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Um para a cidade, outro para a estrada

REMOVER SUBTITULO MATERIA NÃO PUBLICADA

Alexandre Akashi
12 de janeiro de 2011

 

Fiat Linea é mais econômico no trânsito do dia a dia, porém, para viajar, o Honda New Civic é mais recomendável, tanto pelo conforto quanto pela economia de combustível

Depois que a Fiat substituiu o motor 1.9l 16v pelo E.torQ 1.8l 16v no Linea, o sedan médio da montadora italiana ficou mais interessante, sem dúvidas. Porém, seria ele agora um concorrente a altura para um dos ícones desta categoria, o Honda New Civic?
Esta pergunta motivou a realização deste comparativo técnico. Afinal, desde que foi lançado, em 2006, o Honda New Civic tem sido sonho de consumo de muita gente. Fato é que o design inovador chama atenção pela suavidade das linhas, que ao mesmo tempo o caracteriza com sobriedade e arrojo.


O Fiat Linea 1.8l é comercializado em três versões de acabamento (LX, HLX e Absolute), e duas opções de câmbio (manual e robotizado-Dualogic), com preços que variam de R$ 55.450 (versão LX de 127cv) a R$ 67.030 (Absolute Dualogic).
O Honda New Civic também é encontrado em três versões de acabamento (LXS, LXL e EXS), e duas opções de câmbio (manual e automático), com preços entre R$ 68.160 (LXS) a R$ 88.750 (EXS automático).


Dessa forma, para efeito de comparativo escolhemos a versão Absolut Dualogic do Fiat e a LXL automática do Honda, pela equiparação de preços (o primeiro custa a partir de R$ 67.030, já o Civic, tem preço sugerido de R$ 74.165).

Powertrain

A grande novidade em sistema de powertrain fica por conta do Fiat Linea, que recebeu o novo propulsor E.torQ 1.8l 16v, de comando de válvulas simples. Na versão avaliada (Absolute Dualogic) e na HLX, o E.torQ rende 132cv/130cv de potência a 5.250rpm (etanol/gasolina) e torque máximo de 18,9kgfm/18,4kgfm a 4.500rpm (e/g).


O destaque fica por conta da evolução do torque, uma vez que a FPT Powertrain Technologies, fornecedora dos motores da Fiat, afirma que 80% do torque máximo é obtido a 1.500rpm, e 93% a 2.500rpm. Tais números foram confirmados em teste no dinamômetro de rolo, na oficina Design Mecânica, dos irmãos André e Carlos Bernardo, de Campinas, conselheiros do jornal Oficina Brasil.
O câmbio Dualogic é, ao mesmo tempo, bom e ruim, pois garante a automatização necessária para dias de trânsito intenso, em que não precisar acionar a embreagem é um diferencial, assim como a opção de trocas manuais, pela alavanca, porém, para um veículo da categoria, a suavidade do câmbio automático seria mais interessante.


Por outro lado, a diferença de cerca de R$ 7 mil entre o Linea topo de linha e o New Civic intermediário com transmissão automática é marcante e, parte da responsabilidade disso é do câmbio. Se o Linea fosse equipado com transmissão automática, com certeza a diferença seria menor, uma vez que o Dualogic custa metade do preço do automático, segundo as montadoras que adotaram este tipo de câmbio.


Tecnicamente, o Dualogic do Linea está melhor calibrado do que na versão anterior. O revestimento acústico presente no capô também ajuda, pois ao contrário de outros modelos como o Idea Sporting, as trocas de marchas não são ouvidas constantemente dentro do carro.
Já o Honda New Civic apresenta propulsor 1.8l 16v de duplo comando de válvulas variável, que rende 140cv/138cv de potência a 6.200rpm (e/g) e torque máximo de 17,7kgfm/17,5kgfm a 5.000rpm (e/g).


Em teste de dinamômetro, o motor Honda mostrou ser bastante robusto, apesar de a curva de torque ter ficado um pouco abaixo do especificado. O motivo: o câmbio automático, que mesmo com cinco marchas, ainda é um ‘ladrão’ de torque.
A grande sensação do modelo automático são os paddle-shift, as borboletas atrás do volante, que permitem a troca de marchas manuais, sem tirar a mão do volante, item inexistente no Linea, nem mesmo como opcional. Porém, não existe opção de mudança pela alavanca do câmbio.

Undercar

Apesar da silhueta similar (sedan), o projeto de suspensão dos dois carros é bastante diferente um do outro. O Fiat é mais ‘simples’, principalmente na traseira, que apresenta rodas semi-independentes, travessa de torção de seção aberta, com amortecedores hidráulicos, telescópicos de duplo efeito, e mola helicoidal. O Honda, por sua vez, é do tipo independente na traseira, duplo A, com mola helicoidal, barra de torção e amortecedores pressurizados.


Na dianteira, ambos apresentam rodas independentes, suspensão tipo McPherson, barra estabilizadora, mola helicoidal e amortecedores pressurizados. Os freios nos dois carros são a disco nas quatro rodas, sendo ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS de fábrica. As rodas são de liga, de 16 polegadas, com pneus 205/55.

Dimensões

Por incrível que pareça, o Linea é 7cm mais comprido do que o New Civic. São 4.560mm do Fiat contra 4.489mm do Honda. Porém, apesar disso, a distância entre-eixos do sedan japonês é maior: são 2.700mm contra 2.603mm no italiano.
Nas medidas largura e bitolas, o Honda também é maior do que o Fiat. Em na largura a diferença é de apenas 32mm (New Civic = 1.752mm, Linea = 1.730mm), já a bitola dianteira são 23mm (1.499mm do New Civic contra 1.476mm do Linea) e na bitola traseira a diferença é ainda maior: 47mm, pois o Honda tem 1.529mm e o Fiat, somente 1.482mm.


Por estas medidas é possível dizer que o New Civic entrega mais conforto aos ocupantes, inclusive por conta do assoalho plano. Porém, não é bem assim. O carro é mais espaçoso, sim, mas em termos de conforto, ainda há outros itens que devem ser analisados antes de se chegar a uma conclusão.
Em termos de porta-malas e tanque de combustível, o Linea dá uma lavada no New Civic. São 500 litros de capacidade de carga e 60 litros no tanque de combustível no sedan italiano contra 340 litros de carga e 50 litros no tanque do japonês.

Eletrônica

Quando o assunto é eletrônica embarcada, apesar de na parte mecânica o Honda ser mais complexo do que o Fiat (motor com comando de válvulas variável e câmbio automático), nos itens de conveniência o Linea apresenta muito mais opções de série, como computador de bordo, ar-condicionado digital, sistema de som com Bluetooth, sensor de estacionamento, termômetro de temperatura externa, entre outros.
Em outras palavras, o Fiat é mais bem equipado e, mesmo menor (pelo menos por dentro), oferece um nível de conforto muito bom. Assim, apesar de o Honda ser maior, ambos modelos atendem bem ao consumidor.

Em movimento

No geral, o Honda New Civic leva ligeira vantagem sobre o Linea quando se está atrás do volante, apesar de o Fiat ter mais recursos tecnológicos do que o Honda e também ser mais econômico nos trajetos urbanos.
Porém, na estrada o Honda gasta menos, e isso é justificado pela diferença de relação de marchas entre os modelos. Aparentemente, as fabricantes pensaram de forma oposta neste quesito, pois a Fiat fez um carro para quem roda muito em trânsito intenso, ao privilegiar o torque a baixas rotações, em conjunto com um câmbio com relações de marchas mais curtas do que o Honda. A diferença é de 27% na primeira e segunda, mas sobe para 29% na terceira, 39% na quarta e impressionantes 52% na quinta.


Não é à toa que em quinta marcha a 120km/h o motor do New Civic está a menos de de 2.500rpm, enquanto o do Linea, em quase 3.500rpm.
Com relação à posição de dirigir, ambos modelos apresentam boa ergonomia, com regulagem de altura e profundidade do volante e bancos. O conforto dos comandos do sistema de som no volante e piloto automático são sempre bem vindos.
Em relação ao comportamento dinâmico, o Honda é mais estável, principalmente em curvas, pois o Linea mostrou ser muito “mole”. Em compensação, os solavancos de pequenas ondulações são muito mais sensíveis no New Civic do que no Fiat.

Manutenção

De forma geral, o Fiat apresenta custo de peças de reposição 20,6% inferior do que o Honda. Dos 25 itens da Cesta Básicas de Peças do jornal Oficina Brasil, o Linea leva vantagem em 17, com destaque para os sistemas de transmissão de força, pois o E.torQ utiliza corrente ao invés de correia de borracha, o que praticamente evita a necessidade de troca do elemento de acionamento, e sistema de ignição, uma vez que o Honda utiliza velas de platina, bem mais caras, porém mais duráveis.

 

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