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Mustang GT: conheça a máquina da Ford de 466 cv, motor V8 e muita tecnologia

Confira os principais detalhes do Cupê indomável da Ford que está sendo vendido pela primeira vez no Brasil em 54 anos de história na versão GT Premium

Por Caique Silva

A montadora desenvolveu o novo Ford Mustang GT com um objetivo: impressionar. E está dando certo! O modelo que foi lançado, e está sendo comercializado pela primeira vez no Brasil em sua versão GT Premium, chama a atenção por onde passa por diversos fatores além de seu magnífico design.  

O modelo traz tudo aquilo que se espera de um carro de sua categoria com a combinação perfeita entre potência e desempenho.   

E POR QUE ELE ESTÁ IMPRESSIONANDO? 

Podemos considerar que o motor V8, 5.0, com 466 cv de potência bruta e transmissão automática com 10 velocidades são excelentes motivos para esse sucesso. Contudo, um ponto que precisa ser levado em consideração é a nova proposta do carro. 

Desde 2015, na apresentação da sexta geração, o “indomável” da Ford vem apresentando mais auxílio eletrônico, fato que aumentou a dirigibilidade e ao mesmo tempo atingiu um público ainda maior, não apenas o tradicional que buscava um carro que demonstrasse força.  

Em outras palavras, podemos dizer que o Mustang ficou ainda mais fácil de dirigir. Uma mudança que mostra bem essa mudança é a colocação da suspensão traseira de múltiplos braços, no lugar do eixo rígido. 

MOTOR E TECNOLOGIA 

A versão GT Premium vendida aqui no Brasil traz o já citado motor V8 5.0 aspirado com quatro comandos variáveis de válvulas, com limitador de giro em 7.500 rpm e taxa de compressão de 12:1. Assim, entrega 466 cv de potência e 56,7 kgfm de torque, sendo que 82% da força são entregues a partir de 2.000 rpm, utilizando dupla injeção de combustível: direta e indireta. O Mustang GT tem um corte de giro de 7.500 rpm e comparado com sua última versão, teve um ganho de 35 hp no motor. 

Outro grande destaque desta máquina é o escapamento duplo com ajuste de válvula ativo com quatro modos disponíveis: silencioso, normal, esportivo e pista. 

No modo silencioso a válvula fica fechada, saindo os gases apenas por uma das ponteiras. Já no modo pista, o mais barulhento dentre os quatro, a válvula fica totalmente aberta, fazendo com que o som do motor V8 fique muito mais forte. Além das quatro opções de ronco do motor, o ajuste de válvula ativo permite outra função muito interessante, que é a partida silenciosa, dando a opção de o condutor sair de casa pela manhã sem incomodar os vizinhos.  

A SUSPENSÃO ADAPTATIVA MAGNERIDE  

Um dos avanços tecnológicos presente no Mustang GT é a suspensão adaptativa MagneRide, com amortecedores magnéticos que ajustam o desempenho e o conforto de rodagem de acordo com as condições da pista e o modo de direção selecionado pelo motorista 

Essa tecnologia tem o nome de Magneride por conta dos amortecedores magnéticos, responsáveis por ajustar o dinâmico desempenho do Mustang GT, garantindo estabilidade para o veículo de acordo com as condições da pista. 

Equipados com um fluido viscoso eletromagnético, os amortecedores Magneride também possuem sensores que medem o comportamento da suspensão, tudo de maneira imediata em um esportivo que vai de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos e chega a 250 km/h.  

As partículas do fluido magnetoreológico (MRF) reagem quando um campo eletromagnético é aplicado, mudando a viscosidade deste óleo, ação que faz os amortecedores absorverem ainda mais impacto.  

Os sensores monitoram as condições da pista e os eletroímãs controlam as partículas de ferro suspensas no óleo. O campo magnético é ajustado automaticamente 1.000 vezes por segundo para alinhar as partículas em cada amortecedor. É a mesma tecnologia usada em próteses de última geração de atletas amputados que praticam esportes radicais, como snowboard e esqui. Aplicada principalmente nas articulações de próteses de joelho, ela traz uma reação mais rápida e melhora a absorção de impactos em aterrissagens fortes. 

O novo Mustang tem suspensão dianteira do tipo McPherson com duplo “ball joint” e, na traseira, adota pela primeira vez um sistema independente Integral Link, melhorando a capacidade de tração e o controle de cambagem. 

 

 

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