Oficina Brasil
Início
Notícias
Fórum
Vídeos
Treinamentos
Cursos EAD
Jornal
Para indústrias
Quem Somos
EntrarEntrarCadastre-se
Oficina Brasil
EntrarEntrarCadastre-se
Banner WhatsApp

Oficina Brasil

NotíciasFórum

Oficina Brasil Educa

Treinamentos

Jornal Oficina Brasil

Conheça o JornalReceba o Jornal na sua Oficina
Oficina Brasil

A plataforma indispensável para uma comunidade forte de reparadores.

Oficina Brasil 2026. Todos Direitos ReservadosPolítica de Privacidade
  1. Home
  2. /
  3. Técnicas
  4. /
  5. Sistemas automotivos híbridos

Sistemas automotivos híbridos

REMOVER SUBTITULO MATERIA NÃO PUBLICADA

Humberto José Manavella
10 de março de 2011

 

Os sistemas automotivos híbridos combinam duas fontes de potência: um motor de combustão interna (Otto ou Diesel) e um motor/gerador elétrico, para aproveitar os benefícios destes propulsores e compensar as eventuais deficiências.

Mesmo que se utilize um motor elétrico, estes sistemas não requerem uma fonte externa para a carga da bateria, como acontece com os veículos elétricos.

Componentes básicos
São aqueles presentes em todos os sistemas híbridos atuais:
- Motor de combustão interna. Pode ser de ciclo Otto ou de ciclo Diesel.
- Motor/gerador elétrico. O sistema pode possuir uma ou duas unidades. Em todos os casos são do tipo trifásico, com rotor de imã permanente e, portanto, sem escovas.


- Bateria de alta tensão. Utilizada para o acionamento do(s) motor(es) elétrico(s). A tensão varia entre 100 e 300V. A alta tensão de trabalho contribui para a diminuição da bitola dos fios de conexão e dos bobinados do motor/gerador. Como resultado, verifica-se a diminuição do peso do conjunto e a diminuição das perdas por calor na cablagem.
Lembrar que: Potência consumida = Corrente x Tensão ou P [W] = I [A] x V [V].


Daqui resulta que I = P/V.
Assim, a corrente requerida por um motor de 5 kW (5.000 W), alimentado com uma bateria de 12V, resulta igual a 410A, aproximadamente. Já no caso em que a tensão de bateria é 200V, a corrente resulta igual a 25A.

Configurações
1. Sistema híbrido série (figura 1). Nesta configuração, o motor de combustão interna aciona o gerador elétrico que, por sua vez, aciona o motor elétrico que movimenta as rodas. A sua denominação deriva do fato que o motor de combustão e o elétrico estão em série. Esta configuração permite que um motor de combustão de baixa potência funcione numa faixa eficiente de rotação estabilizada, fornecendo a corrente de acionamento do motor elétrico e de carga da bateria.

O motor elétrico, por sua vez, pode funcionar como gerador nas fases de desaceleração e frenagem do veículo, recuperando como energia elétrica (para recarga da bateria) à que seria desperdiçada na forma de calor. Este sistema encontra aplicação em veículos comerciais (micro-ônibus, por exemplo).


2. Sistema híbrido paralelo (figura 2). Nesta configuração, tanto o motor de combustão como o elétrico acionam as rodas. A potência requerida de cada um destes elementos depende das condições de funcionamento. A sua denominação deriva do fato que a potência de acionamento (dos motores de combustão e elétrico) flui para as rodas em paralelo. A bateria é carregada comutando o motor elétrico para funcionar como gerador.
O motor elétrico, por sua vez, pode funcionar como gerador nas fases de desaceleração e frenagem do veículo.

Leia também

  • Como Diagnosticar falhas presente no Sistema de Ignição do ZETEC Rocam
  • EGR - Recirculação de gases em veículos a Gasolina – cuidados e manutenção
  • Por que o motor ZETEC ficou conhecido como um motor que superaquece
  • ADITIVOS NO DIESEL: SOLUÇÃO PREVENTIVA OU RISCO PARA O SISTEMA COMMON RAIL?


Em função do motor de combustão e o elétrico acionarem as rodas diretamente, esta configuração precisa de embreagem.
No entanto, (mesmo com uma estrutura simples) por possuir um único motor/gerador elétrico, este elemento não pode acionar as rodas e simultaneamente carregar a bateria.


3. Sistema híbrido série/paralelo (figura 3). Esta configuração combina as duas anteriores com o objetivo de maximizar as vantagens de ambas. Como consequência, o sistema resulta mais complexo tanto na constituição mecânica e elétrica como no seu controle eletrônico. Possui dois motores/geradores (MG1 e MG2) e, segundo as condições de operação, o sistema utiliza a potência de acionamento só do MG2 ou do motor de combustão e do MG2 simultaneamente, para obter o máximo nível de eficiência.


Quando necessário, o sistema aciona as rodas e, ao mesmo tempo, gera energia elétrica utilizando MG1 como gerador.
O motor elétrico MG2 funciona como gerador nas fases de desaceleração e frenagem do veículo.

Vantagens dos sistemas híbridos
Entre as características mais significativas dos sistemas híbridos podem ser mencionadas as seguintes:
1. Redução das perdas de energia. O motor de combustão é desligado durante as fases de marcha lenta com o veículo parado, reduzindo o consumo de energia que seria, de outra forma, desperdiçada. Também pode ser desligado nas desacelerações e frenagens.


2. Recuperação e reuso de energia. A energia que seria normalmente desperdiçada, durante as desacelerações e frenagens, é recuperada na forma de energia elétrica e armazenada no “pack” de baterias de alta tensão para seu posterior uso no acionamento da partida do motor de combustão e no motor elétrico de tração.


3. Alta eficiência no controle da operação do sistema (sistema série/paralelo). Isto é conseguido por meio do uso do motor elétrico para a movimentação do veículo nas condições operacionais em que a eficiência do motor de combustão é baixa, e para a geração de energia elétrica quando a eficiência deste último é alta.


Nas próximas edições serão apresentados exemplos de aplicação da tecnologia série e série/paralelo em veículos atualmente no mercado.

Acessar Manuais Técnicos
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Motor de partida, alternador e híbrido 48V: o que muda no diagnóstico do mecânico? Veja como é fabricado
Motor de partida, alternador e híbrido 48V: o que muda no diagnóstico do mecânico? Veja como é fabricado
25 de agosto de 2026
Freio superaquecendo após poucos quilômetros: diagnóstico deve começar pelo sistema de retorno
Freio superaquecendo após poucos quilômetros: diagnóstico deve começar pelo sistema de retorno
24 de agosto de 2026
Peugeot 208: passo a passo para diagnosticar e trocar a junta homocinética com segurança
Peugeot 208: passo a passo para diagnosticar e trocar a junta homocinética com segurança
24 de agosto de 2026
Nissan lança linha Value Advantage para veículos fora da garantia
Nissan lança linha Value Advantage para veículos fora da garantia
24 de agosto de 2026
Delphi amplia linha de reposição com novas bombas de combustível e bobina de ignição; veja aplicações
Delphi amplia linha de reposição com novas bombas de combustível e bobina de ignição; veja aplicações
24 de agosto de 2026

Novos cursos EAD

Desmistificando a Lubrificação: Do Motor a Combustão aos Veículos Elétricos
Castrol

Desmistificando a Lubrificação: Do Motor a Combustão aos Veículos Elétricos

Pare de Perder Dinheiro: Como Otimizar o Estoque da sua Oficina Mecânica
Mercado Livre

Pare de Perder Dinheiro: Como Otimizar o Estoque da sua Oficina Mecânica

Desmistificando Fluidos, Câmbios Automáticos e a Era dos Veículos Eletrificados
Castrol

Desmistificando Fluidos, Câmbios Automáticos e a Era dos Veículos Eletrificados

Gerenciamento Térmico do Motor: O Verdadeiro Motivo por Trás da Queima de Juntas
Spaal

Gerenciamento Térmico do Motor: O Verdadeiro Motivo por Trás da Queima de Juntas