Oficina Brasil
Início
Notícias
Fórum
Vídeos
Treinamentos
Jornal
Para indústrias
Quem Somos
EntrarEntrarCadastre-se
Oficina Brasil
EntrarEntrarCadastre-se

Notícias

Página Inicial
Categorias

Vídeos

Página Inicial
Categorias
Fórum

Assine

Assine nosso jornalParticipe do fórum
Banner WhatsApp
Comunidades Oficiais
WhatsApp

Oficina Brasil

NotíciasComunidadeFórum

Oficina Brasil Educa

Treinamentos

Jornal Oficina Brasil

Conheça o JornalReceba o Jornal na sua Oficina
Oficina Brasil

A plataforma indispensável para uma comunidade forte de reparadores.

Oficina Brasil 2025. Todos Direitos ReservadosPolítica de Privacidade
  1. Home
  2. /
  3. Técnicas
  4. /
  5. Catalisador de 3 vias - item da Inspeção Veicular Eficiência de conversão, conceito e cálculo

Catalisador de 3 vias - item da Inspeção Veicular Eficiência de conversão, conceito e cálculo

REMOVER SUBTITULO MATERIA NÃO PUBLICADA

Humberto José Manavella
22 de março de 2012

Por ter o catalisador de 3 vias um preço elevado, o diagnóstico de defeitos relacionados à ele deve ser bastante criterioso a fim de evitar trocas desnecessárias. É neste ponto que a avaliação da eficiência de conversão torna-se um fator importante.

CONCEITO

A eficiência de conversão é a capacidade que o catalisador possui de diminuir as emissões dos gases poluentes de escape. Isto é, a capacidade de transformar o HC (hidrocarbonetos) e CO (monóxido de carbono) residuais, em CO2 (dióxido de carbono) e H2O (vapor d’água) e de reduzir o NOx a seus componentes básicos: N2 (nitrogênio) e O2 (oxigênio).
O oxigênio resultante da dissociação do NOx, reage com parte do CO para formar CO2.
Em boas condições de funcionamento, um catalisador de 3 vias deve ter uma eficiência superior a 80/85%.
Isto significa que os valores de CO, HC e NOx na saída do escapamento (após terem passado pelo catalisador) são 80%,85% menores que os valores na entrada do conversor catalítico.
Quando a eficiência atinge valores inferiores a estes, a degradação do catalisador é bastante acelerada, podendo diminuir a níveis não aceitáveis em um curto espaço de tempo.
Assim, a eficiência de conversão para os gases mencionados é definida da seguinte forma [1]:
Como mostra a figura 2, a máxima redução para os 3 gases é obtida quando o catalisador de 3 vias processa gases de escape produzidos pela queima de mistura estequiométrica, ou seja, quando o motor funciona admitindo mistura com Lambda=1,0 +/- 2%.
Observar que quando o motor admite mistura rica, a eficiência para NOx é máxima mas, para CO e HC resulta inferior à recomendada.
Como mostrado na figura 2, por exemplo, a eficiência de conversão de CO para Lambda=0,94 (pontos A e B) (fórmula [2]) é sensivelmente menor que para Lambda=1,0 (pontos C e D) (fórmula [3]).
Portanto, a verificação da eficiência na condição de Lambda=0,94, levaria a considerar defeituoso um catalisador que de outra forma, pode estar em boas condições.
Daí a importância de verificar o Lambda da mistura antes de realizar a medição. Os analisadores de “4 gases” comercializados atualmente apresentam os valores de concentração de CO, HC, CO2, O2 e o valor do Lambda, calculado a partir da fórmula de Bretschneider.
Portanto, para que a avaliação da eficiência seja válida, o Lambda mostrado no analisador deverá estar entre 0,98 e 1,02 (janela de máxima eficiência de conversão).

PROCEDIMENTO

O método mais preciso (e o único conclusivo atualmente) é aquele que considera os valores dos referidos gases antes e depois do catalisador, e aplica a fórmula acima.
As medições devem ser feitas com rotação constante, preferivelmente fora da marcha lenta (2.500 rpm, por exemplo), certificando-se que o Lambda indicado pelo analisador esteja dentro da janela de máxima eficiência.
A medição antes do catalisador pode ser feita de duas formas:
1. Método intrusivo. Instalar um rebite com rosca no escapamento, antes do catalisador. Nele poderá ser instalada a sonda do analisador, o que assegurará medidas de concentrações sem diluição. Quando terminada a medição, o furo é tampado com um parafuso. Não é recomendável utilizar o furo do sensor de O2 para instalar a mangueira (sonda) do analisador porque o Lambda da mistura admitida poderá estar fora da janela de máxima eficiência de conversão. Assim, a eficiência calculada não será conclusiva.
Lembrar que, ao retirar o sensor de oxigênio para instalar a sonda do analisador, o controle da mistura não será mais em malha fechada.

Nota: Não existindo no mercado ferramenta específica para a instalação do rebite, há a possibilidade de utilizar uma rebitadeira manual (tipo tesoura) para rebites M8 ou M10.
No entanto, a furação do escapamento pode resultar na perda da garantia no caso de veículos que estejam nela.
2. Método com catalisador frio. Menos preciso que o intrusivo, este método permite fazer uma avaliação aproximada da eficiência. Para isso:
- Esquentar o motor e desligá-lo por aproximadamente 15 minutos para promover o esfriamento do catalisador. O motor, no entanto, estará ainda, na temperatura de operação ou próximo dela.
- Com o catalisador ainda frio, ligar o motor e elevar a rotação a 2.500 rpm e registrar as concentrações dos gases nos primeiro 10 a 15 segundos.
Neste caso, o catalisador não entrou ainda em operação pelo que as concentrações pré e pós-catalisador são similares. Representam os valores pré-catalisador.
- Para um catalisador em razoável estado de funcionamento, após este atingir a temperatura de acendimento, as concentrações devem começar a diminuir.
- Registrar as concentrações após a estabilização das leituras. Estes são os valores pós-catalisador. Caso os valores não diminuam, o catalisador está defeituoso.

AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA

A norma utilizada atualmente nos programas de I/M não legisla sobre a eficiência mínima aceitável, somente são considerados os níveis máximos de emissões.
Portanto, a avaliação da eficiência de conversão faz-se necessária somente nos casos em que haja suspeita de que o catalisador seja a causa de:
- Não atendimento dos níveis máximos acima citados;
- Problemas de dirigibilidade do veículo.

OUTROS MÉTODOS

Existem outros métodos indiretos para avaliação da eficiência, relativamente mais simples, mas imprecisos. Entre eles:
- Incremento de temperatura entrada/saída: somente indica se o catalisador atingiu a temperatura de “light-off” (supostamente 50% de eficiência); em outras palavras, este método somente indica se o catalisador está funcionando ou não.
- Teste de CO2 durante a partida: com o catalisador já quente, verificar o aumento de CO2 (superior a 12%) no escape, com o sistema de ignição desabilitado e dando partida, durante 10 segundos. Somente avalia a capacidade de converter HC sem dar valores sobre a real eficiência de conversão para os 3 poluentes.

EFICIÊNCIA DE CONVERSÃO

Como mostra a figura 3, os sistemas de controle do motor que aderem ao padrão OBDBr2, possuem, pelo menos, 2 sensores de oxigênio (Sonda Lambda).
Aquele instalado antes do catalisador é utilizado para o controle da mistura e apresenta oscilações em torno de Lambda=1, quando o motor trabalha com rotação estabilizada na marcha lenta e nas cargas parciais.
O sensor posterior é utilizado para avaliar a eficiência de conversão. Normalmente não apresenta oscilações acentuadas, pois o catalisador (em bom estado de funcionamento) armazena oxigênio, quando o gás de escape contém excesso de O2 (queima de mistura pobre) e libera oxigênio, quando o gás de escape não contém O2 (queima de mistura rica).
A figura 4 mostra os sinais de ambos os sensores para os casos de eficiências acima e abaixo do limite.
Portanto, nos sistemas OBDBr-2 é possível, em princípio, dispensar o uso do analisador de gases para diagnosticar perda de eficiência de conversão já que, nesse caso, é a UC do motor que detecta tal situação e grava o código correspondente.

Os códigos OBDBr-2 genéricos que identificam catalisador com eficiência abaixo do limite são:
- P0420/P0430: para o sistema catalítico como um todo; ou para o caso de um único catalisador convencional para cada banco (banco #1/banco #2)

 

Acessar Manuais Técnicos
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Técnicas
Técnicas
Como é Feita a Troca da Correia Dentada do EA211 1.6 na Prática
Técnicas
Técnicas
Diagnóstico avançado do sistema ABS e suas falhas mais comuns
Técnicas
Técnicas
Turbina dos motores CSS Prime 1.0 Turbo: Sintomas de Desgaste e Boas Práticas na Manutenção