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Mau contato no sistema de injeção eletrônica causa panes no motor

Melhor ferramenta para o diagnóstico correto é conhecer bem o veículo e seguir os procedimentos do fabricante, antes de substituir componentes

Paulo José de Sousa
13 de abril de 2015

Falhas no processo de comunicação na relação entre o módulo de controle do motor e os componentes do sistema de injeção eletrônica podem ocorrer. Geralmente, panes acarretam o mau funcionamento da motocicleta, e podem gerar códigos de falhas que induzem o reparador a escolher um diagnóstico mais complicado, trabalhoso e nem sempre o resultado é o esperado.

Qual a maneira mais rápida de realizar um diagnóstico preciso? Salvo raras exceções, para esta pergunta a resposta só pode ser uma: na tomada de decisão, o mecânico deve conhecer previamente o veículo e os procedimentos de reparo recomendados pelo fabricante, sempre acompanhado das ferramentas de diagnósticos. Parece simples, mas o que se observa é uma preocupação focada na substituição dos componentes, deixando para segundo plano a atenção nas possíveis causas mais simples, que são as falhas de contato nos fios e conexões.

A falta de intimidade com o diagrama elétrico faz o técnico lamentar quando descobre que o problema era apenas um mau contato. É necessário fazer uma reflexão sobre o problema; na oficina, sempre vamos esbarrar em sintomas de defeitos ocasionados pelas falhas de contato.

Para entender porque as falhas na comunicação entre o módulo do motor e os componentes geram panes, é necessário compreender como funciona o gerenciamento eletrônico do sistema de injeção. 

Independente da nomenclatura que recebem de seus fabricantes, esses módulos possuemarquiteturas parecidas. Talvez esta seja a razão para que alguns problemas tenham as causas semelhantes entre si.

Em resumo, a ECU/ECM faz o papel de cérebro do sistema de injeção eletrônica: o módulo é previamente alimentado pela bateria da motocicleta e recebe vários sinais de entrada provenientes dos sensores e interruptores, com as condições instantâneas do ambiente e funcionamento do motor. Essa central eletrônica calcula e controla totalmente o tempo e o volume da injeção de combustível, o momento exato da ignição, comanda o(s) injetor(es), bomba de combustível e demais atuadores. Além disso, processa todas as informações recebidas, faz diagnósticos, compensações, verifica histórico de falhas, entre outras funções. As panes ocorridas podem interromper os sinais de entrada e saída do módulo do motor, assim como o funcionamento dos sensores e atuadores. 

Dicas Compartilhadas do Manual de Serviços do Fabricante
Linha de raciocínio de diagnósticos em sistemas e subsistemas da injeção eletrônica - Nesta matéria, utilizamos como exemplo a motocicleta Honda 150, mas os diagnósticos serão semelhantes para as motocicletas de outros fabricantes.

Durante o diagnóstico o reparador deverá analisar previamente os seguintes itens:
• Tensão da bateria; 
• Fusível; 
• Falha de contato em algum componente do circuito de alimentação do ECM (ver figura);
• Falha de contato ou oxidação nos pinos do ECM;
• Interferência por radiofrequência ocasionada por algum dispositivo eletrônico instalado na motocicleta; 
• Falha de contato dos conectores, sensores, atuadores ou interruptores.

TESTE DE CONTINUIDADE
A lógica do conector do ECM é a seguinte: cada pino corresponderá a um ou mais elementos do sistema de injeção; por isso, devem ser analisados (ver figura). Na fiação principal, que segue entre o ECM e os demais sensores e atuadores, deverá haver continuidade, e os pinos e conectores deverão estar limpos.

Ex.: identificação dos pinos do sensor de temperatura do óleo do motor “04” e “24”.

Inspeção da linha de alimentação e aterramento do ECM

Possível sintoma de falha - Motor não dá partida e não há piscadas na luz de diagnósticos do painel.

Passo 1 - Verifique a tensão (V) de alimentação do ECM.

Com a chave de ignição ligada, meça no conector do ECM a voltagem entre algum terra da moto e o fio correspondente ao pino n° “1” (o conector deverá estar acoplado ao ECM).

Conclusão 1 - Se a tensão medida for igual a 1,1V, prossiga até o próximo teste.

Se não houver tensão: verifique possíveis falhas na fiação (fio preto/azul), conforme explicado anteriormente.

Passo 2 - Desligue a chave de ignição, e não desacople o ECM do conector da fiação.

No ECM os pinos2, 9 e 10 são responsáveis pelo aterramento; por isso, deve ser verificada a continuidade da fiação correspondente aos pinos citados e o terra da moto.

Pino 2: Verde/preto.  

Pino 9 e 10: Verde.

Conclusão 2 - Se houver continuidade, verifique o regulador retificador, e efetue o teste com outro ECM.

Se não houver continuidade, verifique se há circuito aberto no fio verde/preto e demais fios verdes.

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