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E chega ao fim 2014, cheio de emoções, alegrias e desilusões

Continuando a série de reportagens sobre o mercado de reposição apresentamos uma intensa pesquisa realizada em conjunto com a DMC Promoções sobre o delineamento estratégico de vários elos da cadeia

Marcelo Gabriel
11 de dezembro de 2014

Parte disso se deve à entrada no circuito da reparação de toda aquela leva de veículos vendidos com incentivos fiscais nos anos 2010, 2011, 2012 e 2013 e que agora chegam às oficinas independentes. Pelo lado da demanda é uma ótima notícia, mas quando olhamos pelo lado da oferta aí é que a coisa começa a complicar. E esta edição tem muito a contribuir para esta discussão.

Continuando a série de reportagens sobre o mercado de reposição apresentamos uma intensa pesquisa realizada em conjunto com a DMC Promoções sobre o delineamento estratégico de vários elos da cadeia: fabricantes, distribuidores, varejistas e reparadores quando o assunto é preço versus valor.

Se no discurso a teoria é aquela preconizada nos manuais de Marketing, a prática deveria conduzir a resultados financeiros robustos e que tornariam nosso setor a Meca dos investidores profissionais. Mas não é isso que ouvimos no mercado.

Há uma clara assimetria entre oferta e demanda e isso fica evidente quando nossa pesquisa abordou os reparadores. Preço baixo e promoções não resolvem a vida de quem está no dia-a-dia da oficina pois o fator crítico de sucesso é a disponibilidade de peças. Acostumados a preços baixos em itens populares (e que passam a ser conhecidos como “itens de giro”) e sem opção quando a reparação exige peças não “comoditizadas” como o jogo de amortecedores traseiros de um Nissan Tiida, não há discurso de valor agregado que substitua a clássica definição da função do canal de marketing: maximizar as utilidades de tempo, lugar e posse ou, em outras palavras, na hora certa, no local certo ter a peça certa disponível para compra.

Ainda nesta edição trazemos os resultados da pesquisa “Imagem das Montadoras”. Uma de nossas pesquisas sistematizadas e autofinanciadas mais tradicionais, ela chega à sua 15ª edição com um recorde de participações e algumas novidades em sua metodologia e formulação. Já não temos dúvidas de que o reparador independente desempenha um triplo papel em sua relação com as montadoras: (1) o de comprador de peças,  (2) o de influenciador no processo decisório de compra de veículos novos e (3) o de fiel da balança no processo de valorização e desvalorização de veículos usados.

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Entender como se dá esta dinâmica tríplice do reparador fornece importantes subsídios para a tomada de decisões estratégicas, seja por parte das montadoras (obviamente) seja por parte dos demais elos da cadeia que podem adaptar suas velas para navegar de forma mais arrojada em direção à riqueza que se esconde no último elo da cadeia: a oficina mecânica. Pois como diria o filósofo estóico Sêneca: “não há vento favorável para quem não sabe aonde vai”.

O ano de 2015 ainda está se descortinando mas para quem sobreviveu aos planos Cruzado 1 e 2, Verão, Bresser, Collor, Real, além de congelamento de preços, tablitas, fiscais do Sarney, fantasmas da dívida externa (que muitos apelidaram de dívida eterna), lei de reserva de informática e outras invencionices, sobreviveremos a 2015. Bem ou mal só depende de como ajustaremos a velas, por aqui estamos trabalhando e observando para onde e como anda o nosso mercado.

Marcelo Gabriel - Diretor

 

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