Corrigir comportamentos no dia a dia da oficina é essencial para manter o bom funcionamento da empresa. Tudo pode começar com pequenos atrasos, atitudes de pouca colaboração, descumprimento de tarefas ou até respostas inadequadas — muitas vezes, com falta de respeito. É papel do gestor ajustar essas arestas antes que causem prejuízos maiores.
Agir de forma racional, com base na razão e não na emoção, é parte do processo de profissionalização. O empresário precisa entender que sua postura deve ser guiada pelo CNPJ, não pelo coração. Por isso, aplicar advertências é uma prática legítima e necessária para manter a ordem.
Mas é importante conhecer os tipos de advertência e como utilizá-los corretamente:
Trata-se de uma chamada de atenção direta, feita em situações menos graves ou como primeira abordagem. Deve ocorrer em um ambiente reservado, sempre com a presença de uma testemunha (como um sócio ou gestor de confiança). O objetivo é orientar o colaborador de forma respeitosa, mas assertiva.
Advertência escrita
Mais formal e séria, deve ser registrada por meio de um documento assinado pelo colaborador. Essa modalidade é utilizada em casos mais graves ou quando há reincidência de condutas inadequadas. Ela serve como registro oficial da infração e das consequências futuras.
Empresa não tem coração
A gestão da empresa exige equilíbrio. A legislação trabalhista não protege apenas o colaborador — ela também garante instrumentos ao empregador para preservar o bom ambiente de trabalho.
Atenção para alguns pontos fundamentais: Advertências não têm prazo de validade fixo — não expiram em 30 dias ou um mês. Se houver reincidência, podem resultar em sanções mais severas, como suspensão ou demissão por justa causa.
O empregador tem o dever legal e moral de aplicar advertências, desde que de forma proporcional, justa e igualitária para todos os colaboradores. Advertências mantêm o convívio organizado dentro da oficina.
Conclusão
A base legal para medidas disciplinares está no artigo 482 da CLT, que lista as condutas consideradas faltas graves e que podem levar à demissão por justa causa. A advertência é uma medida preventiva, que antecede qualquer desligamento. Se o gestor deixa de aplicá-la no momento certo, compromete sua posição em um possível processo de rescisão por justa causa no futuro.
Motivos mais comuns para advertência:
Pense nisso! Lembre-se: além de mecânico, você é gestor. Transforme sua oficina em uma empresa forte! Fazer gestão é vital para o sucesso do seu negócio.