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Bridgestone se posiciona sobre o futuro do segmento de pneus

O vice-presidente de Desenvolvimento de Produtos da empresa ressalta a importância de temas como sustentabilidade ambiental e aprimoramento de materiais

da redação
26 de julho de 2016

A Bridgestone Americas reconhece seis agentes de mudança que terão impacto no futuro do segmento de pneus e borracha. O vice-presidente de Desenvolvimento de Produtos da Bridgestone Americas Tire Operations em Akron - Ohio, Steve Charles, afirma que a empresa leva em consideração os avanços tecnológicos, as mudanças regulatórias, a necessidade de sustentabilidade ambiental, a busca pela condução automatizada e as mudanças na demografia mundial e nos comportamentos  para a pesquisa e desenvolvimento de seus produtos. Segundo pesquisas da Reserva Federal dos Estados Unidos e das Nações Unidas, a classe média terá um crescimento mundial de 5 para 25% entre 2005 e 2030. Desta forma, crescerá o número de pessoas que poderá comprar seus próprios veículos.  Além disso, o estudo aponta que motoristas mais velhos têm maior probabilidade de escolher conforto em vez de velocidade, e buscar algum nível de controle autônomo, comprando veículos pensados para viagens mais curtas. Charles diz que a iniciativa inovadora da Bridgestone em relação aos fatores ambientais reduzirá o peso de seus produtos. “Um dos nossos principais focos é incorporar novos materiais e reforços que possamos utilizar para reduzir a massa de nossos produtos, beneficiando tanto a sociedade como o meio ambiente”. A Bridgestone pretende oferecer um produto totalmente sustentável e reciclável no futuro. A ideia é que em 2050 toda sua linha de produtos seja 100% sustentável. Para Charles o mercado está se voltando para os pneus run-flat, ainda mais considerando a tendência de longo prazo de incorporar veículos autônomos. Ele afirma que o desafio destes pneus é oferecer uma qualidade de condução e economia de combustível equiparáveis as dos pneus tradicionais. A nova linha DriveGuard está tentando reduzir essa diferença. A empresa está usando mais modelagem computadorizada no desenvolvimento de tecnologias, o que leva a uma otimização de tempo para lançamento de novos produtos no mercado. “Agora, podemos modelar, fabricar, testar e lançar ao mercado”, afirma Charles.

De acordo com Charles, estes são alguns dos exemplos do que podemos esperar no futuro próximo:

•       Convergência de classes de pneus - é possível continuar avançando rumo à comoditização.

•       Independentemente das características de desempenho, pode haver um desgaste no valor dos atributos de desempenho dos pneus.

•       Maior redução da resistência ao rolamento para auxiliar na economia de combustível e no cumprimento de outras regulamentações relacionadas ao CO2.

•       Aplicação de tecnologia de sensores para pneus inteligentes, principalmente para a coleta de dados em veículos autônomos e para a manutenção de frotas.

•       Maior sustentabilidade ao utilizar borracha feita a partir de biomassa, por exemplo.

•       Materiais aprimorados, maior sustentabilidade e sistemas de ligação cruzada reversível para permitir a reciclagem total dos pneus.

•       Mudanças no design dos pneus para que sejam mais altos e finos, principalmente para uso em veículos elétricos.

•       Maior uso da modelagem para a previsão do desempenho e o design dos pneus, aumentando a velocidade e diminuindo os custos de desenvolvimento.

•       Forte ênfase na mobilidade estendida; por exemplo, com pneus run-flat, autosselantes e com tecnologia não pneumática.

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