
A escolha do óleo do motor vai além da viscosidade quando o assunto é o Ford Ka de segunda geração. Nos motores 1.0 e 1.5 Ti-VCT de três cilindros, a correia dentada trabalha banhada no lubrificante, o que torna essencial a utilização de um produto homologado pela Ford. O uso de especificações diferentes das previstas pela montadora pode comprometer a durabilidade do sistema de sincronismo e afetar o desempenho do motor. Veja mais informações dos carros da marca na Comunidade Ford. Pontos de atenção Essa exigência ganha ainda mais relevância nos modelos equipados com motores 1.0 e 1.5 de três cilindros, nos quais a correia dentada opera imersa no próprio óleo do motor. Nesse projeto, o lubrificante desempenha papel fundamental não apenas na proteção dos componentes internos, mas também na preservação da correia, cuja durabilidade depende diretamente da utilização da especificação correta. Segundo o plano de manutenção da Ford, a substituição da correia está prevista para 240 mil quilômetros nos motores 1.0 Ti-VCT e 160 mil quilômetros nos motores 1.5 Ti-VCT, introduzidos na linha a partir de 2018. O uso de um óleo fora das especificações da montadora pode reduzir a vida útil desse componente e comprometer o funcionamento do sistema de sincronismo. Além da durabilidade da correia, o manual do proprietário destaca que a utilização de óleo não homologado pode provocar partidas mais demoradas, aumento das emissões de poluentes, redução do desempenho e maior consumo de combustível. Outro ponto importante é o consumo de óleo. A Ford informa que, após o período de amaciamento, o motor pode consumir até 1 litro de óleo a cada 10 mil quilômetros, dependendo das condições de uso e do estilo de condução. Por isso, o reparador deve orientar o cliente sobre a necessidade de monitorar regularmente o nível do lubrificante entre as revisões. Para condições normais de uso, a Ford estabelece intervalo de troca de óleo e filtro de 10 mil quilômetros ou um ano, o que ocorrer primeiro. O sistema requer aproximadamente 4 litros de óleo na substituição completa. Já em condições classificadas como uso severo, a recomendação muda significativamente: a troca deve ser realizada a cada 5 mil quilômetros ou três meses. Leia também A montadora considera uso severo situações como deslocamentos frequentes inferiores a cinco quilômetros, tráfego intenso, circulação constante em vias com poeira, utilização em regiões montanhosas, emprego profissional do veículo, como táxis, transporte por aplicativo, ambulâncias e autoescolas, além do uso prolongado com combustível contaminado. Os reparadores também devem observar as diferenças entre os anos de fabricação do Ford Ka. Nos modelos 2015 equipados com motor 1.0 de três cilindros, o manual prevê óleo SAE 5W-20 homologado nas normas WSS-M2C948-A ou WSS-M2C948-B. Também há previsão para utilização de produtos com outras homologações da Ford descritas no manual, sendo que a montadora informa melhor eficiência energética com o óleo 5W-20 aprovado na especificação WSS-M2C948. Nos modelos 2016 e 2017, a Ford manteve as homologações para o óleo SAE 5W-20 nas especificações WSS-M2C948-A e WSS-M2C948-B, além de outras opções previstas no manual, sem estabelecer preferência entre elas. A partir dos modelos 2018, tanto o motor 1.0 quanto o novo 1.5 Ti-VCT passaram a utilizar exclusivamente o óleo SAE 5W-20 com homologação Ford WSS-M2C948-B, especificação que deve ser seguida durante a manutenção. Para atender às exigências da montadora, a Ford disponibiliza em sua rede de concessionárias o Motorcraft SAE 5W-20, homologado na especificação WSS-M2C948-B. O produto foi desenvolvido para atender aos requisitos técnicos dos motores da marca, incluindo aqueles equipados com correia dentada banhada a óleo. Na oficina, conferir o ano-modelo do veículo, consultar o manual de manutenção e utilizar um lubrificante homologado pela Ford são procedimentos fundamentais para preservar a durabilidade do sistema de sincronismo e garantir o desempenho esperado dos motores Ti-VCT.
Durante a manutenção do Ford Ka, um dos pontos que merece atenção do reparador é a especificação do óleo do motor. Embora classificações como API e ACEA sejam importantes para identificar o desempenho dos lubrificantes, a Ford estabelece homologações próprias que devem ser respeitadas para garantir o funcionamento adequado dos motores da família Ti-VCT.Manual alerta para os riscos da especificação incorreta
Intervalos de troca exigem atenção ao tipo de utilização
Especificação varia conforme o ano-modelo
Lubrificante homologado pela Ford
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