
A eterna busca pela economia no posto de combustível colocou o Gás Natural Veicular (GNV) novamente sob os holofotes. No entanto, o cenário mudou. Se antigamente o "carro a gás" era sinônimo de perda de potência e constantes visitas ao mecânico, a chegada do GNV de 5ª Geração (G5) prometeu e entregou uma revolução tecnológica. Mas será que o investimento, que pode ultrapassar os R$6 mil, realmente vale a pena para todos os perfis de motoristas? Diferente das gerações anteriores (G2 e G3), que utilizavam um sistema de aspiração rudimentar, o kit de 5ª geração atua com injeção eletrônica sequencial. Na prática, o carro passa a ter dois "cérebros": a central original do veículo e a central do GNV, que conversam em tempo real. Essa tecnologia permite que o gás seja injetado cilindro por cilindro, na quantidade exata e no tempo correto. O resultado? O fim dos famosos "estouros" no coletor e uma dirigibilidade que, para o motorista comum, é praticamente idêntica à da gasolina. Para quem roda muitos quilômetros por dia, os benefícios vão além da bomba de combustível: Eficiência Energética: A perda de potência, que chegava a 20% nos sistemas antigos, caiu para menos de 5% no G5. Saúde do Motor: O sistema eletrônico garante que o carro sempre dê a partida no combustível líquido, alternando para o gás apenas quando o motor atinge a temperatura ideal de trabalho. Isso preserva bicos injetores e vedações. Alívio no Bolso (além do posto): Em estados como o Rio de Janeiro, o desconto no IPVA para veículos convertidos é um dos maiores incentivos para a instalação do kit. Nota Técnica: Como a queima do GNV é mais limpa e gera menos resíduos carbonizados, o óleo lubrificante tende a manter suas propriedades por mais tempo, embora os prazos de troca devam ser rigorosamente seguidos. Apesar dos avanços, a conversão exige sacrifícios que o proprietário precisa colocar na ponta do lápis: O Custo de Entrada: A tecnologia de ponta tem preço. A instalação de um kit G5 homologado é significativamente mais cara que a das gerações passadas. Logística e Espaço: O cilindro ainda é o grande vilão do porta-malas. Além disso, o peso extra (que pode equivaler a um passageiro adulto constante) exige atenção à suspensão traseira. Rigor na Manutenção: O sistema de ignição (velas e cabos) é muito mais exigido no gás. Qualquer falha pequena na centelha, que passaria despercebida na gasolina, vira um problema evidente no GNV. A matemática é simples, mas implacável. O GNV de 5ª geração é a escolha ideal para motoristas de aplicativo, frotistas e profissionais que rodam, em média, mais de 1.500 km por mês. Para esse perfil, o investimento se paga em menos de um ano. Já para o motorista de "fim de semana", o alto custo de instalação e as taxas anuais de vistoria do Inmetro podem transformar a economia em um prejuízo de longo prazo. Antes de converter, a recomendação é clara: procure oficinas credenciadas e exija equipamentos com selo de conformidade. A segurança, afinal, não aceita atalhos.A Evolução: Do "Chuveirinho" à Injeção Sequencial
Os Trunfos da 5ª Geração
O "Preço" da Economia: Nem tudo são flores
Veredito: Para quem é o GNV G5?