é clara: trocar o óleo a cada 5.000 km ou 6 meses. Isso garante que a concentração de combustível no cárter nunca atinja níveis críticos para a correia. Em toda troca de correia banhada a óleo, a remoção do cárter para limpeza do pescador e inspeção de resíduos é um procedimento interessante a se realizar.


A tecnologia Belt-in-Oil é eficiente, mas não aceita negligência. O sucesso desse sistema depende de uma tríade: combustível de qualidade, óleo rigorosamente especificado e prazos de manutenção antecipados. Cabe ao reparador educar o cliente sobre esses custos ocultos que garantem a vida longa do motor.



Acessar Manuais Técnicos
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Pitstop
Pitstop
ZF Aftermarket inaugura Hub Tecnológico no Brasil como polo de negócios digitais e inovação
Pitstop
Pitstop
Correia Banhada a Óleo a Evolução Tecnológica ou Desafio na Oficina?
Pitstop
Pitstop
GNV de 5ª Geração: Vale a Pena em 2026? Tudo o Que Você Precisa Saber Antes de Converter