Oficina Brasil


Nissan Sentra equipado com motor 2.0 litros traz inovações tecnológicas visando à segurança

O lançamento do novo sedan Sentra 2018 surpreende em conforto e dirigibilidade, mas o que chama a atenção são os recursos tecnológicos que contribuem muito na segurança, com sensor de aproximação e de ponto cego

Por Antônio Gaspar

O setor de automóveis no mercado brasileiro possui segmentos específicos e chegamos ao ponto de encontrar subdivisões como nos sedans classificados como compactos, os médios e os de luxo.

Como estratégia de mercado as montadoras desenvolvem os modelos para atender a todas as faixas de potenciais compradores e a Nissan tem dois exemplos que são o Versa e o Sentra, sendo este último classificado como modelo de luxo, que recebeu acabamentos mais requintados visando a conforto, segurança e conectividade.

Mas antes de entrar nos detalhes do Sentra 2018, vamos fazer uma pequena retrospectiva deste modelo que está no Brasil há pouco mais de uma década, porém este projeto da Nissan completa 36 anos de mercado, o que nos lembra os caminhos trilhados por outras montadoras japonesas como a Honda e a Toyota que mantêm seus projetos por várias décadas como são os casos dos modelos Civic da Honda e do Corola da Toyota.

O nome Sentra foi adotado na década de 80 visando ao mercado americano, só que nos Estados Unidos este modelo era classificado como sedan compacto devido aos modelos exagerados dos americanos.

As carrocerias ou modelos de veículos recebem códigos estabelecidos pela montadora e em 1982 o Nissan Sentra foi codificado como B11. Seu motor de 1.5 litros ainda com carburador gerava uma potência de 67 cavalos, equipado com câmbio mecânico e tinha a versão com câmbio automático que fez os americanos se interessarem pelo modelo, o que o tornou um campeão de vendas.

Em 1987 foi lançado um novo modelo já considerado como a segunda geração que seria o B12 equipado com motor 1.6 com a inovadora injeção eletrônica resultando em uma potência de 69 cavalos. Na versão perua tinha opcionais como a tração nas quatro rodas, que para os americanos era interessante para os períodos de inverno onde a neve dificulta o deslocamento dos carros.

Com algumas modificações no motor em 1989, passou a gerar 90 cavalos com o auxílio da injeção eletrônica de combustível e uma alteração no cabeçote que passou a trabalhar com três válvulas por cilindro, duas na admissão e uma no escape.

A próxima geração, B13, aconteceu em 1991 sendo produzida no México visando ao mercado de exportação oferecendo 110 cavalos de potência extraídos de um motor de 1.6 litros, além da transmissão automática e acessórios visando ao conforto e segurança.

Para chegar na geração B14 foi preciso esperar até o início de 1995 e o motor de 1.6 litros continuava sempre presente e gerando mais potência, agora com 115 cavalos. Surgiu nesta época a motorização de 2,0 litros com 140 cavalos, tornando o sedan Sentra mais atrativo para quem desejava mais desempenho, com transmissão mecânica ou automática.

As mudanças aplicadas nos veículos ocorrem para caracterizar diferenças entre o modelos que são lançados a cada ano mas, no ano de 2000 a quinta versão ou B15 chegou com mais novidades como o novo motor 1.8 litros que gerava 126 cavalos e para quem desejasse mais potência, havia a opção do motor 2.0 com 145 cavalos.

Nessa época já havia a concorrência forte entre os modelos oferecidos pelas montadoras mas o Sentra se sobressaia como o melhor carro quando comparado com o Civic da Honda e o Corola da Toyota.

No ano de 2004 o mercado brasileiro recebeu oficialmente o Sentra trazido pela fabricante Nissan.

Para chegar na sexta geração do Sentra, o B16, foi preciso esperara até 2006 com inovações que o tornaram um verdadeiro carro médio segundo os padrões americanos, e com isso foi desenvolvido mais um projeto que foi o lançamento do modelo Versa na condição de sedan compacto e econômico.

Para o Sentra mais robusto foi instalado o motor de 2.0 litros de 140 cavalos com transmissão mecânica ou automática, mas foi nesta versão que surgiu a transmissão CVT, muito conhecida por nós agora, só que naquela época era a novidade no setor automotivo.

Chegamos e estamos na sétima versão, o B17 com motor 2.0 litros, 16 válvulas, CVVTCS - Continuosly Variable Valve Timing Control System - Sistema de Controle de Tempo de Válvula Variável Continuamente, com 140 cavalos que aqui no Brasil possui a versão flex com transmissão CVT, que foi apresentada para os reparadores de três oficinas selecionadas que são integrantes de uma atividade do Jornal Oficina Brasil que é se chama “Oficinas On-Line”.

Auto Lapa foi a primeira oficina a receber o Nissan Sentra e algumas curiosidades surgiram:

Nosso carro é de origem japonesa, os proprietários da Auto Lapa também são,

A equipe da oficina já conhecia o modelo novo porque atendem locadoras que dispensam a garantia de fábrica em troca de desconto na compra do carro e fazem a manutenção em oficinas como a Auto Lapa.

Toda oficina tem sua história e vamos começar pelo nome da empresa que era Auto Elétrico Lapa mas fazia todos os serviços no carro e por conta do nome perdia serviços porque as pessoas achavam que ali só fazia a parte elétrica.

Sr. Antonio e seus dois irmãos, Arlindo e o Paulo foram os fundadores da oficina e na década de 80 foi a melhor fase para ganhar dinheiro porque na época tinha muito serviço nos carburadores dos carros.

Uma observação: o nome do Sr. Antonio na verdade é Koji Teramito, isso era um costume dos japoneses adotarem um nome brasileiro para facilitar a comunicação.

Com o passar do tempo a oficina, que tinha três donos, passou a ter nove com a chegada dos três filhos do Sr. Antonio e mais três do Paulo.

Com isso teve início aos conflitos familiares dentro da empresa que poderia comprometer o futuro da oficina com tantas pessoas querendo a sua fatia.

Uma atitude bastante madura e inteligente partiu do Marcio que é filho do Sr. Antonio e resolveu de forma amigável e sem traumas reduzir a quantidade de donos da oficina.

Em 2009 o Marcio reuniu as famílias e mostrou que a empresa tinha um determinado valor e que seria inicialmente dividida por três que eram os fundadores da oficina. E assim foi feito de forma gradativa e os três filhos do Sr. Antonio assumiram a empresa.

Marcio na administração, Massami na mecânica e Toshio na eletrônica. Os demais primos ficaram por um tempo e resolveram sair da oficina.

Koji Teramito tem 81 anos e é uma pessoa muito feliz pois conseguiu criar sucessor para a sua empresa e não apenas um sucessor, mas três, que são seus filhos.

Outra grande alegria deste batalhador é que além de maratonista que também é criou um sucessor (eu Gaspar), o Sr. Koji é campeão de patins de velocidade e sua história está relatada no seu livro “A Vitoria e Trajetória de Koji Teramito”

Hoje a empresa tem sede própria, continua prestando serviços de elétrica, eletrônica e mecânica incluindo alinhamento, mas também está inovando com a distribuição de baterias Bosch e lubrificantes da marca Total Elf, com essas atividades a empresa tem uma melhor estabilidade econômica. Rua João Pereira, 178, Lapa São Paulo www.autolapa.com.br

Carbe-Car, já está na sua segunda geração e o nome da oficina nos induz a pensar em carburação, que na época era bastante adequado quando o pai Sr. Carlos Alberto iniciou na atividade da reparação automotiva há 25 anos e tinha até funilaria e pintura, mas por falta de controle na administração, acabou gerando alguns problemas que hoje está bem amparada pelo Paulo que é um dos filhos, formado em Propaganda e Marketing e cuida da administração, juntamente com seu irmão Marcos que é o responsável pela mecânica que é formado em Direito, assim os dois formam a dupla que está fazendo a Carbe-Car prosperar.

Apenas para contrariar esta questão de formação e depois exercer a profissão, o Paulo tem outro irmão que fez a faculdade de engenharia mecânica que, em teoria deveria estar na linha de frente da oficina mas, por outras razões ele preferiu trabalhar no setor industrial.

A oficina procura atender o cliente em todas as atividades de reparo do carro e alguns serviços são terceirizados para outras oficinas que atuam em parcerias como alinhamento e balanceamento.

Para o Paulo que atende cliente, compra peças e administra a empresa, o mais importante é atender bem o cliente e resolver o problema do carro de forma que fique satisfeito, retorne outras vezes que precisar e que também divulgue o bom serviço oferecido pela Carbe-Car. Rua Sacadura Cabral, 133, Lapa São Paulo

High Tech é a oficina do Roberto que resolveu seguir sua carreira solo há 12 anos quando deixou a oficina do seu pai que ensinou quase tudo que ele sabe hoje e sem pensar em concorrência, as oficinas dos dois estão no mesmo quarteirão.

Desde 1984 o Roberto trabalhava na oficina com seu pai o Sr. Sergio, que também tem uma história longa e interessante de praticamente 70 anos de atividade na reparação automotiva.

A High Tech vem atuando na mecânica e eletrônica dos carros, também oferece serviços de alinhamento e balanceamento, de forma que o cliente seja plenamente atendido nos serviços que forem necessários para executar no carro.

Roberto procura manter-se atualizado e pronto para enfrentar os desafios que a reparação automotiva exige dos profissionais, para isso investe em equipamentos, cursos e também faz algo de extrema importância nesta atividade que se chama relacionamento.

Este relacionamento ocorre nos grupos de oficinas do qual faz parte e a participação nestas reuniões sempre contribui para o crescimento da empresa e do profissional.

Hoje a High Tech integra a rede de oficinas autorizadas Original Bosch e recebe apoio da maior fabricante de autopeças do mundo que é a Bosch e além das peças, tem equipamentos, treinamentos e suporte técnico na reparação automotiva.

Com o histórico iniciado com o seu pai e agora com a oficina bem estruturada e fazendo parte de uma rede de oficinas, o Roberto tem tudo para fazer a sua empresa prosperar e se consolidar no mercado da reparação automotiva. Rua Guaicurus, 957, Lapa São Paulo www.oficinahightech.com.br

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

O sedan Sentra 2018 fabricado pela Nissan no México chega no Brasil para enfrentar vários concorrentes deste segmento, já nas oficinas a recepção foi tranquila porque o modelo é conhecido devido aos irmãos mais velhos que estão rodando pelo país e os detalhes ficaram por conta de modificações e inovações aplicadas a este modelo 2018.

Para os aficionados em som automotivo este carro oferece o que há de melhor e só encontrado em modelos top de linha, estamos falando da marca Bose, que desenvolveu um projeto específico para este modelo 2018 e é composto pelo rádio com tela lcd, módulo de potência e amplificador, autofalantes em todas as portas e para concluir, temos dois subwoofers no porta- malas que ao ligar, proporciona aos seus ocupantes um som puro que agrada a todos.

Na avaliação do Toshio ao dirigir o carro se comporta como um verdadeiro sedan, seus três volumes são bem aproveitados principalmente no porta-malas e o espaço interno que abriga bem o motorista e os passageiros. O painel é de fácil leitura e para explorar mais, certamente vai precisar ler o manual.

Para o Paulo, o carro transmite modernidade pelo aspecto visual e isso se comprova ao entrar e dirigir, com o conforto de uma transmissão CVT que deixa a concentração do motorista apenas em acelerar, frear e manter o carro na direção desejada. O carro tem tudo para proporcionar uma viagem tranquila com todo conforto, sem cansar quem estiver dirigindo e no ambiente urbano o seu uso também será bem aceito principalmente pelo câmbio CVT.

Visto como um carro de família, o sedan tem uma boa fatia no mercado de automóveis e o Roberto na sua primeira impressão observou que é um carro discreto que segue a filosofia dos carros japoneses, buscando robustez e conforto para pessoas que vão utilizar para o trabalho, viagens e lazer com a família com até cinco pessoas.

Os carros japoneses têm uma boa aceitação no mercado e na reparação não oferecem grandes dificuldades que sejam nas peças ou informações técnicas.

Há uma unanimidade entre os reparadores visitados que é a alegria de receber um representante do Jornal Oficina Brasil com um carro novo para conhecer, dar uma volta, colocar no elevador e assim, quando um cliente chegar com o mesmo modelo, não será usado como cobaia pois o Jornal já fez a aproximação e apresentação dos detalhes de funcionamento do carro. 

AO VOLANTE

Todo carro novo desperta a curiosidade das pessoas para dirigir e sentir como o carro reage e com este teste de rodagem fiz uma descoberta interessante, que toda oficina tem uma pista de teste onde os mecânicos conseguem em alguns quarteirões, avaliar o desempenho, frenagem e barulhos que contribuem muito em dois momentos:

  • Na chegada do carro na oficina, que é recomendável dar uma volta até para dar um diagnóstico mais preciso e de preferência com o dono que vai ajudar a identificar o possível defeito e também será um reforço na hora fechar o orçamento,

  • Antes da entrega do carro, é importante fazer mais uma avaliação de rodagem na pista de teste para comprovar que o carro ficou bom.

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E na pista de teste da oficina visitada, foi possível saber a opinião do Toshio da Auto Lapa que, brincando disse que para ele é fácil falar de um carro japonês e ele tem suas razões de origens para dizer isso.

O carro é confortável ao dirigir e um apelo forte deste modelo, está na transmissão CVT ao dirigir no trânsito lento da cidade de São Paulo, sem se preocupar com as trocas de marchas.

Comparando com uma transmissão mecânica que obriga a tirar o pé do acelerador, pisar no pedal da embreagem e depois movimentar a alavanca do câmbio para a posição da marcha desejada e ter que repetir esta operação centenas de vezes ao dia, tira o humor de muita gente.

Rodando na pista de teste do Paulo da Carbe-Car, a atenção maior foi dada para a suspensão do carro que poderia ser menos barulhenta ao passar por buracos e lombadas tão comuns na nossa cidade. Mas de um modo geral o carro demonstra ser confortável, tem bom desempenho e vai atender à expectativa do comprador que deseja espaço e economia. 

Para o Roberto da High Tech o carro tem bom desempenho, bom torque principalmente em subidas, os sistemas de ajuda ao motorista também contribuem na segurança ao dirigir identificando carros ou motos que estão no ponto cego. 

A suspensão também foi observada pelo Roberto, ao passar por ruas com paralelepípedos, percebeu que gerava barulhos que não combinam com um sedan deste porte.

MOTOR

O motor que equipa este sedan disponibiliza 140 cavalos gerados por quatro cilindros de 2.0 litros, 16 válvulas, CVVTCS - Continuosly Variable Valve Timing Control System - Sistema de Controle de Tempo de Válvula Variável Continuamente, que aqui no Brasil tem a versão flex.

O projeto deste motor teve o início do seu desenvolvido em 1997 pela Nissan com o código MR20DE e a Renault passou a utilizar no ano de 2006 no Clio III.

Este sistema CVVTCS desenvolvido pela Nissan é semelhante ao da Toyota VVT-I que permite um controle constante do tempo de abertura das válvulas que é controlado pelo módulo da injeção eletrônica. 

Conforme a utilização e regime de rotação do motor, o módulo identifica qual será a melhor configuração para a abertura das válvulas, permitindo uma maior admissão de ar para que o motor ofereça o melhor desempenho e com economia de combustível.

Apenas para efeito de comparação, os primeiros sistemas de comando de válvulas variáveis, permitiam apenas uma mudança de ângulo devido à ação hidráulica que era limitada. Com o novo sistema CVVTCS é possível obter várias configurações de atuação no tempo de abertura das válvulas, permitindo ao motor oferecer sempre uma potência adequada à necessidade de cada momento em que estiver sendo utilizado.

A condução do veículo fica mais uniforme mesmo em rodovias com curvas ou subidas e até nas retomadas de velocidade é possível perceber que o motor não reclama e continua sempre crescendo.

É tudo muito interessante mas esses sistemas de controles são muito sensíveis e exigem cuidado especial na lubrificação, pois há uma dependência direta da atuação hidráulica que depende do óleo lubrificante correto que é indicado pela Nissan.

O uso de um lubrificante diferente ou não fazer a troca dentro do que está previsto no plano de manutenção da montadora põe em risco o funcionamento correto do motor, reduzindo o seu tempo de vida.

 O motor MR20DE tem a capacidade de 4.6 litros de óleo com a troca do filtro e a recomendação da Nissan é para a classificação ILSAC GF-5 com a viscosidade 5W-30 que oferece benefícios de desempenho avançados como a proteção contra a alta temperatura, formação de depósitos, formação de verniz, proteção dos catalisadores e economia de combustível.

Ao observar o compartimento do motor, ficou evidente que algumas operações foram dificultadas pelo coletor de admissão que cobre todo cabeçote. Com isso uma simples verificação de uma vela de ignição ou uma bobina obriga a remoção do coletor que é de plástico e tem que tomar cuidado para não estragar os anéis de vedação que ficam em cada entrada de ar. 

Para evitar que o motor passe vibrações para a carroceria do carro, foi instalado um coxim hidráulico que funciona muito bem, mas o seu custo de manutenção assusta os clientes que não entendem porque uma peça dessas tem um custo elevado. 

Uma novidade está no vaso de expansão do sistema de arrefecimento do motor que tem um respiro aberto no formato de gargalo, que permite a saída do líquido de arrefecimento quando estiver com excesso. O detalhe é que o líquido se espalha sobre o ventilador e o motor, causando um cheiro característico de motor superaquecido que vai para dentro do carro. 

Este motor é reconhecido por sua robustez e equipa outros modelos da montadora Nissan e também da Renault.

O acesso para manutenção dos filtros é de fácil acesso e ao colocar o carro no elevador e observar por baixo, o Toshio da Auto Lapa foi direto no filtro de combustível que fica próximo do tanque que agiliza a realização da troca que não deve ultrapassar os 10 mil quilômetros e assim garantir o bom funcionamento do sistema de injeção. 

Filtro de carvão ativado ou canister também fica junto ao tanque de combustível, exatamente do lado oposto do filtro de combustível. 

A troca do filtro de óleo também ficou muito fácil e deve ser feita por baixo mas se fizer uma forcinha, também dá para trocar por cima, mas como o carro estará no elevador para drenar o óleo do cárter, já se aproveita para fazer a troca do filtro.

Para trocar o filtro de ar basta soltar as travas para remover primeiro o tubo de entrada do ar e depois soltar a tampa protetora do filtro. 

Nossos três reparadores que puderam avaliar o carro consideraram que a manutenção destes itens ficou perfeito e isso vai render elogios quando algum cliente perguntar sobre a manutenção deste modelo.

TRANSMISSÃO

Câmbio XTRONIC CVT – continuamente variável vem com função Overdrive e é uma evolução da transmissão automática convencional, mas com muito mais desempenho, suavidade e sem deixar perceber o momento das trocas de marchas porque na verdade não tem trocas, ela apenas vai evoluindo a velocidade de acordo com a aceleração do motor. 

Na sua terceira geração, a transmissão XTRONIC CVT recebeu inovações que permitem um bom desempenho com economia de combustível tanta em uso urbano como nas estradas.

Este modelo de transmissão automática usa duas polias com um cinto de aço entre elas.

Para variar continuamente as relações de transmissão, o câmbio ajusta o diâmetro da “polia de acionamento” que transmite o torque do motor, e da “polia acionada” para as rodas. 

 

O fluido utilizado é um ATF que na manutenção deve ser comprado na concessionária Nissan, afirma o Paulo da Carbe-Car, que não brinca com o óleo aplicado neste tipo de transmissão e a quantidade necessária é de 1,5 litros.

Para movimentar a transmissão CVT utiliza uma correia de aço com elementos rígidos que transferem o torque do motor para as rodas.

As melhorias aplicadas nesta terceira geração da transmissão CVT proporcionam uma elevação de 30% no conforto e desempenho quando se comparada com os modelos anteriores.

A Nissan desenvolveu três modelos de transmissão CVT:

  • Para motores de 3.5 litros;

  • Para motores de 2.0 litros;

  • Para motores de1.5 litros.

Durante o teste de rodagem junto com o Paulo da Carbe-Car, ele comentou que a transmissão tem muita suavidade durante o deslocamento sem aquele costumeiro tranco que as outras transmissões apresentam durante as trocas de marchas. Para um sedan este tipo de transmissão completa o pacote de conforto oferecido pela montadora Nissan que certamente vai agradar os proprietários do novo Sentra.

FREIO, SUSPENSÃO E DIREÇÃO

Um belo pacote eletrônico ajuda este conjunto de freio, suspensão e direção a oferecer segurança e conforto que qualificam este sedan a uma categoria acima dos demais.

Começando pelo sistema de freios que tem discos nas quatro rodas, ventilados na dianteira e sólidos na traseira, ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BA). 

 O ABS tem a função de impedir o travamento das rodas durante as frenagens mais fortes, permitindo fazer manobras mesmo com o freio totalmente acionado e na chuva este sistema mostra como é importante a sua função antitravamento para uma condução segura do veículo.

O EBD controla eletronicamente a distribuição das forças de frenagens nas rodas do eixo traseiro e do eixo dianteiro, aumentando a eficiência do conjunto, reduzindo as distâncias de frenagens.

Uma característica deste sistema de freios é que ele ajuda a compensar a troca de peso durante as frenagens bruscas e isso acontece com a redução da pressão do freio nas rodas que transportam a menor quantidade de peso, permitindo um maior controle do veículo.

A tecnologia de assistência de freio (BA) foi desenvolvida para melhorar a segurança, aumentando automaticamente o ganho do sistema de freio de um veículo em certas situações de direção, permitindo que o motorista aproveite melhor o potencial do sistema de freio do veículo e realizando frenagens em distâncias mais curtas.

Este sistema tem uma atuação especial para auxiliar os motoristas que não aplicam uma força suficiente no pedal do freio durante situações de pânico ou emergência.

Sem intervenção do sistema de auxílio de frenagem e com a aplicação de pouca força no pedal do freio, provoca uma frenagem insuficiente e com uma distância maior até a parada total do veículo. Este sistema de assistência de frenagem monitora constantemente a forma de frenagem do motorista usando sensores que medem posição do pedal de freio e taxa de força aplicada e se o motorista aplicar uma combinação de deslocamento do pedal e força aplicada de uma maneira que é interpretada pelo sistema BA como "pânico", o sistema irá intervir aumentando a pressão de frenagem, reduzindo assim a distância de parada.

Suspensão tradicional com eixo rígido na traseira, molas helicoidais de fácil acesso para manutenção. 

Na dianteira a suspensão é independente tipo McPherson com molas helicoidais e barra estabilizadora que auxilia na estabilidade do veículo. 

Algumas observações importantes feitas pelo Roberto da High Tech, ao verificar que a torre do amortecedor dianteiro tem três parafusos,  mas o acesso fica fácil apenas para dois parafusos, já o terceiro parafuso fica sob a grade de plástico que tem a tomada de ar para a ventilação interna.

Na primeira vista pareceu difícil o acesso do terceiro parafuso e pensou-se até em ter que remover a grade de plástico, mas descobrimos uma janela com uma tampa de plástico que ao remover dá acesso direto ao terceiro parafuso que pode ser removido com o uso de uma chave “ele” de 13mm ou soquete com cabo de força. 

A barra axial que sai da caixa da direção é muito fina, com exatamente 10mm que confirmamos com o uso do paquímetro. 

Também observamos que a bandeja tem um suporte fixado entre ela e a estrutura do carro para impedir o seu movimento para baixo, oferecendo mais firmeza na suspensão. 

A direção recebeu acionamento através de um motor elétrico controlado eletronicamente e desta forma foi possível reduzir componentes como as mangueiras hidráulicas, bomba hidráulica e um fator importante é a redução do esforço do motor que não gasta energia preciosa para movimentar a bomba hidráulica que foi substituída pela direção elétrica, contribuindo até com a redução de emissões de gases pela queima do combustível. 

Este sistema de direção não atua de forma isolada no carro mas tem uma função muito importante no controle da estabilidade do veículo que atua junto com o VDC (Vehicle Dynamic Control) – Controle de tração e estabilidade. 

Desenvolvido para ajudar a evitar a perda de controle durante as manobras bruscas, reduz a rotação do motor e aplica os freios individualmente nas rodas específicas.

O sistema pode ser desativado para tirar o veículo de atoleiros ou da neve, mas é recomendável deixá-lo sempre ativado.

Mesmo com o sistema ativado, ainda é possível perder o controle, especialmente nas manobras súbitas e nada substitui as técnicas de direção segura, mas na maioria das situações o sistema de Controle Dinâmico do Veículo deve ajudar a manter o carro na estrada.

Elétrica e Eletrônica  

Temos novidades nesta parte, começando pela bateria que é alimentada pelo alternador que agora é conhecido como alternador pilotado e para os reparadores descuidados pode causar algumas dúvidas e até fazer uma avaliação errada do funcionamento do alternador que funciona de acordo com a necessidade de energia ou funcionamento do motor.

Fácil explicar – a bateria tem um sensor que monitora em tempo real a sua carga e esta informação é enviada para o módulo da injeção que informa ao alternador qual a tensão que ele deve gerar, entre 12,4 a 15,8 volts. No caso do alternador estar gerando apenas 12,4 volts, alguém pode dizer que o alternador está com problemas e na verdade, não está.

Outra observação feita pelo Toshio está no terminal positivo da bateria que tem alguns fusíveis de proteção e se algum deles queimar, o alternado não vai carregar. Nesta situação é fácil condenar o alternador mas o defeito pode ser apenas o fusível queimado que não pode ser trocado isoladamente, tem que trocar o conjunto todo que é vendido apenas nas concessionárias.

Outra descoberta foi a localização da BSI ou caixa de serviço inteligente que está debaixo do tubo que leva o ar para o filtro, ao lado da bateria. A BSI controla toda eletricidade antes de chegar nos seus consumidores e a manutenção exige bastante conhecimento e equipamento compatível. 

Logo à frente da bateria temos o módulo da injeção,  e atrás da caixa do filtro de ar está o módulo da transmissão CVT, fixado na torre do amortecedor. Para acessar este módulo basta retirar o filtro de ar.

Sistema de ajuda ao motorista

Este sistema é muito interessante e realmente ajuda o motorista:

  • Alerta inteligente de colisão frontal (FCW);

  • Intervenção inteligente de colisão (RCTA);

  • Monitoramento inteligente de ponto-cego (BSW).

Tecnologia inteligente, projetada para monitorar o carro e alertar o motorista sobre as condições da via e do veículo.

Acendimento inteligente dos faróis (sensor crepuscular).

Câmera de ré.

Tecnologia de segurança que usa os sensores traseiros para verificar o entorno para realizar manobras com tranquilidade e sem sustos.

Com o câmbio engatado na ré, sensores identificam veículos ou objetos ao lado do carro, quando dirigindo ou saindo da vaga de estacionamento, e apresentam alertas visuais e sonoros no painel.

Monitoramento de ponto cego, se a luz de direção estiver acionada e outro veículo for detectado no ponto-cego, uma luz piscará na base do retrovisor com um alerta sonoro, garantindo a eliminação de pontos-cegos nas trocas de faixa ou mudanças de rota. 

O sistema BSW utiliza sensores de radar instalados próximos ao para-choque traseiro, para detectar outros veículos em uma faixa adjacente.

Os sensores de radar podem detectar veículos em ambos os lados do seu veículo, dentro da zona de detecção, como mostrado na ilustração.

Esta zona de detecção começa no espelho retrovisor externo, estende-se por aproximadamente 3,0 m atrás do para-choque traseiro e por aproximadamente 3,0 m nas laterais.

O sistema BSW funciona em velocidades acima de aproximadamente 32 km/h. 

Alerta de colisão por meio de avisos sonoros, a velocidade e distância do carro em relação ao carro da frente, evitando uma possível colisão frontal, monitora o trânsito à frente a partir de 5 km/h.

Recomendações

O modelo Sentra da Nissan equipado com motor 2.0 flex e transmissão CVT possui um conjunto equilibrado que torna a sua dirigibilidade muito confortável, que é a característica de um sedan que tem seu preço na casa dos três dígitos, pouco mais de 100 mil reais.

Na reparação demonstrou-se bastante amigável com acesso rápido e fácil aos componentes.

Na avaliação do Paulo da Carbe-Car, o Sentra tem uma mecânica já conhecida devido aos modelos anteriores e as diferenças estão mais na parte eletrônica de conforto e segurança do carro, mas para os serviços mais comuns não apresenta dificuldade e conclui que é um bom carro apenas com a observação da suspensão que poderia ser melhor ajustada às ruas e estradas brasileiras.

Toshio da Auto Lapa já tinha atendido alguns modelos da Nissan porque um de seus clientes é uma locadora de veículos que tem uma variedade muito grande de carros novos que não fazem manutenção na rede de concessionárias e com isso a oficina se beneficia desta boa fatia de serviços. O carro dificilmente dá problema e as manutenções são básicas como as trocas de óleo e filtros e na sequência vem trocas de pastilhas de freios.

Na High Tech,  Roberto ficou satisfeito com o carro que tem uma mecânica simples para fazer a manutenção e seguindo a tendência dos carros japoneses, é um carro bem projetado e de baixa manutenção que agrada o cliente e se aparecer um Nissan Sentra na oficina vai ser mais fácil atender o cliente porque agora já conhece o modelo através do Jornal Oficina Brasil.

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