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Peças ecológicas são pouco usadas em carros

Fibra de coco, soja e até cânhamo são alguns dos materiais transformados em acabamento de automóveis

Da Redação
24 de março de 2015

A busca pela sustentabilidade é algo notável na indústria automotiva nos últimos anos. A procura por novas matérias-primas é perceptível em novos protótipos e carros conceito, porém muitas destas ideias não chegam ao mercado final.

Uma das novas tendências no segmento é a substituição dos derivados de petróleo - como plásticos e borrachas - na produção de peças, por materiais como celulose, fibras de sisal ou coco, cânhamo, soja, folhas de bananeira, madeira, bagaço de cana-de-açúcar e jornal, entre outros.

No Salão de Londres, em 2008, a Lotus já apresentava o Eco Elise, versão ecologicamente correta do Elise S. Várias peças eram feitas de cânhamo a forração dos bancos, capota, spoiler e revestimentos das portas. Com isso o carro ficou 32 kg mais leve em relação ao modelo tradicional.

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Dois anos após, em 2010, a Fiat apresentou o Uno Ecology. O conceito repleto de materiais alternativos, reutilizáveis e não poluentes tinha estofamento dos bancos feito de fibra de coco e látex, enquanto garrafas PET recicladas foram usadas no tecido de bancos e tapetes. Segundo a marca, o carro seria uma fonte de pesquisa para aplicar esse tipo de matéria-prima em futuros modelos.

Estes são alguns exemplos de projetos que ficaram na fase de protótipo, sem data para implementação. Mas algumas montadoras já utilizam matérias-primas naturais no desenvolvimento de seus modelos. A Ford, por exemplo, usa PET reciclado, palha de trigo e fibra de sisal em carpetes, forros e caixas de rodas de seus carros e caminhões.

Hoje em dia o BMW i3 é um dos modelos mais ecológicos em produção. A marca alemã afirma que 95% dos materiais utilizados no veículo podem ser reciclados. Painéis de porta e console central são feitos com plástico e alumínio sustentáveis e a madeira do acabamento da versão de topo é retirada de eucaliptos de reflorestamento.

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