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Virtus: Volkswagen lança sua maior ofensiva no segmento sedã compacto Premium e promete conquistar o mercado brasileiro

Com três versões e motor muito eficiente, o novo modelo da marca alemã se posiciona entre o Voyage e o Jetta e chama a atenção por ser totalmente igual ao já renomado Novo Polo

Caique Silva
26 de fevereiro de 2018

Se ao olhar a parte frontal do novo lançamento da Vokswagen dá a impressão de que estamos frente a frente com o Novo Polo, ao abrir o capô há a certeza de que o veículo é o modelo também recém lançado pela montadora alemã aqui no Brasil. A única grande diferença entre os dois carros está na parte traseira, além do tamanho e peso, obviamente por se tratar de um sedã compacto Premium. Com três versões disponíveis no mercado, duas opções de câmbio e duas opções de motorização, o Virtus promete movimentar, e muito, o mercado automotivo brasileiro.

O lançamento é a segunda grande aposta da montadora e faz parte do grande investimento da Volkswagen no Brasil, que ainda promete mais 18 modelos até 2020, totalizando 20 novos carros, com o objetivo de retomar a hegemonia no mercado de veículos nacional.

Concorrente direto do Honda City e do Chevrolet Cobalt, o Virtus se posiciona na marca entre o grandioso Jetta – com quem ele se assemelha na parte traseira – e o Voyage. Em breve a categoria dos sedãs compactos Premium terá a companhia do mais recente lançamento da Fiat, o já anunciado Cronos, que deve ser o principal concorrente do Virtus.

Apesar de compartilhar a mesma plataforma (MQB), o assoalho do Virtus ganhou 8,6 cm de tamanho em comparação ao Novo Polo, o que permite o veículo ter uma distância de entre-eixos flexível e com um bom espaço interno para motorista e passageiros.

Com 4,48 metros de comprimento, o Virtus é um dos maiores entre os concorrentes. Comparado com o Novo Polo, também desenvolvido sobre a Estratégia Modular MQB, ele ganhou 42,5 centímetros, o que explica o grande espaço de porta-malas que o veículo possui, com capacidade para 521 litros. A distância entre o centro da roda e o final do para-choque traseiro é de 1.027 mm (quase 50% maior do que a do Novo Polo). A altura do Virtus é de 1.468 milímetros (4 mm a mais do que a do Novo Polo) e a largura é a mesma: 1.751 mm.

A dirigibilidade do Virtus não traz nenhuma novidade além do já reconhecido e elogiado desempenho de seu modelo hatch lançado anteriormente. O carro é sentido na mão a todo tempo e isso se dá também pelo acerto na suspensão, que tem configuração dianteira independente tipo Mc Pherson com barra estabilizadora e traseira interdependente com eixo de torção.

Nas versões TSI, as mais caras, o freio é a disco nas quatro rodas, com um disco dianteiro de 276 mm e traseiro de 230 mm.

A Plataforma MQB e o motor TSI com o maior torque da categoria

 

 
 

Inaugurada pela Volkswagen no Brasil com o Novo Polo, a Estratégia Modular MQB apresenta grande redução de peso nos veículos, fator que resulta em 25% na diminuição do consumo de combustível.

 

Já o motor TSI de 128cv e 200 NM de torque e câmbio automático aliam baixo consumo de combustível e alto desempenho. Com esse conjunto que fez muito sucesso no Novo Polo, a versão sedã faz de 0 a 100 km/h em menos de 10 segundos.

Com três cilindros e 999 cm³ de cilindrada, o motor que equipa o Virtus é Total Flex, capaz de rodar com gasolina, etanol ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção. Com etanol, sua potência máxima é de 128 cv, com torque máximo de 200 Nm (20,4 kgfm), com gasolina ou etanol.

Garantindo uma aceleração com menos trocas de marcha e contribuindo na economia de combustível, o motor TSI fornece o torque máximo de 200 Nm a partir de 1.500 rpm e de acordo com a Volkswagen, o torque é o grande responsável pela sensação de performance e deslocamento.

Graças à utilização de bloco ultrarrígido, feito de alumínio leve fundido sob pressão (peso: 13,5 kg) e sua construção compacta com três cilindros, o motor TSI Total Flex é cerca de 10 kg mais leve do que os equivalentes de quatro cilindros.

O veículo conta também com duplo comando de válvulas variável na admissão e no escape, correia dentada para o acionamento das válvulas e polias triovais, partida a frio em alta pressão e coletor de escape integrado ao cabeçote. Além disso, a montadora traz para o veículo o sistema BSW, que identifica situações de discos de freio molhados, em condições de chuva. O sistema de freios trabalha para aproximar as pastilhas dos discos de freio dianteiros, em frações de segundo e de forma imperceptível para o motorista, com o objetivo de secar os componentes e garantir o menor espaço de frenagem possível. Esse sistema atua acima de 70 km/h e com o limpador de para-brisa acionado.

As versões

O Virtus terá três versões: MSI, Comfortline 200 TSI e Highline 200 TSI. A configuração MSI será equipada com o motor 1.6 de até 117 cv com quatro cilindros e 16 válvulas (4 válvulas por cilindro). Total Flex, tem 1.598 cm³ de cilindrada e possui bloco e cabeçote feitos de alumínio, o que colabora para reduzir o peso do conjunto. O câmbio da versão é manual, de cinco marchas. As versões Comfortline e Highline contam com o conjunto mecânico do motor TSI de até 128 cv e transmissão automática de seis velocidades. Os dois motores são da família EA211, a mais moderna da Volkswagen.

Segurança
No dia de seu lançamento oficial no Brasil, o Virtus garantiu nota máxima nos testes de segurança do LatinNcap, assim como sua versão hatch Novo Polo. Os quatro airbags, além do controle de estabilidade e tração são os itens de segurança que mais chamam a atenção nos modelos recém lançados.


Além desses componentes, a Volkswagen construiu a maior parte da carroceria do Virtus com aços especiais em locais estratégicos, para evitar o estrago em grande escala em uma eventual colisão dianteira ou lateral.
Outro conjunto de segurança importante do Virtus é o controle de estabilidade e de tração. Esse segundo está incluído em todas as versões e tem a função de reduzir o escorregamento das rodas durante a aceleração ou quando o veículo começa a perder a aderência com o asfalto. Já o controle de estabilidade é um dos itens que mais chamam a atenção dos reparadores nos novos modelos e está disponível apenas para as duas versões TSI, ficando como opcional para o Virtus MSI.
O ESC – Controle Eletrônico de Estabilidade engloba diversos recursos eletrônicos de assistência, como o HHC (Hill Hold Control) ou controle de assistência de partida em rampa, HBA (Hydraulic Brake Assist system) ou BAS, XDS+ ou bloqueio eletrônico do diferencial, BSW (Bremsscheibewischer – Limpeza Automática dos Discos de Freio), RKA+ (Monitoramento da pressão dos pneus), entre outros.

O Virtus conta também com o Sistema de Frenagem Automática Pós-Colisão, que aciona automaticamente os freios do veículo quando ele se envolve em uma batida. A colisão é sentida através dos sensores dos quatro airbags que o carro possui.

O detector de fadiga é outro item de segurança que chama a atenção no modelo. O sistema faz a análise de comportamento do motorista ao volante e compara com os 15 primeiros minutos da viagem. Ao notar uma grande mudança, é emitido um alerta ao motorista, sugerindo uma parada para descanso.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

“O carro se comporta muito bem nas saídas e retomadas. Com a transmissão de 6 marchas, a dirigibilidade se torna bem esperta e suave nas trocas de marchas, sem trancos e sem o motor “gritar”, como o CVT. O motor de 1.0 turbo respondeu muito bem quando pressionava o acelerador para atingir uma velocidade maior em pouco tempo. Passando o câmbio para o modo Sport, é possível trocar as marchas pelas borboletas, o que torna o trajeto mais divertido”, disse Thiago Luiz, consultor técnico do Fórum Oficina Brasil.

“A suspensão se comportou muito bem ao passar nos buracos de SP, que não são poucos. Manteve-se bem equilibrada e confortável para a cabine, sem barulhos ou solavancos fortes”, conclui.

Se por um lado a suspensão não apresenta ruídos, o freio já não possui essa característica. Em baixa velocidade e em condições de congestionamento, onde a todo momento é preciso acionar e soltar o componente, é possível se escutar muito barulho, o que chama a atenção negativamente para um modelo recém lançado. Por falar em freio, o que também é notável no Virtus é a ausência de um freio de mão elétrico.

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