
Os motores turbo de três cilindros ainda dividem opiniões entre reparadores, mas, para Alexandre ADG, proprietário da High Torque, há uma exceção clara. Em uma análise técnica do Volkswagen Tera, equipado com o já conhecido motor 1.0 TSI da Volkswagen, o especialista afirmou que o conjunto mecânico se destaca pela maturidade do projeto, confiabilidade e facilidade de manutenção. Ao longo da avaliação, ADG também abordou temas como lubrificação, transmissão automática e o papel consultivo do mecânico diante das novas tecnologias automotivas.
Mais de uma década após sua chegada ao mercado brasileiro, o motor 1.0 TSI da Volkswagen continua conquistando a confiança das oficinas. Segundo Alexandre ADG, o projeto evoluiu ao longo dos anos e hoje apresenta características que o diferenciam de outros motores três cilindros disponíveis no mercado. Para o especialista, o principal mérito está na maturidade do conjunto mecânico. "É um carro que já está bem tropicalizado. O projeto amadureceu e encaixou muito bem no mercado brasileiro. Entre os motores três cilindros que conheço, este é o que considero mais confiável", afirma Alexandre ADG. Ainda segundo o empresário, diferentemente de outros projetos que apresentam falhas recorrentes, o motor da Volkswagen demonstra robustez e um histórico positivo nas oficinas. Um dos pontos destacados por ADG foi a escolha do lubrificante especificado pela fabricante. Enquanto parte da indústria migra para óleos de baixa viscosidade visando redução de emissões e consumo de combustível, a Volkswagen manteve uma especificação considerada mais conservadora. Na avaliação do reparador, essa decisão contribui diretamente para a vida útil do conjunto.Outro aspecto elogiado foi a utilização da correia dentada convencional, fora do banho de óleo. Segundo ADG, o conjunto de comando leve e a própria concepção do motor colaboram para reduzir esforços sobre a correia, aumentando sua durabilidade. "A Volkswagen manteve uma solução muito funcional. É uma correia que trabalha bem, não sofre com os problemas vistos em sistemas banhados a óleo e, na minha experiência, praticamente não apresenta casos de ruptura." Ao avaliar o Volkswagen Tera no elevador, o proprietário da High Torque destacou que a plataforma utilizada pela Volkswagen já é amplamente conhecida pelos reparadores brasileiros. Isso significa que boa parte dos procedimentos de manutenção já faz parte da rotina das oficinas. De acordo com ADG, o acesso aos principais componentes é simples, favorecendo serviços como troca de óleo, manutenção da suspensão e substituição de componentes de desgaste. Além disso, o amplo compartilhamento de peças com outros modelos da marca facilita a reposição e reduz custos de manutenção. "É um carro de manutenção simples, com componentes fáceis de encontrar no mercado. O reparador já conhece essa plataforma e não encontra dificuldades para executar os serviços." Leia também Outro tema abordado foi a manutenção das transmissões automáticas. Embora diversas montadoras não recomendem a substituição periódica do fluido em determinados modelos, ADG explicou que essa estratégia está muito mais relacionada à redução de erros de manutenção do que propriamente à durabilidade do óleo. Segundo Alexandre, uma troca realizada de forma incorreta pode causar mais problemas do que benefícios. Ainda assim, o especialista defende que a renovação parcial do fluido, quando executada corretamente e seguindo critérios técnicos, pode aumentar significativamente a vida útil da transmissão. "Se o proprietário puder trocar o óleo do motor e o fluido da transmissão com mais frequência, melhor para o veículo. A manutenção preventiva sempre custa menos do que a corretiva." Além dos aspectos técnicos, ADG reforçou que o profissional da reparação precisa assumir um papel cada vez mais consultivo. Para o ADG, o cliente não domina assuntos como especificação de lubrificantes, qualidade dos combustíveis ou intervalos de manutenção, tornando indispensável a orientação técnica da oficina. "O mecânico não faz apenas manutenção. Ele é um consultor. Como detém o conhecimento técnico, cabe a ele orientar o cliente sobre os cuidados necessários para preservar o veículo." Durante a conversa, Alexandre ADG também comentou sua participação no Conecta 2026, destacando o caráter democrático do evento e a importância da atualização profissional para o mercado de reparação. Segundo o empresário, a oportunidade de reunir especialistas e mecânicos em um ambiente acessível é um dos diferenciais da iniciativa."Tem coisa que ninguém consegue ensinar: a vontade de aprender. Se o profissional estiver disposto a evoluir, encontrará pessoas preparadas para compartilhar conhecimento. O importante é separar esses dias para investir na própria carreira." ADG será um dos palestrantes do Conecta 2026, onde promete abordar temas capazes de provocar reflexão e motivar os profissionais a enxergarem a mecânica sob uma nova perspectiva. "A ideia é que o mecânico saia de lá com a cabeça transformada e ainda mais motivado para continuar fazendo o que gosta", conclui.Lubrificação conservadora favorece a durabilidade
Facilidade de manutenção reduz tempo na oficina
Troca do fluido da transmissão gera debate
O mecânico precisa atuar como consultor
Conhecimento técnico será tema do Conecta 2026
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