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Módulo de Controle Eletrônico: procedimentos de verificações de falhas de funcionamento

Análise e testes práticos que podem ser feitos em uma ECU com o indício de não funcionamento do veículo. Este componente é sempre deixado por último nas verificações durante a manutenção do veículo

André Miura
06 de outubro de 2017

Foto 1 - Componente danificado e solda fria

Cada vez mais o reparo em ECUs (Eletronic Control Unity) está presente no dia a dia da oficina. Embora o reparo dessas unidades de comando exija conhecimentos específicos, estabelecer uma rotina de testes para cada indício facilita muito o diagnóstico.

INSPEÇÃO VISUAL DA PEÇA

Independentemente de qual sinal apresentado, a inspeção visual da placa será sempre o primeiro item da lista. Nessa análise, verifique a presença de água ou óleo no circuito, componentes visivelmente queimados, trilhas rompidas, soldas frias e até mesmo reparos anteriores. A presença de qualquer um desses itens indicará a possível causa do problema. Foto 1

TESTES DE CONTINUIDADE

Quando não for encontrado nada visivelmente danificado, é preciso iniciar testes diretos nos componentes. Com o uso de um multímetro na escala de “Diodos” ou “Continuidade”, verifique se existe o “bip” em componentes que não devem permitir continuidade, como capacitores, diodos e resistores. O “bip” contínuo em um desses componentes indicará que está queimado, afetando circuitos importantes da ECU. Porém, um valor de resistência deverá ser normal. Foto 2.

Foto 2 - Teste de continuidade em um capacitor de cerâmica

TESTES DE ALIMENTAÇÃO

Se nos testes anteriores não for encontrado nenhum componente com defeito, é necessário iniciar testes mais precisos. Verifique primeiro se existe a devida alimentação chegando na ECU e sendo distribuída em toda a placa. Para isso, usando o esquema elétrico da central, localize os pinos de alimentação e aterramento. Foto 3.

Foto 3 - Alimentando a ECU em bancada

Com a central devidamente alimentada e com o auxílio de um multímetro, verifique a presença de 12V e 5V. A chegada dessas medidas nos componentes irá indicar que a ECU não apresenta o defeito devido à falta de alimentação.  Foto 4.

Foto 4 - Medindo a tensão de 5V com o Multímetro

TESTES EM CIRCUITOS VITAIS

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Outra possível causa para o defeito de não funcionamento do veículo pode ser a incompatibilidade do sinal de rotação, sinal que, em muitos casos, a ECU considera vital para o funcionamento do motor. Para esse teste será necessário o uso de um simulador de centrais e um osciloscópio.

Verifique a entrada desse sinal na ECU e se na trilha que leva o sinal até o processador não existem componentes queimados ou trilhas rompidas. Foto 5.

Foto 5 - Testes de entrada do sinal de rotação

TROCA DO ARQUIVO DE INJEÇÃO

Com os testes anteriores é possível verificar problemas no hardware da ECU. Mas a causa do defeito pode ser no software, ou seja, no arquivo de injeção. Esse arquivo contém os parâmetros originais de funcionamento e fica armazenado em memórias que podem ser internas ao processador. Efetue a troca desse arquivo que pode estar corrompido. Após esse procedimento, instale novamente a central no veículo para verificar o funcionamento. Foto 6.

Foto 6 - Efetuando a troca do arquivo de injeção em um processador da família ST10

TROCA DO PROCESSADOR

Se mesmo efetuando a troca do arquivo de injeção o defeito ainda está presente, a causa deve ser interna ao processador. Este componente vital tem diversas funções agregadas, uma dessas funções pode estar defeituosa. A maneira mais rápida de verificar esse possível defeito é fazer a troca do processador.  Foto 7.

Foto 7 - Troca do processador da família ST10 do tipo QFP

Usando como base essa sequência de testes práticos, ficará mais fácil chegar a um diagnóstico em alguma dessas etapas.

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