
A Ferrari Luce chegou cercada de expectativa e controvérsia. Primeiro modelo 100% elétrico da história da fabricante italiana, o esportivo impressiona pelos números extremos de potência, desempenho e tecnologia embarcada.Todavia, provocou reações negativas entre fãs mais conservadores da marca, refletindo inclusive na queda das ações da montadora italiana após sua apresentação oficial.
Polêmicas visuais a parte, a Luce representa um salto técnico importante dentro da eletrificação de alta performance, chegando para brigar com Porsche Taycan e BYD Yangwang U9. O esportivo elétrico combina soluções inéditas em arquitetura veicular, gerenciamento térmico, aerodinâmica ativa e distribuição de torque, o que vai criar um novo desafio para oficinas especializadas em veículos premium e elétricos. Inclusive, o Conecta 2026 contará com a Trilha de Híbridos e Elétricos, que vai debater sobre o futuro da mecânica na manutenção nos veículos eletrificados. Inscrição Conecta 2026.
Debaixo da carroceria está um conjunto elétrico capaz de entregar impressionantes 1.050 cv de potência. A configuração utiliza quatro motores elétricos, que também geram um torque máximo de 990 Nm. O desempenho coloca a Luce entre os carros mais rápidos já produzidos pela Ferrari.
A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em apenas 2,5 segundos, enquanto o 0 a 200 km/h é cumprido em 6,8 segundos. A velocidade máxima declarada chega aos 310 km/h, números que exigem um controle eletrônico extremamente refinado da entrega de potência.
O sistema conta com três modos de condução: Range, Tour e Performance. Cada configuração altera parâmetros de resposta do acelerador, gerenciamento energético e comportamento dinâmico do veículo. Um dos destaques técnicos é o Torque Shift Engagement, sistema que oferece cinco níveis selecionáveis de potência e torque. O comando fica localizado ao lado direito do volante, enquanto outro seletor ajusta a intensidade da frenagem regenerativa.
Outro ponto importante para os reparadores é a arquitetura estrutural inédita. A Luce é a primeira Ferrari equipada com subchassi traseiro separado, solução criada para reduzir vibrações e ruídos na cabine. Inclusive, a arquitetura elétrica é de 800V.
A novidade também se torna apenas a segunda Ferrari da história com portas traseiras, seguindo a proposta inaugurada pelo Purosangue.
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Em relação ao tamanho, a Luce é um veículo de grande porte, mas que leva apenas cinco pessoas. São 5,02 metros de comprimento, 2 metros de largura, 1,54 metro de altura e entre-eixos de 2,96 metros. Apesar disso, a Ferrari conseguiu reduzir o centro de gravidade em 80 mm em comparação com um modelo equivalente equipado com motor a combustão.
A bateria conta com capacidade de 122 kWh e densidade energética de 195 Wh/kg, índice que a Ferrari afirma ser o maior entre veículos elétricos de produção. Por sua vez, o sistema suporta carregamento ultrarrápido de até 350 kW e oferece autonomia próxima de 530 km pelo ciclo WLTP. O consumo declarado é de 21,1 kWh a cada 100 km.
Mesmo com toda a tecnologia empregada, o peso chama atenção: cerca de 2.300 kg, tornando a Luce a Ferrari mais pesada já construída.
Para compensar o elevado peso, a fabricante utilizou 75% de alumínio reciclado na carroceria e no chassi, buscando equilíbrio estrutural e redução de massa. Sobre a suspensão, a Ferrari adotou sistema adaptativo na dianteira e traseira, combinado com discos ventilados de alta capacidade térmica. O conjunto trabalha em sintonia com rodas de 23 polegadas na dianteira, equipadas com pneus 265/35, e rodas de 24 polegadas na traseira com pneus 315/30.
A aerodinâmica também recebeu atenção extrema. O coeficiente de arrasto é de apenas 0,254 Cd, número muito baixo para um veículo deste porte. Entre as soluções mais curiosas estão os limpadores de para-brisa redesenhados e patenteados pela Ferrari, capazes de gerar microvórtices que ajudam no fluxo aerodinâmico sem prejudicar a eficiência do ar.
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