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Uma frota doente... e perigosa

Se você é fã da máxima, “contra fatos não há argumentos”, não deixe de ler a entrevista com o engenheiro Aquiles Pisanelli nesta edição

Cassio Hervé
17 de outubro de 2013

Se você é fã da máxima, “contra fatos não há argumentos”, não deixe de ler a entrevista com o engenheiro Aquiles Pisanelli na página 28.

Graças ao empenho deste reconhecido profissional documentação inédita e referente avaliação de itens de segurança de mais de mil veículos da frota da cidade de São Paulo nos anos de 2008 e 2009  foi preservada, compilada e agora é divulgada com exclusividade pelo  jornal Oficina Brasil.

Do alto desta farta e qualificada documentação  Pisanelli traça um perfil consistente do estado de conservação da frota e o resultado é impressionante e prova que nossos carros, apesar da idade média de apenas oito anos (se comparado aos 11,3 anos da frota dos EUA), está em péssimo estado.

Este inédito  trabalho é fruto - além do empenho do Engenheiro  Aquiles Pisanelli - de uma ação capitaneada pelo jornal Oficina Brasil e o portal automotivo Webmotors, que entre os anos 2003 a 2011 criaram o Programa Agenda do Carro (cuja evolução resultou no atual programa Guia de Oficinas Brasil).

Como muitos podem lembrar a  Agenda do Carro foi o primeiro movimento no aftermarket de  conscientização de donos de carro e profissionais da reparação sobre a importância da manutenção preventiva, não só em prol da segurança do trânsito, mas também para garantir mais economia para o dono do carro, uma forma mais inteligente de trabalho nas oficinas e inquestionáveis  benefícios ao  meio ambiente.

Neste período uma das ferramentas utilizadas pela Agenda do Carro para conscientização de donos de carros sobre as vantagens da manutenção preventiva envolvia a realização de  “pit stops”, que aconteciam em área púbicas como shoppings e supermercados. Estes pit stops ganharam  o  apoio da  CET (Companhia de Engenharia do Tráfego de São Paulo), que auxiliava na organização das inspeções.  Com esta iniciativa a Agenda do Carro  ganhou a simpatia  da grande mídia que passou a divulgar as ações de inspeção oferecidas gratuitamente aos donos de carros.  Do ponto de vista técnico as inspeções itinerantes  tinham limitações significativas e alguns itens (principalmente de segurança) não podiam ser avaliados com profundidade.  

Porém o sucesso desta iniciativa foi tão grande que o jornal decidiu investir numa completa linha de inspeção técnica de segurança  veicular que foi instalada em espaço disponibilizado pela  CET em São Paulo, para as avaliações ganharem mais qualificação. O equipamento operado por competentes técnicos e obedecendo a normas ABNT tinha capacidade de checar, em profundidade,  itens de segurança como freios, direção e suspensão. 

Por esta linha de inspeção mais de mil veículos foram avaliados sob a coordenação  do Engenheiro Pisanelli,  que nesta época atuava na CET, que entre outras atividades lidava com os dados gerados pelas inspeções.

Os relatórios agora trazidos a luz pelo Engenheiro Pisanelli  reúnem fatos irrefutáveis sobre o real estado da frota circulante na maior capital do País.A leitura atenta dos relatórios divulgados falam por si e entre outras reflexões nos fazem lamentar o fato do atual impasse vivido na cidade de São Paulo quanto ao futuro da inspeção de emissões. Não é difícil imaginar que se a inspeção de emissões for descontinuada o “sonho” da inspeção técnica será definitivamente enterrado.

Com este retrocesso quem perde é o Brasil, pois nossa frota além de voltar a contaminar o ar que respiramos continuará provocando acidentes por colapso de sistemas de segurança.

Graças aos fatos evidenciados por este trabalho não há mais discussão, nossa frota está doente e roda com defeitos graves envolvendo sistemas de segurança, num cenário onde quem perde é o dono do carro, o mercado de reposição e a sociedade em geral.

Em termos de serviços a perda é imensa para a indústria da reparação, pois os dados provam que os veículos rodam com muitos reparos a serem feitos  e que se fosse implantada a inspeção técnica, milhões de reais seriam injetados no aftermarket, e tal fato  que seria ótimo para os negócios em nossa indústria, seria ainda melhor para o Brasil pelo saneamento que oportunizaria a nossa mal conservada, e perigosa,  frota.


Boa leitura!

Cassio Hervé - Diretor

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