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  5. Sindirepa-SP alerta para negociação direta entre seguradoras e clientes como forma de obtenção de vantagens econômicas em época da pandemia do coronavírus

Sindirepa-SP alerta para negociação direta entre seguradoras e clientes como forma de obtenção de vantagens econômicas em época da pandemia do coronavírus

De acordo com o Sindicato, as companhias de seguro se aproveitam da situação delicada do momento e oferecem pagamento direto ao consumidor para o conserto dos carros sinistrados de seus clientes, colocando em risco a qualidade das peças aplicadas e os serviços

Da Redação
17 de abril de 2020

A crise instaurada pela pandemia do Covid-19, traz um novo cenário para todas as atividades econômicas diante da situação inesperada. O setor de reparação de veículos, nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Teresina-PI, é considerado serviço essencial, ou seja, podem funcionar para que a frota de caminhões, ambulâncias, viaturas de polícia e veículos de entrega delivery possam atender às necessidades da população.

O que se tem notado nas oficinas especializadas credenciadas e que às companhias de seguro estão atendendo os carros sinistrados, sendo um movimento muito atípico, principalmente em serviços de pequena e média montadora, segundo pesquisa prévia do Sindirepa  Nacional (associação que representa dos sindicatos estaduais das empresas de reparação e veículos). 

As companhias de seguro têm negociado diretamente com os consumidores e oferecido valores em dinheiro ao reparo, ao invés de encaminhá-los à rede de oficinas credenciadas para que os serviços sejam efetuados da maneira correta e segura, começando por aplicação de peças originais e qualidade dos reparos. Antonio Fiola, presidente do Sindirepa Nacional, explica: “O que percebemos é que as seguradoras fazem esses acordos para levarem vantagem junto aos clientes e também aos parceiros prestadores de serviços que deixam de executarem os serviços. Os valores negociados direto com os segurados são inferiores em mais de 20%, podendo variar de acordo com cada caso, em comparação ao custo do conserto na rede credenciada. Quem ganha com isso são apenas as companhias”.

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Fiola explica que esses valores negociados acabam prejudicando a qualidade das peças a serem aplicadas e do serviço a ser executado. “Não existe mágica, não dá só para um lado levar vantagem. Essa prática pode promover o comércio de peças de origem duvidosa e colocar em risco a segurança do veículo, se for item que compromete partes do carro relacionadas à segurança, como caixa de direção, terminais, rodas, sistemas de freio e suspensão, podendo colocar em risco o bom funcionamento e provocar acidentes de trânsito”, comenta.

O presidente do Sindirepa Nacional faz um alerta aos consumidores que, apesar de ser uma medida permitida pela lei, a negociação direta traz danos e prejuízos aos segurados que perdem dinheiro e, muitas vezes, não sabem que podem recusar e exigir que o reparo seja feito pela rede credenciada, seguindo o trâmite correto para a operação.

Já as oficinas credenciadas, contabilizam enormes prejuízos com essa política predatória adotada pelas companhias de seguro e ficam fragilizadas com essa imposição que não leva em consideração todo o investimento em equipamentos, materiais, cabines de pintura e capacitação de profissionais.

Segundo dados do IBGE, cerca de cinco empresas seguradoras dividem a maior fatia de market share do mercado nacional contra um número hoje estimado de 13.954 micro e pequenas empresas de reparos com CNAE 4520-0/02.

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