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O óleo errado pode destruir o motor do Onix? Especialistas explicam por que a escolha do lubrificante é decisiva

Motores equipados com correia banhada em óleo exigem lubrificantes com especificações rigorosas. Visita à fábrica da Karter também mostra como o produto é desenvolvido e por que o controle de qualidade é determinante para a durabilidade do motor

Felipe Salomão
06 de agosto de 2026
Imagem sem descrição


A evolução dos motores trouxe ganhos em eficiência, redução de emissões e menor consumo de combustível. Em contrapartida, aumentou também a responsabilidade sobre um item muitas vezes subestimado nas oficinas: o lubrificante. Nos motores equipados com correia banhada em óleo, como o Chevrolet Onix 1.0 Turbo, utilizar um produto fora da especificação pode acelerar o desgaste do sistema e comprometer componentes de alto valor agregado.

Essa realidade reforça uma mudança importante na rotina das oficinas: a troca de óleo deixou de ser um procedimento simples para se tornar uma operação técnica, que exige conhecimento das especificações exigidas pela montadora e atenção à qualidade do produto utilizado.

Correia banhada em óleo exige lubrificante específico

Nos motores de nova geração, a correia sincronizadora trabalha permanentemente em contato com o óleo lubrificante. Isso reduz atrito, melhora a eficiência mecânica e diminui o nível de ruído, mas também torna o sistema extremamente dependente das características químicas do lubrificante.

Durante a troca de óleo de um Chevrolet Onix equipado com esse sistema, o mecânico Lima reforçou que a escolha correta do produto é fundamental para preservar a integridade da correia e evitar falhas graves no motor.

"Esses carros são muito bons, porém, se ele utiliza correia banhada em óleo, eu indico colocar sempre o óleo correto. Esse lubrificante já vem com os aditivos específicos para proteger a correia. Se colocar o óleo errado, a correia pode se desgastar prematuramente, romper e até causar a perda completa do motor." afirma Lima, mecânico.

Além da viscosidade correta, a especificação técnica indicada pela montadora deve ser rigorosamente respeitada. Nos motores da família GM equipados com correia banhada em óleo, essa recomendação contempla requisitos específicos de desempenho e compatibilidade química com o material da correia.

O que acontece antes do óleo chegar à oficina

Para mostrar o caminho percorrido pelo lubrificante até chegar ao mercado, a equipe visitou a unidade industrial da Karter Lubrificantes, onde todas as etapas do processo produtivo,  desde o armazenamento do óleo básico até o envase final, passam por controles técnicos e laboratoriais.

Segundo Victor Taira, Diretor Comercial da Karter Lubrificantes, tudo começa pelo armazenamento das matérias-primas e pela correta formulação do produto. "O processo produtivo começa nos tanques de armazenamento de óleo básico, principal matéria-prima do lubrificante. Depois seguimos para os misturadores, onde realizamos a homogeneização com os aditivos. Em seguida, cada lote passa pelo laboratório para validação antes de ser liberado para a linha de envase." explica Taira, Diretor Comercial da Karter Lubrificantes.

Segundo o executivo, somente após a aprovação laboratorial o produto segue para o envase, garantindo que cada lote esteja dentro das especificações técnicas e das exigências regulatórias.

Controle de qualidade garante conformidade do produto

O laboratório desempenha papel estratégico na fabricação do lubrificante. É nele que são analisados parâmetros como viscosidade, aditivação, metais presentes na formulação e comportamento do óleo em diferentes condições de operação.

De acordo com a empresa, cada lote é submetido a ensaios antes da liberação para comercialização, assegurando que o produto esteja em conformidade com as normas da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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Os equipamentos utilizados também permitem avaliar características importantes para a proteção do motor, como viscosidade em diferentes temperaturas, capacidade de lubrificação na partida a frio e composição dos pacotes de aditivos.

Capacidade produtiva acompanha crescimento da demanda

Nos últimos meses, a fabricante ampliou significativamente sua estrutura industrial, aumentando sua capacidade de produção e automatizando parte das linhas de envase.

Segundo Victor Taira, a expansão permite atender tanto o mercado nacional quanto diversos países da América do Sul.

"Nos últimos doze meses praticamente triplicamos nossa capacidade produtiva. Hoje temos capacidade para produzir cerca de 15 milhões de litros por mês em três turnos de trabalho, além de 500 toneladas de graxa. Todo esse investimento faz parte da estratégia de crescimento da empresa para os próximos anos." destaca Taira.

Atualmente, a unidade conta com aproximadamente 200 colaboradores e foi projetada para suportar a expansão prevista até o fim da década.

Mais do que trocar óleo, é preciso aplicar conhecimento técnico

Embora a troca de óleo seja um dos serviços mais frequentes realizados na oficina, motores modernos exigem uma abordagem muito mais criteriosa do que simplesmente substituir o lubrificante.

Nos sistemas equipados com correia banhada em óleo, respeitar a especificação recomendada pelo fabricante significa preservar não apenas a lubrificação, mas também a integridade do sistema de sincronismo, reduzindo riscos de desgaste prematuro, contaminação do circuito e falhas que podem comprometer completamente o motor.




Troca de óleo no Chevrolet Onix 1.0 turbo: qual lubrificante usar na CORREIA BANHADA A ÓLEO?




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