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Velas de irídio e platina são eternas? Especialista alerta para erro que pode aumentar o consumo e causar falhas no motor

Apesar da alta durabilidade, velas de ignição de metais nobres exigem inspeções periódicas

Felipe Salomão
31 de maio de 2026
Imagem sem descrição

AsVelas de ignição de irídio e platina não são peças vitalícias. Embora sejam reconhecidas pela durabilidade superior e pelo melhor desempenho do sistema de ignição, esses componentes também sofrem desgaste e precisam de inspeções regulares para evitar aumento no consumo de combustível, falhas no motor e danos a outros sistemas do veículo.

“Esses sinais ajudam na detecção precoce e viabilizam a ação imediata para corrigir eventuais falhas antes que danos adicionais ocorram”, explica Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra do Brasil,multinacional japonesa responsável pelas marcas NGK e NTK..

Durabilidade depende das condições de uso

Um dos principais equívocos relacionados às velas de irídio é acreditar que elas sempre alcançam 100 mil quilômetros de uso. Segundo a fabricante, a durabilidade varia de acordo com o modelo do veículo, características do motor e condições de utilização.

Para automóveis, a recomendação é realizar inspeções a cada 10 mil quilômetros ou um ano de uso. Em motocicletas e scooters, a manutenção preventiva deve ocorrer a cada seis meses ou 3 mil quilômetros. Em todos os casos, a orientação é seguir rigorosamente o plano de manutenção definido pela montadora.

Velas de metais nobres também exigem inspeção

Mesmo utilizando materiais altamente resistentes, como irídio e platina, as velas precisam ser avaliadas periodicamente por um profissional qualificado.

Dificuldade na partida a frio, falhas durante acelerações, aumento do consumo de combustível e luz de injeção acesa no painel estão entre os principais sinais de que o sistema de ignição pode estar comprometido.

Além disso, a análise visual das velas permite identificar problemas mais graves no motor, como consumo excessivo de óleo lubrificante, infiltração de fluido de arrefecimento na câmara de combustão e até o uso de combustível contaminado ou de baixa qualidade.

Velas de irídio e platina oferecem vantagens reais

Outro mito recorrente é acreditar que todas as velas de ignição entregam o mesmo desempenho. Na prática, os modelos produzidos com metais nobres apresentam características superiores em comparação às velas convencionais.

O irídio, por exemplo, possui elevada resistência térmica e à corrosão, permitindo a utilização de eletrodos mais finos. Isso melhora a qualidade da centelha e favorece uma combustão mais eficiente da mistura ar-combustível.

Entre os benefícios estão partidas mais rápidas, melhor resposta nas acelerações e retomadas, marcha lenta mais estável, redução do consumo de combustível e menores emissões de poluentes.

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Rodar com velas desgastadas pode gerar prejuízos maiores

A crença de que velas desgastadas afetam apenas a partida do motor também não corresponde à realidade. Quando a ignição falha, parte do combustível deixa de ser queimada no momento correto, provocando aumento no consumo, perda de desempenho e elevação das emissões. Em situações mais severas, o desgaste excessivo das velas pode comprometer componentes de alto valor agregado, como bobinas de ignição e catalisadores.

Além disso, o combustível não queimado pode contaminar o óleo lubrificante, acelerando o desgaste interno do motor.

Mecânico tem papel fundamental no diagnóstico

Segundo a Niterra, o acompanhamento de um mecânico de confiança continua sendo indispensável, mesmo em veículos equipados com tecnologias mais avançadas de ignição.

A observação de sintomas como dificuldade de partida, falhas em acelerações, consumo elevado e luz de anomalia acesa pode antecipar diagnósticos e evitar reparos mais complexos e custosos.

"A durabilidade das velas está diretamente ligada às características do motor e às condições de operação do veículo. Por isso, as recomendações de manutenção previstas pelas montadoras devem sempre ser respeitadas", reforça Mori.



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