Oficina Brasil
Início
Notícias
Fórum
Vídeos
Treinamentos
Jornal
Para indústrias
Quem Somos
EntrarEntrarCadastre-se
Oficina Brasil
EntrarEntrarCadastre-se

Notícias

Página Inicial
Categorias

Vídeos

Página Inicial
Categorias
Fórum

Assine

Assine nosso jornalParticipe do fórum
Banner WhatsApp
Comunidades Oficiais
WhatsApp

Oficina Brasil

NotíciasComunidadeFórum

Oficina Brasil Educa

Treinamentos

Jornal Oficina Brasil

Conheça o JornalReceba o Jornal na sua Oficina
Oficina Brasil

A plataforma indispensável para uma comunidade forte de reparadores.

Oficina Brasil 2025. Todos Direitos ReservadosPolítica de Privacidade
  1. Home
  2. /
  3. Técnicas
  4. /
  5. A importância do domínio da eletrônica na formação do técnico automotivo - parte 1

A importância do domínio da eletrônica na formação do técnico automotivo - parte 1

A eletrônica presente nos veículos está exigindo mão de obra muito mais qualificada, fazendo com que reparadores se tornem técnicos com conhecimento em eletrônica automotiva avançada

André Miura - [email protected]
23 de janeiro de 2017

A eletrônica embarcada dos veículos veio a existir e trazer conforto e segurança aos motoristas e passageiros. Nos dias atuais é comum encontrarmos veículos com diversas centrais de comandos, tais como injeção eletrônica, ABS, imobilizador, entre muitos outros e sabemos que a intenção é sempre evoluir, caminhando lado a lado com a eletrônica e elétrica, ainda na era dos motores híbridos e elétricos. 

Entender de eletrônica hoje é vital para que as oficinas permaneçam vivas neste grande cenário de mudanças nas arquiteturas dos automóveis. É necessário ir além do básico, fazer serviços que poucos fazem, trazendo um diferencial para seu empreendimento. Estes serviços vão desde reparos de chicotes elétricos até a reparação das placas de circuitos eletrônicos dos veículos. Para isso, é indispensável que o profissional esteja sempre em constante evolução, se capacitando e adquirindo conhecimento sobre a eletrônica veicular. 

Nesta matéria iremos falar um pouco mais sobre os componentes eletrônicos, suas funcionalidades e testes. 

GRANDEZAS ELÉTRICAS
TENSÃO ELÉTRICA:
Denominada por ΔV, também conhecida como diferença de potencial (DDP) ou voltagem, é a diferença de potencial elétrico entre dois pontos ou a diferença em energia elétrica potencial por unidade de carga elétrica entre dois pontos. Sua unidade de medida é o volt (em homenagem ao físico italiano Alessandro Volta).

Para medir Tensão de corrente contínua devemos: 
1º- Colocar o multímetro na escala de Tensão Contínua. 

2º- Colocar as pontas de prova corretamente na fonte que desejamos medir a Tensão, lado positivo ponta vermelha, lado negativo ponta preta.

Fig. 1 – Medindo tensão
RESISTÊNCIA ELÉTRICA:
É a capacidade de um corpo qualquer se opor à passagem de corrente elétrica mesmo quando existe uma diferença de potencial aplicada. Seu cálculo é dado pela Primeira Lei de Ohm, e, segundo o Sistema Internacional de Unidades (SI), é medida em ohms.

Os resistores têm uma propriedade muito peculiar: quanto maior a seu valor, menor será a corrente elétrica que passa por ele.

Fig. 2 - Resistores
RESISTORES SMD (Surface Mounting Device):
À medida que o tempo passa menores são os equipamentos eletrônicos, e consequentemente os componentes também acompanham esse desenvolvimento. 

Hoje dentro dessa filosofia encontramos facilmente resistores SMD, esses componentes são pequenos, soldados na superfície da placa e possuem em seu corpo o valor nominal mais na forma de um código numérico ao invés de cores.

Fig. 3 – Resistores SMD
Em um resistor SMD com o valor igual a 2512 podemos associar os três primeiros números como dígito (2512) e o número dois é o multiplicador (100Ω), totalizando 25.100Ω. 

Para medir Resistência elétrica devemos: 
1º- Colocar o multímetro na escala de resistência 

2º- Colocar as duas pontas do multímetro nas extremidades do componente para obtermos o valor de resistência.

Fig. 4 – Medindo resistência
CORRENTE ELÉTRICA:
É o fluxo ordenado de partículas portadoras de carga elétrica, ou também, é o deslocamento de cargas dentro de um condutor, quando existe uma diferença de potencial elétrico entre as extremidades. Tal deslocamento procura restabelecer o equilíbrio desfeito pela ação de um campo elétrico ou outros meios (reação química, atrito, luz, etc.).

Para Medir Corrente elétrica devemos: 

1º- Abrir o circuito elétrico de um consumidor 

2º- Colocar a ponta vermelha na extremidade do circuito que está aberto e a ponta preta na outra extremidade como mostra a figura. 

Obs.: Teste de Corrente deve ser feito por no máximo dez segundos e para uma corrente máxima de Dez ampères.

Fig. 5 – Medindo corrente
CAPACITORES:
O Capacitor é um componente usado em quase todas as placas eletrônicas. Ele permite armazenar cargas elétricas na forma de um campo eletrostático e mantê-la durante certo tempo, mesmo que a alimentação seja retirada do circuito. Os Capacitores são usados em fontes de alimentação e em muitas placas eletrônicas, principalmente nas ECUs. 

A função mais comum de um Capacitor é estabilizar a corrente elétrica evitando oscilações que podem de certa danificar outros componentes dentro da placa.

Fig. 6 – Modelos de capacitores
Como testar um Capacitor Eletrolítico? 
Com o Multímetro na escala de Continuidade, coloque a ponta preta no terminal negativo do Capacitor (o lado negativo do capacitor geralmente vem com uma faixa de referência para indicá-lo) e ponta vermelha no outro terminal. Observaremos que o multímetro irá dar um aviso sonoro (bip) e logo em seguida parar; repita a operação invertendo agora os terminais do capacitor colocando a ponta vermelha no terminal negativo e ponta preta no positivo e perceba que também haverá um aviso sonoro (bip) que logo cessará. 

Esse procedimento nos indica que o capacitor está fazendo a função ao qual foi projetado, armazenado cargas elétricas e descarregando as mesmas.

DIODOS: O diodo é um dispositivo ou componente eletrônico composto de um material semicondutor de silício ou germânio numa película cristalina cujas faces opostas são dopadas por diferentes gases durante sua formação (elétrons e lacunas). 

Fig. 7 – Diodos
Existem dois tipos de diodos o Retificador e o Zener, ambos possuem polaridade em sua aplicação na placa para que façam a suas funções.

Como Testar um Diodo? 
Internamente o diodo tem uma barreira (zona de depleção) que separa os dois elementos, essa barreira faz com que se tenha uma queda de tensão quando o diodo é polarizado diretamente (como a imagem acima), essa queda de tensão pode variar de diodo para diodo, e também do material que é feito (silício ou germânio). Generalizando quando formos testar o componente, a medida ideal é que o valor fique entre 0,2v a 0,8v (utilizando o multímetro na escala de semicondutores).

Fig. 8 – Teste de diodo – Curso de eletrônica Chiptronic
OSCILOSCÓPIO:
O osciloscópio é um equipamento essencial para algumas análises automotivas, inclusive no reparo de centrais eletrônicas, pois com ele é possível fazer diagnósticos quanto ao tráfego de sinais elétricos no circuito elétrico. 

Por exemplo: com ele podemos identificar se o processador está enviando o pulso de disparo de uma bobina, se esse pulso está saindo do componente responsável e se está chegando até o conector do bocal da Central. 


Vejamos agora como podemos utilizar o osciloscópio e quais são seus ajustes mais importantes. Com esse entendimento será possível interpretar qualquer sinal em qualquer osciloscópio.

INTERPRETANDO O OSCILOSCÓPIO
Antes de fazer a leitura dos parâmetros da forma de onda medida, temos de verificar qual é o valor do ajuste da base de tempo e da escala de tensão que estão configuradas. No exemplo a seguir temos: 

BASE DE TEMPO: é igual 10 ms por divisão. Significa que a varredura horizontal leva 10 ms para varrer o espaço de uma divisão horizontal da tela. 

Fig. 9 – Funções osciloscópio
ESCALA DE TENSÃO:
5 V por divisão. Significa que uma variação de 5 V no sinal de entrada corresponde a uma divisão vertical da tela.

Como podemos observar no dia a dia, os veículos estão em constante evolução. Os sistemas elétricos e mecânicos estão cada vez mais complexos, tornando-se indispensável o conhecimento aprofundado nessas áreas. E o mecânico, em meio a toda essa evolução, deverá acompanhar a tecnologia, profissionalizando-se e especializando-se ainda mais nesse ramo, para então poder se tornar um técnico automotivo. Pois só assim conseguirá acompanhar o mercado!

Fig. 10 – Realizando testes com osciloscópio e simulador em módulo de injeção eletrônica
Enfim, todas essas tecnologias da eletrônica embarcada já estão batendo em nossa porta e, quem estiver melhor preparado para atendê-las, com certeza sairá na frente e se tornará referência no mercado!

 

Acessar Manuais Técnicos
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Técnicas
Técnicas
Como é Feita a Troca da Correia Dentada do EA211 1.6 na Prática
Técnicas
Técnicas
Diagnóstico avançado do sistema ABS e suas falhas mais comuns
Técnicas
Técnicas
Turbina dos motores CSS Prime 1.0 Turbo: Sintomas de Desgaste e Boas Práticas na Manutenção