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Oficina especializada alerta para risco do trocador de calor do Renegade; veja o que diz especialista

Problema no trocador de calor pode contaminar a transmissão automática com líquido de arrefecimento; mecânico da Hunter explica como o upgrade elimina a falha crônica em modelos Jeep

Felipe Salomão
22 de maio de 2026
Imagem sem descrição


O Jeep Renegade vire e mexe está em discussões nas oficinas especializadas por conta de um problema recorrente na transmissão automática TF72, uma vez que a falha acontece no trocador de calor original do veículo, provocando a mistura entre óleo do câmbio e líquido de arrefecimento, o que compromete completamente a transmissão, gerando prejuízos que variam entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. Veja o vídeo completo da substituição do trocador de calor do Jeep Renegade no YouTube do Oficina Brasil.

Segundo Jhonata Vendrameli, mecânico especialista em Jeep da Hunter, a solução mais eficiente encontrada pelas oficinas especializadas tem sido a instalação de um upgrade com radiador externo dedicado ao resfriamento do óleo da transmissão.”O problema é interno no trocador de calor. O líquido de arrefecimento entra em contato com o óleo da transmissão e acaba contaminando tudo. Quando abre o câmbio, normalmente já está tudo comprometido”, explica Vendrameli.

Falha no trocador de calor preocupa donos de Jeep Renegade e Compass

De acordo com o especialista, a falha é considerada crônica em veículos equipados com a transmissão TF72, que também está presente em modelos como Jeep Renegade, Compass e Fiat Toro. O defeito acontece dentro das galerias do trocador de calor original, componente responsável por controlar a temperatura do óleo da transmissão utilizando o sistema de arrefecimento do motor.

Além disso, quando ocorre perfuração interna da peça, o líquido de arrefecimento invade o sistema da transmissão automática, formando uma emulsão entre óleo e água que compromete discos, válvulas e componentes internos do câmbio. “Não é um furo externo visível. O problema acontece dentro das galerias do trocador de calor. Quando percebemos, o óleo já virou uma mistura com água e a transmissão acaba sendo condenada”, afirma.

Uso incorreto do aditivo pode acelerar o problema

Embora a falha seja recorrente nesses modelos, Vendrameli alerta que a falta de manutenção preventiva pode acelerar o desgaste do sistema.Segundo o especialista, o uso de água de torneira, água mineral ou aditivos inadequados favorece corrosão interna e aumenta significativamente o risco de falha no trocador de calor. “Utilizar o fluido incorreto, não trocar o aditivo no prazo correto e negligenciar a manutenção do sistema de arrefecimento agravam muito esse problema”, destaca.

Troca do óleo da transmissão divide opiniões nas oficinas

Outro ponto levantado pelo especialista é a importância da troca preventiva do óleo da transmissão automática, um tema que ainda gera debate entre reparadores e proprietários.

Mesmo com montadoras classificando alguns sistemas como “long life”, Vendrameli reforça que o fluido perde propriedades com o tempo e precisa ser substituído. “A recomendação que utilizamos aqui é trocar o óleo da transmissão a cada 40 mil quilômetros ou dois anos. O óleo perde propriedades com o uso e isso afeta diretamente a durabilidade do câmbio”, explica.

Já o fluido do sistema de arrefecimento deve receber atenção ainda maior. “O ideal é acompanhar rigorosamente os períodos de troca do aditivo. Muita gente roda anos sem substituir e isso acaba gerando corrosão interna no sistema”, alerta.

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Upgrade com radiador externo elimina contato entre água e óleo

A solução adotada pela Hunter consiste na eliminação do trocador de calor original e instalação de um radiador externo refrigerado a ar. O sistema utiliza flange, mangueiras de alta resistência e válvula termostática para controlar a circulação do óleo da transmissão, impedindo qualquer contato com o líquido de arrefecimento do motor.

De acordo com Vendrameli, assim como eliminar o risco de contaminação, o upgrade ainda melhora o controle térmico da transmissão automática.“O câmbio passa a trabalhar em uma temperatura mais estável e mais baixa. Isso melhora o funcionamento, reduz o esforço e aumenta a durabilidade do conjunto”, afirma.

Upgrade é gambiarra ou solução definitiva?

A adaptação ainda divide opiniões entre proprietários que preferem manter a originalidade do veículo e reparadores que defendem a modificação preventiva. Todavia, para o especialista, o upgrade deixou de ser apenas uma adaptação e passou a ser uma solução definitiva para evitar falhas recorrentes. “Quem quiser manter o carro totalmente original pode apenas substituir o trocador de calor periodicamente. Mas o upgrade resolve praticamente 100% desse problema crônico da transmissão”, ressalta.

Procedimento é simples e não exige desmontagem completa

Apesar da complexidade do problema, Vendrameli explica que a instalação do kit não exige a remoção completa da transmissão em situações preventivas. 

Ademais, de acordo com o especialista, normalmente basta remover para-choque, parabarro e rodas para acessar o sistema e instalar o radiador externo utilizando pontos originais de fixação. “O serviço é muito mais simples do que parece. O kit utiliza suportes originais e fica muito bem instalado, sem interferir em outros componentes do veículo”, conclui.




Jeep Renegade, Compass e Fiat Toro: O defeito GRAVE no TROCADOR DE CALOR da TF72 |Oficina Sem Filtro




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