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Aprenda mais sobre a tecnologia que evita o travamento das rodas das motocicletas

REMOVER SUBTITULO MATERIA NÃO PUBLICADA

Da Redação
16 de julho de 2010

 

Parar uma motocicleta que pesa mais de 250 kg e atinge velocidades superiores a 200km/h em total segurança nos diferentes tipos de terrenos, requer um piloto muito bom ou uma boa dose de sorte. Sabendo que nem sempre isto ocorre, a cada dia os engenheiros das montadoras melhoram o conjunto, ajustam a geometria da motocicleta, acertam as suspensões, os pneus, baixam o centro de gravidade, reduzem o peso da máquina, adotam diferentes sistemas de injeção eletrônica, etc. Isto é o que a Honda tem feito nos últimos anos, e o resultado é sempre um ganho a mais na potência, estabilidade e confiança no produto. A moto desafia o piloto a abrir o acelerador cada vez mais, transmitindo certa sensação de segurança, porém na hora de parar é quem vem o desafio.


Dosar uma pressão aproximada na proporção de 60% para o freio dianteiro e 40 % para o freio traseiro é um pouco ‘complicado’, principalmente em uma situação de emergência a altas velocidades em um piso pouco conservado.


Para esta e outras situações onde a ‘segurança é melhor técnica’, a solução oferecida foi à utilização dos freios combinados DCBS (Dual Combined Brake System) e o sistema ABS (Anti-lock Brake System), que significam respectivamente, sistema de freio duplo combinado e sistema de freio antitravamento.


Por isto insisto em dizer que segurança não é luxo, é uma necessidade e a eficácia no sistema de freio depende diretamente da tecnologia, uma vez que nem todos possuem as técnicas e experiências dos melhores pilotos. Esta deve ser uma das razões do fabricante que a cada dia adota o mesmo sistema em outras categorias de motocicletas, inclusive nas de pequeno porte como a XRE 300. Tal é a importância do sistema, que nos Estados Unidos o Insurance institute for Highway Safety (instituto da segurança viária) possui um estudo onde a estatística indica que as motos equipadas com freio antitravamento são menos envolvidas nos acidentes fatais em comparação as motos com freio convencional. Consequentemente as que possuem o ABS tem direito a um desconto na apólice do seguro.



Funcionamento básico dos sistemas


O DCBS nada mais é do que a unificação entre o freio dianteiro e o traseiro. Ao acionar o manete de freio dianteiro, parte da pressão aplicada no fluido é deslocada para o freio traseiro, naturalmente controlado por uma válvula de compensação que oferece a proporção ideal (PCV), evitando o travamento das rodas.


Da mesma forma ao acionar o pedal de freio traseiro, parte da pressão impulsiona as pastilhas do freio dianteiro contra o disco.


Vale lembrar que para obter 100% de eficácia na distribuição, o ideal é o acionamento conjunto do manete e pedal.


Já o ABS conta com a Eletrônica para assegurar um funcionamento preciso. É composto por um modulador com módulo de controle embutido, eletrobomba, válvulas, sensores de velocidade nas rodas dianteiras e traseiras e uma roda dentada conhecida como anel pulsante em cada um dos cubos. No painel conta com uma lâmpada que indica falhas no sistema.


O ABS impõe grande força de frenagem nas rodas, independente da experiência do piloto e do coeficiente de atrito com o piso.


Assim se obtém uma desaceleração máxima em qualquer velocidade sem o risco de cair com a motocicleta ou de a roda arrastar, provocando desgaste prematuro do pneu.


A central eletrônica monitora o movimento das rodas através dos sensores de velocidade. Se uma delas apresentar tendência ao travamento, a ECU alivia a pressão nas pastilhas do freio da respectiva roda para que ela continue girando e assim evitar uma derrapagem, dando condição ao motociclista de mudar a trajetória numa situação de emergência ou parar em segurança.


A dica para o reparador é que ele deve estar muito atento aos pequenos detalhes quando for executar algum serviço no sistema de freio, como a troca de pastilhas, substituição do fluido de freio ou até na troca do pneu, para não danificar o sensor de velocidade ou o anel pulsante, respeitando sempre a distância entre ambos para assegurar um bom funcionamento dos sistemas.

 

Mais a fundo no sistema ABS e CBS das motos Honda


O sistema ABS equipa as motocicletas Honda CB 300-RA, CB 600-Hornet e CB 1300. No CBS (sistema de freio combinado), o esquema de freio difere-se do sistema de freio convencional. Ao acionar a alavanca de freio apenas dois dos três pistões são acionados. Ao se acionar o pedal de freio é acionado o pistão traseiro e o terceiro pistão central dianteiro.


O sistema também apresenta sensores de velocidade (VSS) no interior dos discos traseiro e dianteiro.


Caso o MCE do ABS detectar velocidades diferentes entre as rodas traseira e dianteira, o modulador do sistema é acionado.


A velocidade das rodas é informada ao MCE através de pulsos, a uma frequência que deverá ser compatível entre as rodas.  Este pulso, gerado através dos sensores tipo Hall, geram uma onda quadrada. Nessa situação, a velocidade das rodas é igual e os pulsos estão compatíveis.


Na situação da figura abaixo, a velocidade das rodas não é igual e os pulsos são gerados com amplitudes diferentes, indicando que há um momento zero, ou seja, travamento inicial da rosa traseira.


Nesse momento, o MCE do ABS detecta a diferença de velocidade entre as rodas e alivia a pressão do fluído de freio para a roda com menor velocidade, de forma que não venha a travar.

 



Paulo José de Sousa

Consultor Técnico

[email protected]























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