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SENSOR DE PRESSÃO DIFERENCIAL (DELTA P) DO FILTRO DPF

Função, funcionamento, testes e dicas de diagnóstico do sensor de pressão do DPF

Renato França - Inovar Treinamentos
31 de agosto de 2026

Esse sensor detecta a diferença de pressão na entrada e saída do filtro DPF e envia um sinal a central de controle do motor, que o utiliza para definir a porcentagem de fuligem calculada de acordo com os perfis de condução e o nível de entupimento do DPF. 

Quando o sinal de pressão diferencial detecta um bloqueio muito maior do que o nível de bloqueio calculado de acordo com o ciclo de condução, o módulo de controle da injeção propõe uma regeneração. 

Se a causa é atribuível a um comportamento de condução excepcional, os valores retornam aos valores padrão após a regeneração. Se não for esse o caso, a causa pode ser atribuída a mau funcionamento do motor e, portanto, após várias regenerações, a luz de avarias da injeção acende indicando um valor de pressão alta e entupimento do filtro DPF.



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figura 1 – Localização do sensor de pressão do DPF no sistema


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figura 2 – Sensor de pressão do DPF (Delta P)




PIN OUT DO SENSOR


1 – 5V (+)

2 – Massa (-)

3 – Sinal

O sensor recebe uma alimentação de 5V e massa provenientes da central e envia um sinal de tensão variável de acordo com a pressão.

O sensor é constituído por um circuito eletrônico para amplificação do sinal e por uma membrana sensível a variação de pressão.


Veja abaixo a curva do sensor



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figura 3 – Curva do sensor de pressão - Tensão x pressão


À medida que aumenta a pressão diferencial, aumenta o valor da tensão enviado a ECU.


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figura 4 – Gráfico de tensão x pressão do sensor Delta p do DPF



Leituras do sensor

Em alguns sistemas a pressão medida pelo sensor é informada pela central de injeção e lida pelo scanner em mbar (milibar) ou Kpa (kilopaschoal)

Quanto  maior o valor da pressão, significa um maior entupimento do filtro DPF o que pode acarretar em registro de falhas no sistema.



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figura 5 – Parâmetro de pressão diferencial do DPF lido no scanner


Informações importantes:

Em caso de falha deste sensor:

A função de regeneração comandada não será habilitada e a luz de avarias acende no painel de instrumentos.


Em caso de substituição do sensor:

Efetuar via equipamento de diagnostico a função “Alinhamento do sensor de pressão do DPF” ou “substituição do sensor de pressão” para correto funcionamento e leitura do sensor novo.

Não efetuar o alinhamento do sensor com valor de pressão e resistência de fluxo altos no DPF (DPF entupido). Para o alinhamento, o filtro DPF deve estar limpo.

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DICA – SENSOR DE PRESSÂO DO DPF FIAT DUCATO

O sensor de pressão do DPF aplicado no fiat Ducato até 2017 possui uma particularidade onde o diâmetro dos tubos do sensor que recebem as mangueiras provenientes do DPF tem o mesmo diâmetro podendo ser montadas invertidas, o que ocasiona falha no sistema.

Abaixo o esquema correto das ligações das mangueiras desse modelo de sensor.



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figura 6 – Sensor de pressão diferencial do DPF Ducato até 2017


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Obs.: Nunca trocar o tubo de entrada pelo tubo de saída, pois a gestão do filtro de particulado feita pela central de injeção depende da informação gerada por este sensor. Caso invertido, a central entenderá que não houve êxito na regeneração ou ausência do filtro de particulado e fará processos cíclicos de regeneração erroneamente e acendimento da luz de avaria.


Evolução do Sensor 


Já existe em nosso mercado, nos veículos mais novos que atendem a norma Euro 6, um sensor de pressão do DPF onde a diferença de pressão medida é convertida em 

um sinal elétrico e transmitido para a ECU do motor através de um sinal digital de protocolo SENT.




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figura 8 – Sensor de pressão diferencial do DPF com sinal SENT


Esse modelo de sensor também é alimentado via ECU com 5V e envia um sinal digital mais rápido e preciso que os sensores convencionais analógicos;

Na figura abaixo, temos a imagem gráfica do sinal SENT enviado pelo sensor a ECU:




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figura 9 – Sinal SENT do sensor de pressão diferencial do DPF


Este sinal tem um campo de sincronização, um campo de dados + checksum e um campo final. • O comprimento do sinal é 800µs. O sensor transmite a pressão diferencial, temperatura e condição do elemento de detecção, ou seja, aumenta o campo de monitoramento da ECU melhorando a análise do sistema.


A melhor maneira de testar o sinal desse modelo de sensor é utilizando o Osciloscópio, analisando o gráfico conforme mostrado acima, pois o mesmo não possui uma curva de TENSÂO X PRESSÂO como nos sensores convencionais e que com o multímetro conseguiremos medir apenas uma tensão média de trabalho com pouca variação à medida que se altera a diferença de pressão no filtro DPF.


Nos motores diesel mais modernos, veremos muitos sensores comunicando com as centrais de controle motor e controle de pós-tratamento através de sinais via Rede CAN, Rede LIN e protocolo SENT, deixando os sinais mais rápidos, confiáveis e com mais informações em um único sinal, mas isso trataremos em outras publicações.






Ford Ranger XL: Avaliação TÉCNICA do motor, câmbio e manutenção | Avaliação do Reparador


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