Oficina Brasil
Início
Notícias
Fórum
Vídeos
Treinamentos
Cursos EAD
Jornal
Para indústrias
Quem Somos
EntrarEntrarCadastre-se
Oficina Brasil
EntrarEntrarCadastre-se
Banner WhatsApp

Oficina Brasil

NotíciasFórum

Oficina Brasil Educa

Treinamentos

Jornal Oficina Brasil

Conheça o JornalReceba o Jornal na sua Oficina
Oficina Brasil

A plataforma indispensável para uma comunidade forte de reparadores.

Oficina Brasil 2026. Todos Direitos ReservadosPolítica de Privacidade
  1. Home
  2. /
  3. Motos e Serviços
  4. /
  5. Yamaha Crosser 150 mostra que não precisa ser moto grande para ser muito confortável

Yamaha Crosser 150 mostra que não precisa ser moto grande para ser muito confortável

Econômica, imponente e confortável, aquela companhia agradável que fica difícil de ignorar nos dias de hoje

Lucas Paschoalin
29 de agosto de 2017

A moto está sempre na mão, e você consegue colocá-la onde quer em qualquer momento

Quando me perguntam o que acho de Yamaha, involuntariamente me vem à cabeça muitas imagens que estão diretamente relacionadas ao design das motocicletas da marca. Antigamente eram as motos azuis, que se destacavam. Mas com o tempo uma aquarela completa de cores invadiu a marca, e pude ver que a cor não era nada demais, o que me chamava atenção mesmo eram os traços bem feitos e imponentes trazidos em boa parte de suas motocicletas. Veja as MTs, ou a família Ténéré. E o que falar das YZF (250 e 250) e YZ-R(1, 3 e 6)? Fantásticas! Mera coincidência ou não, a história também se repete com a Yamaha Crosser 150. Desta vez, não tanto pela beleza, as formas da 150 não me ganharam tanto assim, principalmente pela cabeça do farol e o “nariz”. Mas, com certeza, pela imponência - por não parecer uma moto de entrada e sim uma motocicleta de porte considerável.

A EVOLUÇÃO

Lançada em 2014 com a dura missão de frear as vendas da imbatível concorrente Honda Bros, a Crosser é uma evolução da extinta XTZ 125, principalmente ao que diz respeito a tecnologia e conforto. O motor cresceu um pouco, mantendo a mesma planta motriz de um cilindro arrefecido por ar, com duas válvulas e comando simples. Dentro do cilindro de 149,3 cc estão as mudanças, o pistão tem 57,3 mm de diâmetro e 57,9 mm de curso para trabalhar e render até 12,2 cv com gasolina e 12,4 cv com etanol a 7.500 rotações por minuto. A variação de torque é 0,01, sendo mais forte com etanol, 1,29 kgfm a 6.000 rpm. Em relação à 125, a adoção da injeção eletrônica foi outra novidade, que ajudou bastante na economia, mas que deixou o motor com uma pegada ainda mais manca. Não é muito empolgante acelerar a Crosser. A moto responde bem na cidade e atende às necessidades que uma pessoa pode ter dentro de um perímetro urbano. Porém, se precisa pegar um trecho de rodovia ou estrada, fica perigoso, já que a 150 sofre para atingir os 120 km/h.

A transmissão da Crosser permaneceu com 5 marchas, e o câmbio também se manteve com a mesma dureza crônica da marca. Ele é preciso e a embreagem é bem macia, porém as marchas entram de maneira asperosa e pesada. Esse problema se repete em muitas Yamahas. A transmissão secundária é feita por corrente. Diferente da versão que deu origem a este modelo, a Crosser aposentou o pedal de partida e só dá a opção de partida elétrica para o motociclista.

CORPO VIOLÃO

Antigamente os homens clamavam por mulheres com corpo violão. Colos fartos e quadris colossais, assim como os da Crosser, hipnotizavam os brutamontes. Nos tempos modernos a chamaria de mini-panicat, já que o tanque de 12L (3 de reserva), dá um volume muito considerável à região, que mesmo na cor cinza, da moto testada, chama atenção pela grandeza. Imagina branca ou azul? - as outras cores que a moto é vendida. A barriga esbelta serio o banco do piloto, que é bem afunilado na frente e bem espaçoso na região necessária para nos acomodarmos. O quadril (leia garupa), é muito largo e bem confortável, ainda mais com o bagageiro, que pode servir como apoio para mochila ou base para um case. Quem não gostaria de estar acompanhados com uma destas? As alças são boas e garantem uma pegada firme e segura.

O guidão é bem largo, o que facilita muito a pilotagem e passa muita confiança. Em alguns pontos, dificulta, já que a passagem fica muito estreita. As pedaleiras emborrachadas ficam com a difícil missão de esconder a vibração do monocilíndrico, que ocorre fatalmente a partir dos 6 mil rpm.

 

Leia também

  • Corrente da moto fora de ajuste pode gerar prejuízos e riscos graves à segurança
  • Desvendando a complexidade do sistema elétrico da motocicleta aliado à eletrônica embarcada
  • Vamos resolver? A sonda lambda da moto está com defeito e agora, como resolver com a certeza que é a sonda
  • Reflexões de um mecânico de motocicletas com uma qualidade singular, partilhar conhecimento
 
 

JOGO DE CINTURA

É difícil negar uma panicat ao lado, mas te garanto que a Crosser tem muito mais molejo do que elas naquela dancinha que vivem fazendo. A agilidade é garantida pelo quadro de berço semi-duplo. A moto está sempre na mão, e você consegue colocá-la onde quer em qualquer momento. A suspensão telescópica convencional na dianteira com 180 mm de curso tem a firmeza perfeita para a esburacada cidade de São Paulo. No entanto, o monoamortecedor traseiro, de 150,3 mm de curso, apenas com regulagem na pré-carga da mola, poderia vir o mais enrijecido possível, para evitar batidas secas nos buracos. O sistema de frenagem da 150 é uma herança com mínimas mudanças em relação à 125, mas com as mesmas deficiências. O disco é de 230 mm na frente, é pouco para o peso da moto, e o sistema hidráulico sem manta de aço é muito borrachudo, não passando confiança para o motociclista. A traseira ainda conta com tambor, que não é o ideal, mas que cumpre a sua missão sem problemas. O jogo de lona tem 130 mm.

Rodas de ferro raiadas com 19” na dianteira e 17” na traseira recebem pneus mistos, que são mais confortáveis devido sua altura. Na dianteira um Metzeler 90/90 – 19 e na traseira a mesma marca com 110/90 -19”.

RICA NOS DETALHES

Já dizia um velho ditado que “os detalhes fazem a diferença”. E é muito difícil não concordar com isso, principalmente quando eles tão úteis como o já citado bagageiro ou o conta-giros analógico. Não acha ele importante? Então tente manter as trocas de marcha entre 3.000 e 4.000 rpm e verá o quanto ele pode ser útil. Foi assim que consegui 35 km/l (etanol) com a Crosser. O cluster ainda conta com painel digital e informações de horas, função ECO (para economia), indicador de marchas, velocímetro, hodômetros e marcador do nível de combustível.

A Crosser é uma daquelas motos que vale a pena pôr na ponta do lápis e largar o transporte público. Ou, diminuir as contas e ter uma moto confortável para o dia a dia sem ter dor de cabeça com manutenção. Tirando a cara feira dela, que pelo menos tem um farol que ilumina bem, dá para encarar a moto facilmente.

Acessar Manuais Técnicos
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Peugeot 208: passo a passo para diagnosticar e trocar a junta homocinética com segurança
Peugeot 208: passo a passo para diagnosticar e trocar a junta homocinética com segurança
24 de agosto de 2026
Nissan lança linha Value Advantage para veículos fora da garantia
Nissan lança linha Value Advantage para veículos fora da garantia
24 de agosto de 2026
Delphi amplia linha de reposição com novas bombas de combustível e bobina de ignição; veja aplicações
Delphi amplia linha de reposição com novas bombas de combustível e bobina de ignição; veja aplicações
24 de agosto de 2026
ElringKlinger inaugura terceira planta em Piracicaba e amplia estrutura para o aftermarket
ElringKlinger inaugura terceira planta em Piracicaba e amplia estrutura para o aftermarket
24 de agosto de 2026
Cinco mitos sobre a manutenção de carros eletrificados que todo mecânico precisa conhecer
Cinco mitos sobre a manutenção de carros eletrificados que todo mecânico precisa conhecer
21 de agosto de 2026

Novos cursos EAD

Gerenciamento Térmico do Motor: O Verdadeiro Motivo por Trás da Queima de Juntas
Spaal

Gerenciamento Térmico do Motor: O Verdadeiro Motivo por Trás da Queima de Juntas

Suspensão em Veículos Híbridos e Elétricos
MAGNETI MARELLI E COFAP

Suspensão em Veículos Híbridos e Elétricos

Fundamentos dos Veículos Híbridos e Elétricos
MAGNETI MARELLI E COFAP

Fundamentos dos Veículos Híbridos e Elétricos

Especialização VW EA211: Segredos de Oficina para Motores 1.0 e 1.4 TSI
Volkswagen

Especialização VW EA211: Segredos de Oficina para Motores 1.0 e 1.4 TSI