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Pesquisa aponta comportamento do motorista como principal causador de acidentes no trânsito

O estudo foi feito com participantes do Simpósio SAE BRASIL CarBody 2016

da redação
30 de junho de 2016

O Simpósio SAE BRASL CarBody 2016 realizou na semana passada, em São Paulo, uma pesquisa sobre segurança veicular. Após conversar com cerca de 200 representantes de montadoras e fornecedores da indústria automotiva, o estudo apontou que 73,9% deles acham que o comportamento do motorista é a principal causa dos acidentes de trânsito. 16,3% indicaram a estrutura do veículo como maior fator. Para 8,7%, a causa é a condição das estradas e para 1,1%, a ausência de sinalização. Hoje ocorrem cerca de 1,2 milhão de acidentes em todo o mundo, sendo 90% nos mercados emergentes, responsáveis pela produção de 40% dos automóveis. Para o chairperson do Simpósio Jesse Paegle, diretor da JWP Engireering & Consulting, é interessante o “alto índice de participantes que responsabilizam os motoristas pelos acidentes”. Isso, segundo ele, “nos faz cair na armadilha de transferir a ‘culpa’ ao condutor e nos esquecermos de levar em consideração as frágeis estruturas dos carros, as falhas de sinalização e as péssimas condições de ruas e rodovias”. Para 37,1% dos participantes o consumidor brasileiro percebe a importância da segurança veicular e da redução de emissões de poluentes, mas tem dificuldade de encontrar informações; 36% já acreditam que o comprador de carros não percebe e não procura saber; 19,1% garantiram que ele não percebe, tenta se informar, mas não encontra facilmente os dados necessários; e 7,9% acham que ele percebe e acha as informações facilmente nos veículos de comunicação. Paegle ainda comenta que, com o estudo, ficou clara a importância de se compartilhar tecnologia e informação. A pesquisa também questionou se os participantes acreditavam na evolução da cadeia produtiva do setor automotivo do Mercosul nos últimos cinco anos, considerando a capacidade instalada – a matéria-prima ao processamento final. 62,9% garantiram que houve melhora; para 32,9% houve muito pouca evolução; para 2,9% nada ocorreu; e apenas 1,4% garantiram que houve muita evolução. Isso demonstrou que 55,3% dos participantes acreditam que o cenário político e econômico desfavorável e instável é um dos principais atrasos para a evolução do setor. Grande maioria dos presentes disse, ainda, que é a iniciativa privada que precisa investir nas áreas de Pesquisa e Desenvolvimento.

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