
A Volkswagen ampliou a gama do Tera com a chegada do motor 200 TSI às versões equipadas com transmissão automática. Já conhecido em modelos como T-Cross e Nivus, o conjunto motriz EA211 1.0 TSI passa a trabalhar no SUV com a transmissão automática Aisin AQ300 de oito velocidades, combinação que merece atenção do reparador pelos recursos empregados no motor e pelo conjunto de transmissão.
Construído sobre a plataforma MQB, o Tera 200 TSI utiliza um motor de três cilindros em linha, com 999 cm³ de cilindrada, instalado transversalmente na dianteira. Com turbocompressor e injeção direta de combustível, o propulsor entrega 128 cv com etanol e 116 cv com gasolina, sempre a 5.500 rpm. O torque máximo é de 20,4 kgfm, disponível entre 2.000 e 3.500 rpm com os dois combustíveis. Além disso, esses dados o deixam como o utilitário mais potente da categoria, superando o Jeep Avenger, Renault Kardian, Fiat Pulse, Honda WR-V e Nissan Kait.

Do ponto de vista construtivo, o motor possui quatro válvulas por cilindro, duplo comando de válvulas no cabeçote e tuchos hidráulicos. O acionamento dos comandos é realizado por correia dentada, enquanto os comandos de admissão e escape contam com sistema de variação.
O conjunto apresenta 74,5 mm de diâmetro dos cilindros e 76,4 mm de curso dos pistões, com razão de compressão de 10,5:1. Cada cilindro possui aproximadamente 333 cm³, totalizando os 999 cm³ de deslocamento.
Para o sistema de lubrificação, a especificação informada para o motor é de óleo com viscosidade 5W-40, sendo fundamental que o reparador observe a especificação correta do lubrificante e os procedimentos indicados para manutenção do motor.

Uma das principais novidades do Tera 200 TSI está no câmbio automático. O SUV utiliza a AQ300, transmissão de oito velocidades fornecida pela japonesa Aisin e também utilizada no Volkswagen Taos.
A adoção de oito relações permite manter o motor em faixas diferentes de rotação de acordo com a condição de condução, favorecendo tanto as respostas nas retomadas quanto o funcionamento em velocidades de cruzeiro.
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Para a oficina, a presença de uma transmissão automática convencional exige atenção aos procedimentos específicos de diagnóstico, manutenção e verificação do conjunto, principalmente em relação ao gerenciamento eletrônico e às condições de funcionamento da transmissão.

Na dianteira, o Tera utiliza suspensão independente do tipo McPherson, com molas helicoidais como elemento elástico. Na traseira, o projeto utiliza eixo de torção, também associado a molas helicoidais.
O sistema de freios conta com discos ventilados no eixo dianteiro e discos sólidos na traseira. A direção possui assistência elétrica, enquanto o diâmetro de giro é de 10,8 metros.
O conjunto roda com pneus 205/60 R16, medida que também deve ser considerada durante procedimentos de alinhamento, balanceamento e diagnóstico de desgaste irregular.

Com 4,15 metros de comprimento, 1,77 metro de largura e 1,47 metro de altura, o Tera possui entre-eixos de 2,56 metros. O porta-malas tem capacidade de 350 litros e o peso informado para o conjunto é de 1.130 kg.
Com a combinação entre o EA211 200 TSI e a Aisin AQ300, o Tera passa a oferecer ao mercado de SUVs compactos um conjunto que reúne motor turbo de injeção direta, variação dos comandos de válvulas e transmissão automática de oito marchas, tecnologias que ampliam também a necessidade de conhecimento técnico por parte da oficina independente.