
A dificuldade para encontrar vagas em grandes cidades e a necessidade de otimizar espaços têm impulsionado o crescimento do mercado de duplicadores de vagas no Brasil. A tecnologia, que permite estacionar dois veículos no espaço de uma única vaga, passou a ser adotada não apenas em condomínios e empreendimentos imobiliários, mas também em oficinas mecânicas que enfrentam alta demanda e necessidade de organização operacional.
Além de melhorar a circulação interna e ampliar a capacidade de armazenamento de veículos, os duplicadores ajudam empresas e condomínios a reduzirem custos estruturais, evitando ampliações e novas áreas de estacionamento. O movimento acompanha a valorização do metro quadrado nas cidades e a pressão por soluções mais eficientes de mobilidade urbana. De acordo com Flavio Fornasier, CEO da Emaster Elevadores Automotivos, o mercado brasileiro exigiu adaptações específicas para que a tecnologia avançasse no país. “Percebemos rapidamente que o Brasil tem suas próprias particularidades. Atuamos nesse mercado há mais de 10 anos e começamos com produtos importados, que atendiam bem no início, mas as diferenças locais, como vagas fora do padrão europeu, pé-direito variável e veículos de portes distintos, exigiram uma mudança de abordagem”, afirma. Leia também Além disso, esse crescimento de demanda também tem transformado o setor imobiliário. Arquitetos e engenheiros passaram a incluir os duplicadores já nas etapas iniciais dos projetos, reduzindo custos de adaptação e aumentando o aproveitamento das áreas úteis dos empreendimentos. O equipamento ainda ganhou força entre colecionadores de veículos e condomínios que buscam soluções para ampliar vagas sem grandes intervenções estruturais. Todavia, apesar das vantagens, especialistas alertam que a instalação exige avaliação técnica, altura adequada do pé-direito e manutenção periódica para garantir segurança e durabilidade. “O pé-direito mínimo recomendado gira em torno de 3 metros, podendo chegar a mais de 3,4 metros para acomodar SUVs, veículos cada vez mais comuns no Brasil”, destaca Flavio Fornasier.
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