Oficina Brasil
Início
Notícias
Fórum
Vídeos
Treinamentos
Jornal
Para indústrias
Quem Somos
EntrarEntrarCadastre-se
Oficina Brasil
EntrarEntrarCadastre-se

Notícias

Página Inicial
Categorias

Vídeos

Página Inicial
Categorias
Fórum

Assine

Assine nosso jornalParticipe do fórum
Banner WhatsApp
Comunidades Oficiais
WhatsApp

Oficina Brasil

NotíciasComunidadeFórum

Oficina Brasil Educa

Treinamentos

Jornal Oficina Brasil

Conheça o JornalReceba o Jornal na sua Oficina
Oficina Brasil

A plataforma indispensável para uma comunidade forte de reparadores.

Oficina Brasil 2025. Todos Direitos ReservadosPolítica de Privacidade
  1. Home
  2. /
  3. Motos e Serviços
  4. /
  5. Parte 2 - Yamaha YZF R1 possui tecnologia de sobra

Parte 2 - Yamaha YZF R1 possui tecnologia de sobra

REMOVER SUBTITULO MATERIA NÃO PUBLICADA

Arthur Gomes Rossetti
26 de maio de 2010

 

Dando continuidade as informações coletadas a respeito da R1 na edição de abril, fica evidente que esta supermáquina exigirá preparo das oficinas quanto à aquisição de ferramental específico e participação em cursos de especialização, para que a possibilidade de cometer erros seja completamente afastada, o que garantirá o lucro certo para o reparador.
Obs: Algumas imagens e informações foram compartilhadas do manual de manutenção da fabricante Yamaha.

Motor
O lubrificante recomendado pela Yamaha é o Yamalube 4 API SG (ou superior), SAE 10W30 (para regiões frias) ou SAE 20W40 (para localidades mais quentes). Outra opção a altura do original e utilizado pelo reparador e Consultor Bruno Gramola é o Motul 5100 SAE 15W50 sintético.

A marcha lenta deverá permanecer entre 1.150 a 1.250 rpm, isenta de oscilações que ultrapassem os 500 rpm. Aliás, em algumas R1 dos clientes da oficina Bruno Racing foi detectado que o acelerador eletrônico apresentou problemas, gerando a perda da marcha lenta. Nesta versão o próprio módulo da injeção é o responsável em efetuar a correção do ângulo de abertura das borboletas de aceleração, porém com o tempo poderá ocorrer um acúmulo de impurezas no corpo, emperrando-o e dificultando a suave abertura (correção na marcha lenta). As possíveis causas do problema são a utilização de combustível de má qualidade, que pode gerar borra ou crostas nas borboletas, ou motos que permaneceram durante um longo período sem funcionar.

Devido a R1 se enquadrar na família das superesportivas, basta que um mero detalhe mecânico seja esquecido para que o desempenho seja prejudicado, e leve você a ‘levar uma bucha’ de outra motocicleta equivalente no mercado. Para que o seu cliente não passe por este constrangimento, meça a compressão dos cilindros. Siga o procedimento:

1 – Remova as carenagens laterais (para facilitar o acesso as velas de ignição)

2 – Coloque o motor em funcionamento e o aqueça até a temperatura normal de trabalho

3 – Afrouxe os parafusos do radiador e o afaste ligeiramente em relação ao motor

4 – Remova a bobina de ignição individual e a vela de ignição (uma de cada vez)

5 – Desligue o plug da bobina em cada um dos outros três cilindros

6 – Instale o adaptador e o manômetro medidor de compressão conforme Figura 1

7 – Coloque a ignição em ‘ON’ e dê a partida até o manômetro estabilizar-se

8 – Desligue a ignição e verifique se o valor obtido está próximo de 1.480 kPa ou 210.5 psi ou 14.8 kg/cm² (ao nível do mar)

Obs: Em regiões de maior altitude o valor apresentado poderá ser
ligeiramente menor  

9 – O limite mínimo e máximo apresentado deverá ser respectivamente de 1.290 a 1.660 kPa ou 183.5 a 236.1 psi ou 12.9 a 16.6 kg/cm²
Obs: Caso o valor apresentado esteja abaixo do mínimo, uma análise geral do motor deverá ser efetuada (quanto a assentamento das válvulas, folga dos anéis, pistão, cilindro, etc)

Obs II: O valor obtido entre um cilindro e o outro não deverá ultrapassar os 100 kPa ou 1kg/cm² ou 14 psi.

Preventivamente quando a motocicleta possuir mais de 20 mil km rodados, faça também uma vistoria no sistema de lubrificação. Além de verificar se o nível do óleo está correto, faça a medição da pressão na linha através do seguinte procedimento:

1 – Coloque o motor em funcionamento e o aqueça até a temperatura normal de trabalho

2 – Desligue o motor, confira o nível do óleo e remova o bujão lateral ‘1’ conforme a Figura 2

Obs: Se necessário complete o nível do óleo do motor e repita a operação 1 com o bujão instalado
3 – Instale o adaptador ‘2’ e o manômetro ‘1’ conforme a Figura 3
4 – Com o motor devidamente aquecido e a 5.000 rpm, a pressão do óleo deverá estar próxima de 230 kPa ou 32.71 psi ou 2.3 kgf/cm²

Análise de gases
Aqui a Yamaha YZF-R1 mostrou que é capaz de entregar potência brutal aliada a baixos índices de emissões de gases poluentes. Os valores obtidos de CO (Monóxido de Carbono) foram de apenas 0,03%. Os Hidrocarbonetos (combustível não queimado) ficaram na casa dos 38 PPM.

Freios e suspensão
A manutenção do sistema de freio da R1 2007/2008 não foge da regra das demais motocicletas atuais devido o modelo não oferecer a opção de sistema anti-bloqueio ABS ou distribuidor de frenagem. O reparador deverá apenas atentar-se a detalhes que comprometam a eficiência quando em uso, sendo que os principais itens são:

Verificar se a espessura mínima dos discos está acima do valor mínimo de 4,5 mm, assim como o empenamento, que não deverá ultrapassar os 0,10 mm na dianteira e 0,15 mm na traseira.

Opcionalmente os tubos flexíveis do fluído poderão ser trocados por outros do tipo aeronáutico, facilmente encontrados em lojas especializadas do ramo.

Dica: O Consultor Bruno Gramola recomenda a substituição do fluído original DOT 4 pelo sintético de especificação 5.1, devido a este tipo de motocicleta ser mais exigida em comparação as demais.

Quanto às pastilhas, é recomendada a aplicação das originais ou importadas de mesmo nível de eficiência ou superior.

Um item que merece elogios fica por conta do sistema de suspensão. Tanto a dianteira quanto a traseira copiam muito bem as elevações e irregularidades do solo, transmitindo total segurança ao condutor. Ela possui a característica de ser macia com bons recursos, principalmente quanto a regulagens.

Dianteira: Devido à dianteira ser do tipo upside down (invertida), o ajuste da compressão é efetuado no parafuso inferior, próximo a pinça de freio. Para enrijecer o mergulho basta apertar em sentido horário. Para deixá-la mais macia, solte no sentido inverso.

O retorno deverá ser regulado no parafuso da mesa superior, localizado bem ao centro da bengala. Para deixar retorno mais lento/rígido basta apertar no sentido horário. Para deixá-lo mais livre solte no sentido inverso.
Traseira: Acompanhando o bom desempenho da suspensão dianteira, a parte traseira não fica atrás e permite quatro opções de regulagem sendo:

1 – Parafuso de coloração azul: Ajusta a rigidez no acionamento da compressão

2 – Porca de coloração dourada (em volta do parafuso azul): Ajuste fino do acionamento da compressão

3 – Rosca para ajuste da pré-carga da mola

4 – Parafuso inferior: Ajuste da extensão do amortecedor (retorno)









































Dicas

• Outro detalhe que poderá gerar oscilações no funcionamento do acelerador eletrônico e na marcha lenta é a tensão da bateria quando abaixo dos 12,7 Volts (valor aferido com o motor desligado e a chave na posição 1 acessórios)
• Devido à vela de ignição estar posicionada dentro do cabeçote, aplique ar comprimido antes de removê-la para que a sujeira acumulada no local seja expelida e não adentre aos cilindros
• No momento da montagem, o torque correto para as velas de ignição é de 13 Nm ou 1,3 kgf/m ou 9,4 ft-lb
• No momento de reinstalar o bujão, o torque correto é de 8Nm ou 0.8 kgfm ou 5.8 ft-lb
• O Consultor Bruno Gramola recomenda a substituição do fluído original DOT 4 pelo sintético de especificação 5.1, devido a este tipo de motocicleta ser mais exigida em comparação as demais
• Veja na edição de abril o procedimento de como efetuar a limpeza completa do corpo
Segundo Bruno Gramola, “as bengalas da R1 idênticas a versão avaliada possuem o controle do mergulho e extensão através de uma válvula com pirâmide de lâminas padrão, que poderá ser customizada em acordo com o biotipo do piloto e características do local de utilização.” Este serviço deverá ser feito apenas por profissionais experientes no ramo, alerta o reparador, pois o resultado poderá ficar pior em relação ao acerto original


Quero destacar três pontos fortes na tecnologia embarcada da R1 2007 e 2008. São eles os sistemas: EXUP, YCC-I e o YCC-T

Vamos às explicações:

A tecnologia embarcada na YZF R1 confere ao motor alto desempenho em todas as faixas de rotações e supriu a falta de torque em baixa, que era característica das supermotos antigas.  Graças à combinação dos sistemas EXUP (EXhaust Ultimate Power Valve ), válvula que controla as pulsações do escape dentro do tubo e evita a diminuição do torque do motor, assim possibilita um aumento da potência. A válvula do Exup abre progressivamente a medida que a rotação aumenta e isto  ajusta a vazão dos gases do escapamento em conformidade com a rotação do motor, através de um servomotor externo controlado pela ECU ( Unidade de Controle do Motor). A válvula garante uma combustão estável desde a marcha lenta até as faixas de baixas e médias rotações, resultando num torque ligeiramente maior.

Já o sistema denominado YCC-I (Yamaha Chip Controlled Intake) melhora a eficiência volumétrica do motor e proporcionou um ganho na baixa e média rotação e uma elevação significativa na potência em função da variação do comprimento dos coletores de admissão que em alta rotação é favorecido pela própria inércia do ar admitido que colabora para aumentar o volume de admissão.

YCC-T (Yamaha Chip Controlled Throttle) ou sistema de acelerador eletrônico

O mecanismo conta um sensor (TPS) que indica para a unidade eletrônica o ângulo de abertura do acelerador e com esta informação o cérebro eletrônico decide a estratégia, determinando ao servo motor que abra as borboletas do corpo de aceleração em acordo com o exigido.

O volume de admissão de ar no motor é precisamente controlado e a resposta do acelerador é descarregada na roda traseira da motocicleta de uma forma mais uniforme, proporcionando um melhor controle na dirigibilidade da motocicleta, consequentemente prolongando a vida útil do pneu traseiro.






Paulo José de Sousa
Consultor Técnico
[email protected]

Acessar Manuais Técnicos
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Motos e Serviços
Motos e Serviços
Desvendando a complexidade do sistema elétrico da motocicleta aliado à eletrônica embarcada
Motos e Serviços
Motos e Serviços
Vamos resolver? A sonda lambda da moto está com defeito e agora, como resolver com a certeza que é a sonda
Motos e Serviços
Motos e Serviços
Reflexões de um mecânico de motocicletas com uma qualidade singular, partilhar conhecimento