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Novidade da Koenigsegg: motor que dispensa comando de válvulas

Tecnologia criada pela marca promete consumir menos combustível e diminuir o atrito

Da Redação
19 de dezembro de 2016

A Koenigsegg, companhia sueca, está apostando na quebra de padrões. Depois de apresentar o Regera, um modelo esportivo híbrido sem câmbio,a bola da vez foi a apresentação do Freevalve, um projeto de motor à combustão sem o tradicional comando de válvulas.

A inovação vai substituir o eixo que aciona a abertura das válvulas através de atuadores eletro-hidropneumáticos, com isso, o comando de cada válvula será de maneira individual. A Qoros, marca de luxo da Chery Motors, é a idealizadora do Freevalve, que será o primeiro motor com sistema 1.6 turbo de 230 cv e 32,6 mkgf da marca chinesa. 

 

O propulsor é 50 mm mais baixo e 70 mm mais estreito que um motor convencional, com isso, ocorre a diminuição do tamanho do cofre, oferecendo mais espaço interno ao automóvel.

 

Esta tecnologia irá reduzir o uso de peças móveis no motor, diminuindo 20kg no peso, em relação aos motores com comando de válvulas. 

 

PEÇAS QUE SERÃO DESCARTADAS NO MODELO FREEVALVE

 

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Parte das válvulas libera os gases direto para o escape e para o turbo no processo de exaustão. Com a tecnologia foi dispensado o "wastegate", que é responsável por controlar a passagem de ar para a turbina, regulando a pressão. O propulsor perdeu a forma de acelerador, que comanda a quantidade de ar na admissão.Esta função também passa a ser executada pelas próprias válvulas, dentro das câmaras de combustão. Essa solução proporciona melhoria no desempenho do propulsor em baixas rotações, entre outros benefícios. 

 

O melhor gerenciamento da exaustão proporciona maior eficiência na queima da mistura entre ar e combustível, permitindo a dispensa do catalisador sem que haja o aumento da emissão de poluentes, de acordo com o fabricante, o motor frio descarta o uso da peça para controle da poluição. 

 

Como a variação de abertura das válvulas é infinita, há a possibilidade de transformar o motor, que tem ciclo Otto, em ciclo Miller, mantendo a válvula de admissão aberta por mais tempo. Isso reduz o consumo de combustível sem perda de potência.

 

O sistema está pronto e agora passa pela fase final de calibração para chegar aos carros. O lado negativo é o custo alto, enquanto não houver produção em escala da tecnologia. 

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