
A Ford Ranger XL chega ao mercado como uma configuração direcionada ao uso profissional, porém mantém a arquitetura mecânica da família Ranger, com motor Panther 2.0 turbodiesel, tração 4x4 e capacidade de carga superior a uma tonelada. Para o reparador, além dos números de potência e torque, a picape traz soluções de projeto que buscam facilitar o acesso a componentes e reduzir o tempo necessário para determinadas intervenções de manutenção. Mais informações sobre a marca estão disponíveis naComunidade Ford Motorcraft. A Ranger XL é oferecida com o motor Panther 2.0 turbodiesel, capaz de entregar 170 cv a 3.500 rpm e 41,3 kgfm de torque a 1.750 rpm. O conjunto motriz pode trabalhar associado a uma transmissão manual de seis velocidades ou a uma transmissão automática também de seis marchas. Segundo Daniel Santos, gerente de desenvolvimento de produto da Ford América do Sul, a faixa de torque do motor foi um dos pontos considerados para entregar maior facilidade de condução e reduzir a necessidade de trocas de marcha durante a operação. “Ele (motor) tem um patamar de torque muito bacana, é plano. O que isso faz? A tradução disso para a engenharia é que o cliente troca muito menos marcha. Então, quando você coloca esse trem de força, consegue fazer essa adequação do conforto ao dirigir também com a parte de potência”, explica Santos. O motor 2.0 turbodiesel da Ranger XL desenvolve 41,3 kgfm a 1.750 rpm, característica que favorece a disponibilidade de força em baixa rotação. Para uma picape destinada ao trabalho, essa característica é relevante principalmente em situações de transporte de carga, retomadas e utilização em terrenos de menor aderência. A versão pode ser equipada com transmissão manual de seis velocidades ou automática de seis velocidades. Na configuração automática, a sexta marcha funciona como overdrive, reduzindo a rotação do motor em condições de velocidade de cruzeiro. Outro ponto abordado pela engenharia da Ford é a estratégia de manutenção da transmissão automática. De acordo com Daniel Santos, o óleo da transmissão é previsto para substituição, mas a vida útil projetada do fluido pode superar 300 mil quilômetros em uma operação convencional, sendo necessário considerar as condições reais de uso e os parâmetros de manutenção indicados para o veículo.“O óleo da transmissão automática troca, mas o que é projetado normalmente são acima de 300.000 km. Em uma operação convencional, você vai trocar depois de muito tempo. Mas é importante lembrar que esse veículo é conectado”, afirma o executivo. Para o reparador, um dos pontos mais relevantes destacados pela engenharia está relacionado ao layout do conjunto mecânico. Segundo Santos, o posicionamento dos componentes é definido durante o desenvolvimento do veículo levando em consideração não apenas a montagem na fábrica, mas também os procedimentos de manutenção. A engenharia trabalha com parâmetros relacionados ao tempo necessário para remover e substituir componentes. Dessa forma, o posicionamento de itens no compartimento do motor pode influenciar diretamente o tempo de serviço e, consequentemente, o custo da manutenção.“Parte do desenvolvimento do projeto é saber como eu removo cada componente, se esse componente, quantas horas eu vou precisar para fazer manutenção. Toda essa parte do layout, das configurações, onde estão cada um dos componentes, isso é estudado dentro da montadora justamente para vocês que estão na ponta conseguirem fazer manutenções rápidas”, explica Daniel. Um exemplo citado pelo gerente de desenvolvimento de produto é o posicionamento da bateria, que foi pensado para permitir acesso durante procedimentos de manutenção e substituição. O mesmo conceito é aplicado às correias, posicionadas lateralmente e com acesso facilitado.“Se a gente pegar, por exemplo, essa parte da bateria, o posicionamento é fácil para você fazer manutenções e trocas rápidas. Toda a parte de manutenção das correias, quando você pega essas correias, elas estão posicionadas lateralmente. Você consegue fazer manutenção rápida e isso traz custo de manutenção muito menor”, detalha. Outro aspecto que ganha importância na Ranger XL é a conectividade do veículo. Os dados gerados durante a utilização podem ser enviados para a nuvem e utilizados no acompanhamento da operação e da manutenção. Na prática, para gestores de frotas, esse tipo de informação permite acompanhar parâmetros do veículo e identificar o momento adequado para determinadas intervenções. A proposta também pode trazer benefícios para oficinas que trabalham com veículos de uso profissional, principalmente quando existe um histórico de utilização disponível. Para Daniel Santos, os dados conectados podem se transformar em uma ferramenta de manutenção preditiva. “Esses dados conectados são uma joia para quem mexe com manutenção. Não só para o frotista, os chefes de oficina das grandes frotas, mas para vocês também que estão lá na ponta. Se a gente conseguir entender que cada componente tem uma informação disponível e usar isso de uma maneira eficiente, conseguimos ter manutenções muito mais eficientes”, afirma. A Ranger XL utiliza sistema de tração 4x4, com as opções 2H, 4H e 4L, permitindo selecionar diferentes configurações de acordo com a condição de utilização. O conjunto também conta com diferencial traseiro com bloqueio eletrônico. A arquitetura da suspensão foi desenvolvida considerando a utilização da picape em condições de trabalho e fora de estrada. A Ranger XL utiliza pneus 255/70 R16 de uso todo-terreno e apresenta 800 mm de capacidade de imersão. A capacidade de carga chega a 1.223 kg na versão manual e 1.170 kg na automática, enquanto o volume da caçamba é de 1.690 litros. “Toda essa suspensão vem da base da 4x4. Tenho 4x4 e, na verdade, tenho 4x4 alta e baixa, dependendo da configuração de operação. Você tem toda essa suspensão desenhada especificamente para esse tipo de capacidade”, explica Santos. Motor Panther 2.0 turbodiesel Potência: 170 cv a 3.500 rpm Torque: 41,3 kgfm a 1.750 rpm Transmissão Manual de 6 velocidades Automática de 6 velocidades Tração 4x4 com modos 2H, 4H e 4L Diferencial traseiro com bloqueio eletrônico Direção Elétrica Pneus 255/70 R16 Todo Terreno Capacidades Tanque: 80 litros Imersão: 800 mm Capacidade de carga MT: 1.223 kg Capacidade de carga AT: 1.170 kg Volume da caçamba: 1.690 litros Leia também Consumo informado Cidade: 10,3 km/l Estrada: 11,2 km/l Dimensões Comprimento: 5.370 mm Largura sem espelhos: 1.910 mm Largura com espelhos: 2.208 mm Altura: 1.880 mm Entre-eixos: 3.270 mm Comprimento da caçamba: 2.240 mm Largura da caçamba: 1.420 mm Altura da caçamba: 534 mm Peso em ordem de marcha Manual: 1.997 kg Automática: 2.020 kg Segurança 7 airbags Controle de estabilidade e tração Assistente de partida em rampa Controle automático em descida A Ford Ranger XL 2.0 4x4 MT, com transmissão manual de seis marchas, tem preço informado de R$ 256.600. Já a Ranger XL 2.0 4x4 AT, equipada com transmissão automática de seis marchas, custa R$ 266.600. Com a mesma motorização e arquitetura 4x4, a principal diferença mecânica entre as duas configurações está justamente na transmissão. Portanto, para o reparador, isso significa procedimentos, componentes e estratégias de manutenção distintos, especialmente no sistema automático, que exige atenção ao fluido, temperatura de operação e procedimentos específicos definidos pelo fabricante. Desta forma, para uma picape voltada ao trabalho, a combinação entre torque disponível em baixa rotação, tração 4x4, capacidade de carga e recursos de conectividade coloca a manutenção como parte importante da operação. Nesse cenário, conhecer não apenas os componentes, mas também a lógica de projeto e os dados de utilização do veículo pode ajudar a oficina a reduzir o tempo de diagnóstico e intervenção.Motor Panther 2.0: torque como aliado na operação
Projeto do cofre considera acesso aos componentes
Conectividade pode auxiliar no planejamento da manutenção
Tração 4x4 e suspensão voltadas ao trabalho
Ficha técnica — Ford Ranger XL
Versões e preços