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  5. JAC J5 1.5 flex tem motor esforçado, mas não consegue dar conta do recado

JAC J5 1.5 flex tem motor esforçado, mas não consegue dar conta do recado

Propulsor 1.5 16V VVT de 125 cv tem boa potência. Porém, as dimensões do sedã e seu peso impedem que o desempenho do motor salte aos olhos, principalmente porque o J5 entrega seu torque máximo a apenas 4.000 rpm

Vinicius Montoia
15 de fevereiro de 2016

Facelift fez bem ao modelo, que passa a contar com LED na traseira e dianteira

O sedã, vendido desde 2012, sofreu uma reestilização significativa, mas continua com o mesmo motor 1.5 movido apenas a gasolina que entrega 125 cv de potência a 6.000 rpm e 15 kgfm de torque a 4.000 rpm. O modelo ganhou novos faróis (lâmpadas convencionais) com projetores em LED, indicadores laterais de seta e lanterna em LED. Segundo a marca, a remodelagem do veículo foi feita em seu estúdio em Turin, na Itália. E realmente o veículo ficou mais bonito, como é possível ver.

O porta-malas é capaz de carregar até 460 litros de bagagemSeu porte agrada bastante: ele é praticamente igual a um sedã médio, apesar de muitos não acharem que ele se encaixe nesse segmento. O Toyota Corolla, mais vendido nessa categoria, tem 1,47 metros de altura, 1,77 m de largura e 4,62 m de comprimento. O J5 possui 1,46 m de altura, os mesmos 1,77 m de largura do sedã japonês e 4,59 m de comprimento. O entre-eixos surpreende: são 2,71 metros de distância, 1 cm maior que o líder do segmento. E o porta-malas é apenas 10 litros menor que o do Corolla: o J5 tem 460 litros.

Dois equipamentos que ajudam bastante na hora de encaixá-lo numa vaga na rua, por exemplo, são os sensores de estacionamento traseiro e dianteiro e a câmera de ré, que reproduz sua imagem na tela multimídia no centro do painel.

DESEMPENHO

Assim sendo, já deu para perceber que o J5 tem um motor muito pequeno para o seu porte. Os 125 cv não são suficientes para que o veículo empolgue o motorista em arrancadas e ultrapassagens, ainda mais quando há quatro ocupantes e bagageiro lotado.

E não é só a falta de potência que incomoda: o giro alto necessário para alcançá-la dificilmente será usado pelo consumidor, assim como acontece com o torque, que só atinge o pico a 4.000 rpm. Ou seja, comparando a outro modelo 1.5 do mercado, como o Honda City, a relação peso/torque do J5 apresenta desvantagem: 87,6 kg/kgfm enquanto que o modelo japonês tem 70,3 kg/kgfm de torque, uma diferença de 17,3 kg chega a ser brutal para o propulsor chinês.

O 1.5 16V VVT alcançou, em nosso teste, 8,3 km/l de consumo urbano e 10,9 km/l em perímetro rodoviário. Segundo a JAC, o sedã acelera de 0 a 100 km/h em 11,8 segundos e sua velocidade máxima é de 188 km/h.

Motor 1.5 desenvolve 125 cv e 15 kgfm de torque

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O modelo avaliado por nós custa R$ 69.990 e é completo, exceto pelo câmbio automático. A transmissão manual de cinco marchas deveria ser mais longa, priorizando o consumo de combustível: a 100 km/h o ponteiro do conta-giros já marca 3050 rpm, com a quinta marcha engatada.

A suspensão independente nas quatro rodas traz conforto e garante segurança aos usuários, mesmo em curvas a mais de 100 km/h. 

Se o motor não auxilia, pelo menos o habitáculo é justo. Apesar das rebarbas, tudo funciona muito bem no sedã: sistema multimídia, regulagem de altura dos faróis, ar-condicionado, direção com ajuste de altura e comando do rádio e até saída de ar para os ocupantes do banco traseiro.

Interior agrada, mas painel de instrumentos poderia ter números maiores

Contudo, o J5 ainda necessita de duas melhorias: os mostradores do painel continuam com números muito pequenos e, evidentemente, a falta de um computador de bordo adequado para um veículo nesta faixa de preço. Nem sequer consumo médio o modelo apresenta como item de série.

Os três pacotes disponíveis custam R$ 62.990, R$ 65.990 e R$ 69.990. No primeiro não há fechamento por comando na chave e alarme: itens que deveriam ser oferecidos de série para uma marca que, mesmo após quatro anos no mercado, ainda quer conquistar o consumidor brasileiro. E mais: o J5 não ficou nem entre os 20 modelos mais vendidos na categoria dos sedãs médios da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

 

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