
A eficiência do catalisador automotivo é um ponto que merece atenção durante o diagnóstico do sistema de emissões. Além de atuar na conversão de gases poluentes, o componente está diretamente relacionado ao funcionamento do sistema de diagnóstico de emissões do veículo. Quando a eficiência de conversão fica abaixo do esperado, uma das consequências pode ser o acionamento da luz de injeção no painel, levando o proprietário à oficina para investigar a falha.
Segundo informações divulgadas pela Mastra, testes comparativos realizados por laboratórios credenciados avaliaram catalisadores de diferentes marcas utilizando gasolina e etanol. A análise considerou os índices de conversão de três dos principais poluentes presentes nas emissões dos veículos: hidrocarbonetos (THC), monóxido de carbono (CO) e óxidos de nitrogênio (NOx).
De acordo com a empresa, os ensaios apontaram que somente os catalisadores Mastra avaliados atingiram os índices de conversão estabelecidos para os três poluentes. O resultado apresentado pela fabricante coloca em discussão um ponto importante para o reparador: a aparência de um componente novo ou o funcionamento aparentemente normal do veículo após a instalação não são, isoladamente, garantias de que o catalisador esteja apresentando a eficiência necessária.

Na prática da oficina, a relação entre catalisador e luz de injeção pode aparecer depois da substituição do componente. Um catalisador com baixa capacidade de conversão pode fazer com que o sistema de gerenciamento do motor identifique uma diferença entre o comportamento esperado e os resultados obtidos pelos sensores responsáveis pelo monitoramento das emissões.

Segundo a Mastra, um dos fatores que pode comprometer a eficiência do componente é a qualidade ou a quantidade dos metais preciosos utilizados no revestimento catalítico. A empresa também relaciona o desempenho do componente ao processo de envelhecimento previsto na regulamentação citada em seu material.
Para o mecânico, isso significa que, diante de uma luz de injeção acesa após a troca do catalisador, é importante não considerar automaticamente que o problema esteja em outro componente do sistema. O diagnóstico deve avaliar o conjunto, incluindo códigos de falha, sensores de oxigênio, condições de funcionamento do motor, possíveis entradas falsas de ar, mistura, falhas de ignição e o próprio desempenho do catalisador.

Um ponto destacado pela empresa é que um catalisador de baixa qualidade pode apresentar funcionamento aparentemente normal quando instalado, principalmente por ainda estar em condição nova. Com o funcionamento do veículo, porém, a deficiência de conversão pode se tornar mais evidente para o sistema de diagnóstico.

Essa situação pode resultar em retorno do veículo à oficina, necessidade de novos testes e retrabalho. Para o reparador, portanto, a escolha do componente instalado deve considerar não apenas a aplicação correta para o veículo, mas também a procedência, especificação técnica e comprovação de desempenho do catalisador.
Outro aspecto é que o catalisador não deve ser analisado isoladamente. Um motor com falhas de combustão, mistura fora dos parâmetros ou problemas no sistema de alimentação e ignição pode comprometer rapidamente o componente. Por isso, antes da substituição, é necessário identificar a causa que levou à perda de eficiência do sistema de emissões.

A utilização de um catalisador inadequado pode trazer consequências para toda a cadeia de reparação. Para a oficina, além do risco de retorno do veículo, há possibilidade de reclamações do cliente, perda de confiança e custos adicionais relacionados ao diagnóstico e à substituição de peças.
O material divulgado pela Mastra também chama a atenção para a responsabilidade relacionada ao controle das emissões veiculares e cita a legislação ambiental e decisões judiciais como parte desse contexto. A empresa alerta lojistas, reparadores e consumidores para a importância de verificar a procedência do componente e seu atendimento aos requisitos técnicos e legais.

Para o mecânico, a principal questão é técnica: o catalisador precisa cumprir sua função de converter os gases provenientes da combustão dentro dos parâmetros previstos. Quando isso não acontece, o problema pode deixar de ser apenas uma questão de emissões e aparecer diretamente no diagnóstico eletrônico do veículo, inclusive com o acionamento da luz de injeção.
Por isso, ao realizar a substituição do catalisador, vale considerar a qualidade e a aplicação do componente como parte do próprio processo de diagnóstico. A escolha correta pode evitar que uma intervenção aparentemente simples resulte em retorno do veículo, novo diagnóstico e retrabalho na oficina.
Conteúdo
útil?
Faça login para avaliar
Foi útil?