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Como entender, interpretar e testar o sistema elétrico do airbag


A manutenção adequada do sistema de airbag é de extrema importância para garantir o seu funcionamento eficaz em caso de colisões e, consequentemente, para a segurança dos ocupantes do veículo

Por: Marcio Ferreira - 07 de março de 2024

Todo teste que for executado no sistema de airbag requer que a bateria do veículo seja desligada e preferencialmente que os capacitores sejam descarregados, mas isso pode gerar problemas posteriores como a perda do código de acesso ao sistema de som por exemplo, por esse motivo o cliente deve ser avisado verbalmente e também em uma observação no checklist de entrada do veículo e com a assinatura do cliente.

Todos os componentes pirotécnicos do sistema (ex. bolsas e pré-tensionadores) não podem ser testados com multímetros, nestes casos devemos retirar os equipamentos e testar o sistema utilizando a ferramenta que simula uma resistência no seu lugar.

Conhecidas essas informações preliminares vamos analisar o esquema elétrico propriamente dito.

Neste sistema do GM Classic vemos a alimentação pós-chave no borne 05, o borne 30 vai ligado na unidade de comando da carroceria no borne B15, no conector de diagnóstico no borne 12 e no painel de instrumento no borne 30 que também através do seu borne 26 vai ligado no borne 06 da unidade do airbag, o borne 07 vai ligado no aterramento, os bornes 04 e 03 vão ligados na bolsa do passageiro nos bornes 1 e 2 respectivamente, os bornes 02 e 01 passam pelo clock spring (mola do relógio) atrás do volante e se ligam na bolsa do motorista nos bornes 1 e 2.

Cada vez que se vira o volante a mola do relógio se enrola e desenrola, isso gera um desgaste mecânico na fita de ligação e esta fita se rompe perdendo a ligação com a bolsa do volante, e por consequência acendendo a espia do airbag no painel e gerando o código de bolsa do lado do motorista no scanner de diagnóstico, esse é um dos defeitos mais frequentes no sistema e sempre precisamos analisar o esquema elétrico e identificar em que ponto está interrompido.

Neste sistema do GM Cobalt vamos analisar da parte superior para a inferior, vemos primeiro as ligações da bolsa do passageiro, depois a ligação da bolsa do motorista e também destacada a mola do relógio, daí vemos que neste sistema já contamos com os pré-tensionadores dos cintos do motorista e passageiro com isso aumentando a eficiência do sistema de airbag, o módulo também recebe a informação do afivelamento do cinto do motorista, temos uma espia no painel que indica se a bolsa do lado do passageiro está desabilitada e isso pode ser selecionado no interruptor que desabilita, isso é usado por exemplo para se colocar uma cadeira de bebê no banco do passageiro.

Depois vemos a ligação com o conector de diagnóstico, a alimentação pós-chave é fornecida pela caixa de fusíveis do vão do motor, já a ligação direta da bateria vem da caixa de distribuição da bateria, neste e em vários sistemas de airbag temos o aterramento também na carcaça do módulo, observem que temos um ligado no borne a19 e um simbolizando a carcaça.

Como já alertamos anteriormente nos testes, toda a parte pirotécnica deve estar com simulador e nunca fazer os testes com o módulo solto de sua fixação no veículo.

Neste sistema do GM Trailblazer já é bem mais completo, começando pelas bolsas do motorista e passageiros, depois a bolsa do joelho do motorista, as duas cortinas do teto e as duas bolsas localizadas nos bancos os dois pré- tensionadores dos cintos.

Este sistema conta com 7 sensores de impacto que o módulo usa para a estratégia de qual ou quais bolsas serão acionadas dependendo do local e intensidade da colisão, contamos com a espia de aviso de desativação do airbag do passageiro e o interruptor para isso, como vimos no sistema anterior.

Vamos nos deter um pouco mais na ligação do borne B44 vejam que ele está ligado ao sensor de ocupação do banco do passageiro, esse sensor está localizado no acento do banco e o borne B44 também está ligado aos 4 interruptores dos cintos dos passageiros que também serão usados pelo módulo para determinar quais bolsas serão acionadas no momento de colisão, o interruptor do cinto do motorista tem uma ligação separada no módulo, em seguida vemos a ligação com o módulo de controle da carroceria para ser ativada a comunicação de dados.

Vamos nos atentar que a ligação do conector de diagnóstico entra e sai do sensor de ângulo do volante e só depois segue até o módulo onde podemos ver um resistor de 120 Ohms para estabilizar a rede de comunicação, temos mais uma ligação do borne 01 do conector ao borne A15 do módulo a alimentação vem da CIV e o seu aterramento no borne A19.  

Como cada vez mais os carros, desde os modelos mais básicos, vêm equipados com o sistema de airbag, o seu reparo requer sempre muito estudo e atenção no esquema elétrico, e no diagnóstico preciso para um reparo assertivo, mas é um seguimento em muita ascensão e com isso bem lucrativo valendo muito ser agregado nos serviços da oficina.