
“Esses sinais ajudam na detecção precoce e viabilizam a ação imediata para corrigir eventuais falhas antes que danos adicionais ocorram”, explica Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra do Brasil,multinacional japonesa responsável pelas marcas NGK e NTK.. Um dos principais equívocos relacionados às velas de irídio é acreditar que elas sempre alcançam 100 mil quilômetros de uso. Segundo a fabricante, a durabilidade varia de acordo com o modelo do veículo, características do motor e condições de utilização. Para automóveis, a recomendação é realizar inspeções a cada 10 mil quilômetros ou um ano de uso. Em motocicletas e scooters, a manutenção preventiva deve ocorrer a cada seis meses ou 3 mil quilômetros. Em todos os casos, a orientação é seguir rigorosamente o plano de manutenção definido pela montadora. Mesmo utilizando materiais altamente resistentes, como irídio e platina, as velas precisam ser avaliadas periodicamente por um profissional qualificado. Dificuldade na partida a frio, falhas durante acelerações, aumento do consumo de combustível e luz de injeção acesa no painel estão entre os principais sinais de que o sistema de ignição pode estar comprometido. Além disso, a análise visual das velas permite identificar problemas mais graves no motor, como consumo excessivo de óleo lubrificante, infiltração de fluido de arrefecimento na câmara de combustão e até o uso de combustível contaminado ou de baixa qualidade. Outro mito recorrente é acreditar que todas as velas de ignição entregam o mesmo desempenho. Na prática, os modelos produzidos com metais nobres apresentam características superiores em comparação às velas convencionais. O irídio, por exemplo, possui elevada resistência térmica e à corrosão, permitindo a utilização de eletrodos mais finos. Isso melhora a qualidade da centelha e favorece uma combustão mais eficiente da mistura ar-combustível. Entre os benefícios estão partidas mais rápidas, melhor resposta nas acelerações e retomadas, marcha lenta mais estável, redução do consumo de combustível e menores emissões de poluentes. Leia também A crença de que velas desgastadas afetam apenas a partida do motor também não corresponde à realidade. Quando a ignição falha, parte do combustível deixa de ser queimada no momento correto, provocando aumento no consumo, perda de desempenho e elevação das emissões. Em situações mais severas, o desgaste excessivo das velas pode comprometer componentes de alto valor agregado, como bobinas de ignição e catalisadores. Além disso, o combustível não queimado pode contaminar o óleo lubrificante, acelerando o desgaste interno do motor. Segundo a Niterra, o acompanhamento de um mecânico de confiança continua sendo indispensável, mesmo em veículos equipados com tecnologias mais avançadas de ignição. A observação de sintomas como dificuldade de partida, falhas em acelerações, consumo elevado e luz de anomalia acesa pode antecipar diagnósticos e evitar reparos mais complexos e custosos. "A durabilidade das velas está diretamente ligada às características do motor e às condições de operação do veículo. Por isso, as recomendações de manutenção previstas pelas montadoras devem sempre ser respeitadas", reforça Mori.AsVelas de ignição de irídio e platina não são peças vitalícias. Embora sejam reconhecidas pela durabilidade superior e pelo melhor desempenho do sistema de ignição, esses componentes também sofrem desgaste e precisam de inspeções regulares para evitar aumento no consumo de combustível, falhas no motor e danos a outros sistemas do veículo.
Durabilidade depende das condições de uso
Velas de metais nobres também exigem inspeção
Velas de irídio e platina oferecem vantagens reais
Rodar com velas desgastadas pode gerar prejuízos maiores
Mecânico tem papel fundamental no diagnóstico
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