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Royal Enfield Continental GT: do passado ao presente sem perder a essência

A primeira cafe racer de produção em linha chegou ao Brasil trazendo anos de história e muita modernidade

Lucas Paschoalin
09 de agosto de 2017

São 52 longos anos de história que separam a Continental GT atual da sua primeira edição, e é claro que conseguimos perceber como as motos são diferentes se as colocarmos lado a lado. Mas há muito delas em comum também. Suba na atual GT e feche os olhos, puxe o pedal de partida que há do lado direito do motor - sem pressionar a embreagem - descomprima uma vez e depois emburre com vontade a alavanca de partida para baixo. Pronto! Você voltará rapidamente aos cafés britânicos de beira de estrada da década de 60, onde o estilo cafe racer nasceu e fez história, e onde a Continental, na época 250cc, fez sua fama, como a moto mais rápida do momento.

Em 2013 a Royal Enfield viu um espaço no mercado para trazer a primeira cafe racer de produção em linha de volta. Nascia a uma GT muito próxima desta que você está vendo, que mantém o mais importante para uma moto com linhas clássicas: a essência. Com motor monocilíndrico arrefecido por ar e 535cc, até as trepidações que assustavam muitos “pilotos de cafés”, que lutavam para bater a barreira das 100 milhas por hora (160 km/h), são parecidas. A GT atual não foi projetada com a mesma ambição, e por isso os 29,5 cv a 5.100 rpm fogem da performance e garantem uma pilotagem mais amistosa. O que impressiona, no entanto, é a força em baixas rotações, torque digno de uma monocilíndrica, capaz de erguer facilmente os 184 kg em ordem de marcha do chão. São exatos 4,48 kgf.m de torque a meros 4.000 rpm. O 4T tem diâmetro de 87 mm por 90 mm de curso, e taxa de compressão de 8,5:1.

Mecânica simples e tecnologia atual, o segredo para fugir dos problemas e manter a tradição. Injeção eletrônica? Sim! Partida elétrica? Óbvio! Ela só é uma clássica no visual, por trás do design muito parecido com a moto de 1965 existe toda uma tecnologia que garante boa segurança para o motociclista. Existe no punho um afogador funcional, que abre levemente o corpo de borboleta para partidas a frio. Foi a maneira encontrada do sistema ser funcional, mesmo a moto sendo injetada. Você também vai ver um carburador nela, que é fictício, apenas para remeter à tradicional moto que deu origem a esta versão. Há também o lado da comodidade, que veio com a evolução do conhecimento. A embreagem pesada tradicional das motos que corriam nas estradas inglesas não existem mais. O sistema úmido multidisco é macio e o engate das cinco marchas é suave e perfeito.

 
 
RACHAS LEGAIS

Na época em que o estilo cafe racer criou dimensões gigantescas, as principais marcas eram da Inglaterra, assim como a Royal. As Triumph eram as motos mais fortes. As Norton as mais ágeis. E quando todos começaram apelar para as fusões, que originaram as “Triton”, as motos mais rápidas da época dos “rachas legais”, a Royal Enfield surpreendia com uma moto completa, que marcará uma fase daquela época. A GT atual trouxe também a mesma base de ciclística daquele modelo, com amortecedores bi-shock na traseira, suspensão convencional na dianteira e chassi dupla viga de aço. O conjunto dianteiro de 41 mm de grossura e 140 mm de curso não possui regulagem. O par que assegura a traseira é mais refinado, tem reservatório para nitrogênio e regulagem de cliques escondidos pelo logo da marca. É Possível ajustar a pré -carga também, para que os 80 mm de curso se ajustem melhor às condições de rodagem do motociclista. Particularmente, achei a traseira mais confortável que a dianteira, que poderia ganhar alguns mililitros a mais de óleo para uma pequena enrijecida. Ajudaria nos buracos mais secos.

Freios a disco em ambas as rodas com pinças Brembo foram adotados na versão mais moderna da GT, que mostra bastante preocupação com segurança. O sistema hidráulico é de extrema precisão, com pinça simples e flutuante em ambas as rodas e disco de 300 mm na dianteira e 240 mm na traseira. Não é preciso depositar muita força nas alavancas para os freios mostrarem o quão espertos são. Em condições de piso ruim, necessita muita noção de dosagem por parte do piloto, já que a versão que rodei não possuía ABS. Por outro lado, nos próximos meses devem chegar as motos com o sistema anti-travamento das rodas, que implicará em R$ 1.500,00 no custo.

As rodas raiadas permaneceram montadas com raios e aros cromados, aquela dose de bom gosto que dá um charme extra e único das motos mais clássicas. São de 18” e vestem pneus Pirelli Sport Demon 100/80 e 130/80. É Possível colocar pneus mais largos se quiser, mas a medida escolhida caiu muito bem na GT, permitindo que ela faça boas curvas.

 
 
NOSTALGIA

A posição de pilotagem mais esportiva também é uma herança das corridas piratas dos rockers. Porém, diferente das motos esportivas, ela não força tanto ao ponto de sobrecarregarmos as juntas dos punhos ou a coluna. Os semiguidões estão fixados sobre a mesa e só permitem regulagem de abertura se removermos dois parafusos que os fixam à mesa. As pedaleiras são bem recolhidas e na configuração original de venda ela vem com banco monoposto e sem pedaleiras para garupa. O assento para duas pessoas com a capa para monoposto e as pedaleira podem ser adquiridos à parte por algo em torno de R$ 1.500.

O cluster é bem completo e elegante, com traços rústicos e modernos ao mesmo tempo. O conta-giros e o velocímetro são maiores e analógicos. Iluminado, você o enxerga muito bem de noite, assim como o marcador de combustível digital e as luzes de alerta.

As medidas da Royal são generosas, mas não interferem na rodagem da moto. Acredite, é muito fácil pilotar a Continental. O comprimento total é de 2.060mm e a distância dos eixos está em 1.360 mm. Os corredores também são facilmente ignorados, mesmo com os retrovisores laterais. A largura é de 760 mm e a altura do banco está posicionado a 800 mm do solo.

Antes de procurar uma Royal, você precisa entender a proposta da motocicleta. Ela é como um Indian ou uma Harley-Davidson, oferece um “life-style” que vai muito além da motocicleta. A marca traz uma extensa lista de acessórios casuais e para moto, eventos e pessoas que provavelmente farão parte dos seus passeios de moto futuros. Por isso, não adianta querer atingir os 160 km/h, e sim achar uma velocidade cruzeiro e desfrutar da estrada.

A melhor parte de ver o quão fácil e divertido é voltar ao tempo sobre um moto completamente moderna, está no preço. A Royal é completamente acessível para quem busca motos de média cilindrada. Aliás, ela está muito abaixo de qualquer moto de sua categoria. Por meros R$ 23.000,00 você pode sair da única concessionária da marca que existe em São Paulo, na Avenida República do Líbano, 2070, rodando com a sua moto.

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