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Parte 2 - Pilha a combustível, a propulsão do futuro

REMOVER SUBTITULO MATERIA NÃO PUBLICADA

Fabrício Samahá
17 de março de 2009
Na edição de janeiro, Oficina Brasil apresentou o funcionamento da pilha a combustível, tecnologia pela qual o veículo obtém eletricidade, a partir de oxigênio e hidrogênio, para que um motor elétrico o movimente sem qualquer emissão poluente ou mesmo de dióxido de carbono (CO2), gás que contribui para o aquecimento global.

Nosso objetivo nesta edição e na próxima será mostrar como os principais fabricantes vêm trabalhando nessa tecnologia. A maioria das grandes marcas já apresentou ao menos um projeto com a pilha e várias delas mantêm pequenas frotas em testes, junto a órgãos governamentais ou consumidores comuns, assim como aconteceu no passado com veículos elétricos. E uma empresa — a Honda — em 2008, começou a vender o primeiro carro de série no mundo com tal tecnologia, o FCX Clarity.

Nesta edição vamos, em ordem alfabética, até a General Motors; na próxima, da Honda até o fim.

Audi
 
Audi A2: velocidade máxima de 175 km/h com pilha a combustível
Audi A2: velocidade máxima de 175 km/h com pilha a combustível

O modelo A2, um compacto com carroceria de alumínio e formato monovolume, recebeu a tecnologia na versão de conceito A2H2. Três tanques armazenavam hidrogênio para alimentar o motor elétrico, cuja potência equivalente a 90 cv permitia velocidade máxima de 175 km/h. A autonomia estimada era de 220 quilômetros.

BMW
 
Em vez de pilha, hidrogênio líquido: a opção da BMW para esta versão do Serie 7, já disponível para leasing
Em vez de pilha, hidrogênio líquido: a opção da BMW para esta versão do Serie 7, já disponível para leasing

Ao contrário da maioria dos fabricantes, a marca de Munique prefere o uso de hidrogênio em um motor de combustão interna, não na pilha a combustível. O sedã Hydrogen 7, derivado da geração anterior do Série 7, foi lançado para leasing em 2007 na Alemanha e nos Estados Unidos. O motor V12 trabalha com gasolina ou hidrogênio em estado líquido, não comprimido, e produz 260 cv. O reservatório de hidrogênio rende autonomia de 200 km, que se somam aos 480 km do tanque de gasolina — quando um combustível termina, a comutação para o outro é automática. A vantagem dessa opção é que o carro pode ser usado também em regiões sem fornecimento de hidrogênio.

Chrysler
 
No Chrysler EcoVoyager, a pilha atua para recarregar as baterias, de modo a ampliar a autonomia
No Chrysler EcoVoyager, a pilha atua para recarregar as baterias, de modo a ampliar a autonomia

O grupo americano já mostrou diversos conceitos com pilha a combustível. Revelado no Salão de Detroit de 2008, o EcoVoyager é um monovolume de desenho moderno e quatro lugares. As baterias de íon de lítio fornecem energia para o motor elétrico de 268 cv, que move o carro por até 64 km. Caso estas não possam ser recarregadas em fonte externa, a pilha a combustível entra em funcionamento para estender a autonomia a 300 km. Seu desempenho é muito bom: aceleração de 0 a 100 km/h em menos de oito segundos. Outras propostas com a pilha foram o Jeep Commander II, em 2000, e o Jeep Treo, em 2003.

Fiat
 
O Fiat Panda é um caso raro em que não se usam baterias: o carro roda com a eletricidade obtida do hidrogênio
O Fiat Panda é um caso raro em que não se usam baterias: o carro roda com a eletricidade obtida do hidrogênio

Depois de experimentos como Seicento, nas versões Elettra Fuel Cell, de 2001, e Hydrogen, de 2003, o pequeno Panda foi escolhido pela marca de Turim para receber a pilha como estudo. Na mais recente versão, de 2006, o jogo de pilhas e o tanque de hidrogênio vêm sob o assoalho, em vez de estar no compartimento habitual do motor, como no Panda de 2004. Outra mudança em relação ao conceito inicial foi a exclusão das baterias: este Panda roda apenas com a eletricidade obtida do hidrogênio. Se o desempenho é modesto (máxima de 125 km/h), a Fiat garante que ele pode rodar quase 200 km entre cada abastecimento, que leva apenas cinco minutos.

Ford
 
Depois do P2000, a Ford desenvolveu o Focus com pilha a combustível, do qual 30 unidades foram colocadas em testes em três países
Depois do P2000, a Ford desenvolveu o Focus com pilha a combustível, do qual 30 unidades foram colocadas em testes em três países


A marca americana chamou de P2000 seu programa de veículos de emissão zero. O primeiro modelo com pilha a combustível, de 1999, era baseado no sedã Contour, o Mondeo do mercado americano. Um ano depois aparecia o Focus, sedã conceitual com pilha. Com motor elétrico de 87 cv, obtinha velocidade máxima de 130 km/h e autonomia de até 320 km. O carro teve 30 unidades colocadas em testes em sete cidades nos EUA, Canadá e Alemanha e, segundo a empresa, essa frota já acumulou mais de 480 mil km de avaliações. Teste semelhante é feito com o utilitário esporte Explorer, que nesta versão armazena hidrogênio suficiente para 560 km.

O crossover Edge também já tem uma versão de conceito com a pilha, a HySeries Drive. A carga total das baterias de íon de lítio (que pode ser obtida em tomada comum de 110 ou 220 volts) é suficiente para rodar 40 km, após os quais a pilha entra em funcionamento para recarregá-las, elevando a autonomia a 360 km. A Ford aplicou a tecnologia também a um carro-conceito, o Airstream. E em 2007 o protótipo Hydrogen 999, com aspecto similar ao do sedã Fusion e pilha a combustível, atingiu 333,5 km/h nos lagos salgados de Bonneville, Utah, EUA — um recorde para veículos com essa tecnologia e base em modelo de produção.

Como a BMW, a empresa também estudou o hidrogênio para alimentar motores de combustão interna. No grande picape F-250 Super Chief, um V10 dotado de compressor podia funcionar com gasolina, E85 (álcool a 85%, sendo o restante gasolina) e hidrogênio líquido, com a comutação de combustível podendo ser feita em movimento. O compressor operava apenas quando o motor usava hidrogênio, para compensar a perda de potência esperada, e a autonomia chegava a 800 km. Já o utilitário esporte compacto Model U, de 2003, usava o mesmo combustível em um motor de 2,3 litros com compressor.

General Motors
 
O conceito Hy-Wire da GM aproveita a pilha para permitir fácil substituição da carroceria; o motorista pode se sentar à esquerda ou à direita

O conceito Hy-Wire da GM aproveita a pilha para permitir fácil substituição da carroceria; o motorista pode se sentar à esquerda ou à direita

O chassi do GM Sequel: pilha a combustível na frente, tanques de hidrogênio no meio do carro e baterias de íon de lítio na traseira

O chassi do GM Sequel: pilha a combustível na frente, tanques de hidrogênio no meio do carro e baterias de íon de lítio na traseira

A corporação americana detém a primazia no uso de pilha a combustível em um automóvel: o conceito Electrovan, de 1966, um furgão GMC adaptado. Grandes tanques no compartimento de carga armazenavam, separados, o hidrogênio e o oxigênio. A velocidade máxima ao redor de 100 km/h e a autonomia média de 190 km eram números interessantes para a época, mas o altíssimo custo, sobretudo pela platina empregada no sistema, deixou a tecnologia em espera por muito tempo.

Como a Ford, a GM hoje mantém em testes um modelo de produção normal adaptado para a pilha. Cem unidades dessa versão do utilitário esporte Chevrolet Equinox foram postas nas ruas durante 2008 nas cidades de Nova York e Washington, D.C. e no sul da Califórnia. Os tanques de hidrogênio o armazenam a 700 bar e permitem autonomia de 320 km, enquanto o motor elétrico tem potência de 128 cv, para 0-100 km/h em 12 segundos.

Por meio de seu braço alemão, a Opel, a GM também aplicou a pilha a unidades da minivan Zafira. A versão Hydrogen 3 usava hidrogênio tanto em estado líquido quanto comprimido. O primeiro tanque permitia autonomia de 400 km; o segundo, de 270 km. O motor elétrico de 82 cv apresentava desempenho razoável, com 0-100 km/h em 16 segundos, e a minivan mantinha cinco dos sete lugares habituais.

Entre os conceitos do grupo GM com a tecnologia, destaca-se o Hy-Wire, um sedã de formas futuristas apresentado em 2002. Um chassi com 28 cm de espessura acondicionava a pilha, os motores elétricos e todos os sistemas mecânicos do carro, de modo a obter baixo centro de gravidade. Além disso, tal plataforma podia ser "vestida" por diferentes carrocerias com facilidade, uma troca possível em meia hora. E, pelo uso de direção, freios e acelerador eletrônicos sem conexões mecânicas, o motorista podia se sentar à esquerda, à direita ou mesmo no centro sem grandes modificações. O Hy-Wire usava motor elétrico de 82 cv, alcançava 160 km/h e tinha autonomia de 200 km.

Outras propostas da empresa com a pilha foram o GM Sequel, de 2005, e o Cadillac Provoq, de 2008. Nesses dois crossovers, a pilha produzia energia para recarregar as baterias e ampliar a autonomia, que chegava perto de 500 km. Já no Hummer H2H, de 2004, o motor V8 convencional podia usar hidrogênio e obter 180 cv com auxílio de compressor — a versão normal tem 325 cv sem o recurso de superalimentação.

Na próxima edição, os projetos de outros fabricantes.
 
Matéria da edição Nº216 - Fevereiro de 2009
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