Oficina Brasil


São todos vencedores!

A primeira edição do Grande Prêmio Motorcraft não reconheceu apenas o melhor reparador independente do Brasil. Revelou histórias de dedicação, perserverança, técnica e, principalmente, paixão pela mecânica veicular contadas aqui em suas biografias

Por Da Redação

Christiano Rinhel Macedo, da Oficina Macedo, em Itapema (SC)Christiano Rinhel Macedo, da Oficina Macedo, em Itapema (SC)
Com 38 anos, há nove atua como reparador independente. Apesar do pouco tempo, comparado aos demais finalistas, e de não ser uma profissão que passou de geração para geração na família, ele garante que “era para ser”. Algo como “estava escrito”. Afinal, desde criança queria ser mecânico. Mas começou a lida na distribuidora de bebidas da família, onde ficou por 15 anos. 

Paralelamente, sempre curioso e interessado, fez cursos, leu muito e arrumava um carro aqui, outro ali. Começou como empregado e, em 2006, abriu seu próprio negócio, fez o ponto, fidelizou a clientela. E continua buscando conhecimento, se aperfeiçoando.
Ele soube do prêmio pelo jornal Oficina Brasil e não titubeou. Achou as questões difíceis, e ficou surpreso quando foi avisado que estava entre os 10. Detalhe: no dia do aniversário da filha.

Na véspera da prova final estava ansioso, como todos, mas confiante. No Sul, a família aguardava, apreensiva, torcendo muito e querendo saber de todos os detalhes. E como estava o pai, que lhe deu o primeiro emprego na empresa da família? “Feliz. Ele sempre apoiou as minhas decisões!”

Claudio de Oliveira Carvalho, da Proauto Diagnóstico e Reparação, em Vacaria (RS)

Claudio de Oliveira Carvalho, da Proauto Diagnóstico e Reparação, em Vacaria (RS)
Diferentemente dos demais finalistas, sua história com a mecânica começou de fato por acaso. Sem influência familiar ou paixão desde criança. Foi quando servia o Exército. Como era um dos poucos do quartel com carteira de habilitação, foi designado para o transporte. Mas ele não queria ser um simples motorista. Para tal, fez o curso de auxiliar de mecânico.

O gosto pela leitura, a curiosidade e o interesse pelo aprendizado contínuo contribuíram para o seu aprimoramento profissional. Quando pediu baixa do serviço militar, aos 26 anos, montou sua própria oficina. 

E lá se vão 20 anos. Felicidade, orgulho, expectativa e ansiedade são alguns dos sentimentos aflorados quando soube que estava entre os finalistas. “É difícil explicar. Mas o melhor é a certeza de que todo o esforço, empenho e dedicação valeram a pena.”

Estar entre os 10 melhores do Brasil já é uma vitória para ele. Viajar de avião pela primeira vez, conhecer São Paulo, a fábrica da Ford, participar de uma ação tão bem organizada e trocar experiência com outros reparadores são alguns dos prêmios que ganhou, independentemente da prova derradeira.

Diego Rafalski, da Mecânica Rafalski, em Mafra (SC)

Diego Rafalski, da Mecânica Rafalski, em Mafra (SC)
O sobrenome e o nome da empresa denunciam: estamos diante de um jovem que herdou a profissão da família. Para ser mais exato, do avô, que passou para o pai, que foi, e ainda é, o grande mestre do filho. Mas o rapaz de 24 anos, com ensino médio completo, não é apenas um herdeiro natural. É um apaixonado por mecânica desde criança.

Também aprendeu o que sabe colocando a mão na massa, lendo e pesquisando muito. A dedicação e empenho são reconhecidos cada vez que chega um novo cliente na oficina, recomendado por outro. Vencer a primeira etapa do prêmio é mais um atestado da sua habilidade. E que atestado, pois as 30 questões foram “muito bem elaboradas, com alto nível técnico”. Mais: uma disputa extremamente acirrada, com 5.600 participantes.

Além de muito orgulhoso, estava confiante e ansioso para a prova prática,  e de compartilhar experiências com outros reparadores, tudo isso em São Paulo, local que sempre quis conhecer.

A família e a namorada ficaram em Mafra, igualmente felizes e, evidentemente, na torcida e com uma certeza absoluta: ele é já é um grande vencedor.

Francisco Parizzi Obice, da Irmão Centro Automotivo, em Toledo (PR)

Francisco Parizzi Obice, da Irmão Centro Automotivo, em Toledo (PR)
Paixão por eletrônica e mecânica, conduziu este profissional de 29 anos ao segmento da reparação independente.

A curiosidade foi preenchida com cursos a distância e muita leitura técnica. Terminou o ensino médio e ingressou na Faculdade de Matemática, da qual desistiu.

A coincidência surgiu em um bate-papo com o atual patrão, que reclamava da falta de mecânicos bons no mercado. Interessado, começou a frequentar a oficina. Durante um mês, um pouco mais, somou à jornada diária 3 horas de estágio. Mais cursos técnicos. 

Entre a primeira conversa e assumir oficialmente a nova profissão, passou-se um ano. E lá se vão seis, com determinação, dedicação e aprendizado contínuo. 

O sucesso na primeira etapa do prêmio ele atribui ao conhecimento acumulado. Estar entre os 10 finalistas é motivo de orgulho para toda a família. Afinal, é um vitorioso, mesmo sem fazer a prova final, no dia seguinte a este bate-papo. 

Dentre os prêmios que já tinha ganhado, viajar de avião pela primeira vez, conhecer a capital paulista e a fábrica da Ford e trocar experiências com colegas de profissão.

Jadir Foiato, da Pavão Auto Center, em Foz do Iguaçu (PR)

Jadir Foiato, da Pavão Auto Center, em Foz do Iguaçu (PR)
Tornar-se reparador independente foi uma obra do destino. O primeiro emprego foi em uma oficina, aos 17 anos, onde fazia de tudo. Gostou da arte e está nela há 28 anos. Aprendeu o ofício no dia a dia. Também é autodidata, lê tudo o que pode sobre o assunto, principalmente sobre regulagem de motor e eletrônica embarcada. Fez cursos pela internet, por correspondência, promovidos por empresas do setor e no SENAI.

Soube do GP Motorcraft, pelo jornal Oficina Brasil, resolveu se inscrever. “A prova foi extremamente técnica e, apesar de ser online, o sistema estava programado para respondermos em apenas uma hora.” Demorou a acreditar quando avisaram que estava entre os 10 melhores.

Naquele momento, já se considerou um vencedor, principalmente porque sabe o quanto os colegas da área estão preparados e se empenham para garantir a satisfação e retribuir a confiança que os clientes depositam no reparador independente. 

Visitar São Paulo, a fábrica da Ford, conhecer a estrutura e o que o SENAI oferece, aprender um pouco mais e desfrutar de momentos agradáveis tornaram a experiência única, da qual não vai se esquecer nunca.

Maurício Orlando, da Oficina Mogi, em Mogi Mirim (SP)

Maurício Orlando, da Oficina Mogi, em Mogi Mirim (SP)
Ele não é o mais jovem entre os finalistas, mas é o que tem menos tempo de profissão: apenas um ano. E o detalhe que torna a sua conquista ainda mais inusitada é o fato de, antes de se envolver no fascinante mundo da mecânica, ter trabalhado apenas na lavoura e no ramo aviário. 

Como mudou completamente de atuação? Por curiosidade. “Quando comprei meu primeiro carro, com 18 anos, mexia, fuçava, queria consertar.”

Começou a fazer cursos pela internet, ler bastante, conversar com outros profissionais, até que um amigo o convidou para trabalhar em sua oficina. Não teve dúvidas: largou a agricultura.

Decidiu participar do GP Motorcraft ao saber da promoção no jornal Oficina Brasil. Apesar de considerar o prova difícil, conseguiu a nota de aprovação.

Na segunda etapa, a sorte estava ao seu lado: foi o selecionado e veio a São Paulo confiante e muito feliz.

Independentemente do resultado final, também se considera um grande vencedor, orgulhoso da sua conquista. Orgulho compartilhado por toda a sua família. 

Não levou o New Fiesta, mas na bagagem voltou com muito aprendizado. Um prêmio para este autodidata, que trocou a enxada pela eletrônica embarcada.

Ricardo Cramer dos Santos, da Aires e Filhos Mecânica e Elétrica, em Santos (SP)

Ricardo Cramer dos Santos, da Aires e Filhos Mecânica e Elétrica, em Santos (SP)
De pai para filho. Assim começou a relação do vencedor do primeiro GP Motorcraft com a mecânica automotiva, temperada com a paixão por carros, evidentemente. Seu primeiro e único local de trabalho, há 27 anos, é na oficina fundada pelo pai, onde iniciou aos 16 anos. Formou-se em Eletrônica na Escola Técnica Federal de São Paulo, em Cubatão, litoral paulista, e fez diversos cursos no SENAI. 

A evolução técnica dos veículos exige aprendizado contínuo. “É preciso se renovar diariamente.”

Participar do concurso, do qual tomou conhecimento pelo jornal Oficina Brasil, também é uma forma de aprender. Não teve dúvidas na hora de se inscrever. Considerou as 30 questões muito técnicas e abrangentes. E, sinceramente, não achou que conseguiria, sobretudo porque a disputa foi “concorridíssima”. Quando avisaram que estava entre os 10 finalistas, demorou a acreditar.

Aproveitou todas as atividades promovidas pela organização, aprendeu um pouco mais, tentou controlar a ansiedade. A esposa não aguentou. Subiu a serra para acompanhar a prova final. Voltaram para a casa com o título de “Melhor Reparador do Brasil” e um New Fiesta.

Silvio Clovis Kersting, da MK1 Oficina Multimarcas, em Panambi (RS)

Silvio Clovis Kersting, da MK1 Oficina Multimarcas, em Panambi (RS)
Com 61 anos, é o mais “experiente” do time de vencedores. Começou com 12 anos, em uma época em que continuava os estudos ou ia trabalhar. Como as escolas eram longe, demandavam mudar de cidade e investimentos da família, a escolha foi automática. O gosto e a curiosidade pelo universo automotivo o levaram para uma oficina mecânica, onde iniciou como aprendiz, fazendo de tudo. Nestes 49 anos de profissão, passou por várias oficinas, inclusive de concessionárias Ford. Há 35 anos, montou seu próprio negócio e, há quatro, tem o filho como sócio.

Com o primário completo, diz que aprendeu tudo na raça, lendo e pesquisando muito, fazendo cursos a distância, participando de treinamentos oferecidos pelas empresas. 

Tímido, de poucas palavras, com a simplicidade encantadora das pessoas do interior, atribui a vitória na primeira fase exclusivamente à sorte, pois achou a prova difícil, muito bem elaborada. 

Veio para a capital paulista disputar a etapa final não muito confiante. Foi preciso repetir várias vezes que, independentemente do resultado, ele já era um grande vitorioso. Deixou a família extremamente orgulhosa.

Thiago de Santana Dantas, de Itumbiara, em Goiás (GO

Thiago de Santana Dantas, de Itumbiara, em Goiás (GO)
Uma das últimas conversas na sexta-feira, 5, véspera da prova final, depois de um dia de visita à fábrica da Ford, tour pelo SENAI, palestras e treinamento, foi com este jovem de 27 anos. Ele entrou neste ramo meio por acaso, meio por influência familiar. Aos 17 anos, procurou um curso técnico no SENAI Itumbiara. Preferia Eletrônica, mas só tinham vagas para o curso de Mecânica Automotiva. Matriculou-se. O tio, que tem uma oficina, ofereceu estágio.

“Comecei na oficina lavando peças. Em menos de um ano, estava montando motores.” Foi convidado para trabalhar em uma concessionária da Mercedes-Benz. O tio deu o maior apoio. Ficou lá por aproximadamente cinco anos, trabalhando com veículos pesados. 

Seguiu fazendo cursos e, para praticar em carros de passeio, frequentava as oficinas dos amigos no fins de semana. 

Soube do GP Motorcraft por e-mail marketing do Oficina Brasil. Resolveu testar seus conhecimentos. Está no time dos que acharam que era uma pegadinha quando ligaram para avisar que estava entre os 10 melhores. Vibrou muito e rumou para a capital paulista, cheio de ansiedade.

Welder Vicente de Santana, do Centro de Tecnologia e Reparação Automotiva, em Aparecida de Goiânia (GO)

Welder Vicente de Santana, do Centro de Tecnologia e Reparação Automotiva, em Aparecida de Goiânia (GO)
Ele tem 36 anos e 24 como reparador independente. Se fizermos as contas e estivéssemos nos dias atuais, a família poderia ser denunciada por explorar o trabalho infantil. Felizmente, os tempos eram outros, e este apaixonado por desmontar e montar tudo o que se movia começou a dar os primeiros passos profissionais na oficina do tio.

Técnico Mecatrônico pelo SENAI, também fez diversos cursos na área e participa de palestras promovidas por empresas do setor. Apesar de toda a formação técnica, afirma que o mais importante para atrair e, principalmente, fidelizar os clientes é “fazer o seu trabalho com paixão, competência, transparência e honestidade”. 

Soube do evento pelo email de divulgação do concurso. 

Estar entre os 10 melhores já o faz um vencedor e reforça a sua crença de que todo o esforço sempre é recompensado.

Em tempo, sem infringir as novas regras ou prejudicar a educação acadêmica do filho de 13 anos, diz que ele o ajuda na oficina. São momentos em que compartilha sua paixão pelo que faz e reforça os valores que não são aprendidos em sala da aula.

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