Oficina Brasil
Início
Notícias
Fórum
Vídeos
Treinamentos
Jornal
Para indústrias
Quem Somos
EntrarEntrarCadastre-se
Oficina Brasil
EntrarEntrarCadastre-se

Notícias

Página Inicial
Categorias

Vídeos

Página Inicial
Categorias
Fórum

Assine

Assine nosso jornalParticipe do fórum
Banner WhatsApp
Comunidades Oficiais
WhatsApp

Oficina Brasil

NotíciasComunidadeFórum

Oficina Brasil Educa

Treinamentos

Jornal Oficina Brasil

Conheça o JornalReceba o Jornal na sua Oficina
Oficina Brasil

A plataforma indispensável para uma comunidade forte de reparadores.

Oficina Brasil 2025. Todos Direitos ReservadosPolítica de Privacidade
  1. Home
  2. /
  3. Editorial
  4. /
  5. Em tempo de crise no setor automotivo o porto seguro é o mercado de reposição

Em tempo de crise no setor automotivo o porto seguro é o mercado de reposição

No mercado real, aquele que acontece no dia a dia das oficinas, a falta de peças é considerado um grande problema. Peça é um insumo crítico na oficina e na falta das soluções usuais

Marcelo Gabriel
12 de maio de 2014

Há alguns meses que venho colecionando recortes de jornal e revistas, além de impressão de páginas da Internet que, como diria o saudoso “Gabo” (Gabriel García Marquez), já pre diziam uma morte anunciada. Vamos a alguns destes recortes. Em 21 de outubro de 2013 o jornal meio&mensagem trazia estampado em sua capa: “Recorde de marcas agita mercado automobilístico” e no corpo da matéria alertava os profissionais de Marketing das montadoras que o número recorde de fabricantes e a ampla oferta de modelos iria tornar cada vez mais difícil a luta por pontos de market share, pois além da concorrência nas concessionárias a atenção dos potenciais compradores seria dividida entre mais mensagens e mais apelos.

 Em 12 de março de 2014 o jornal Valor Econômico trouxe reportagem intitulada: “Montadoras vivem nova fase com foco no preço”, numa clara alusão ao ciclo econômico que se afigurava no horizonte, onde a oferta sendo superior à demanda força os fabricantes a disputar market share no caminho inverso da diferenciação, partindo para guerra de preços e que traz, como efeito colateral, desgaste no relacionamento com os fornecedores.

 Daí para a próxima má notícia se passaram apenas 14 dias. Em 26 de março de 2014, no mesmo jornal Valor Econômico a chamada: “Montadoras cortam a produção” e a reportagem atribui a queda nas exportações para a Argentina e o desaquecimento do consumo doméstico como principais motores da desaceleração produtiva.

Passado o mês de março, a notícia trazida pelo jornal Valor Econômico em 1º de abril de 2014 traz mais um prenúncio da eminente situação em Valor Econômico que destaca: “Venda de veículos novos cai para o nível mais baixo em 13 meses”, protagonizando assim uma queda de 15,2% nas vendas de março de 2014 quando comparadas a março de 2013.

Passada uma semana, a notícia trazida pelo jornal Valor Econômico de 08 de abril de 2014 chama a atenção pelo inusitado do título: “Carro de luxo dribla trimestre ruim e bate recorde de vendas”. Na contramão do que se vive nas montadoras locais, os registros de importação apontaram em direção contrária e as montadoras alemãs Audi, BMW e Mercedes-Benz registraram novo recorde de vendas. Apenas a Audi vendeu no 1º trimestre de 2014 o equivalente a 42% da venda em todo o ano de 2013. Na mesma matéria é apontada a derrocada das quatro grandes, com uma variação negativa no market share que em 2013 foi de 67,5%, passando para 66,9%. Podemos dizer que 0,6% não é uma queda expressiva mas lembram do que avisou meio&mensagem em outubro de 2013 e Valor Econômico em 12 de março de 2014? Eis a crônica da morte anunciada de Gabriel García Marquez.

E por fim a constatação pública do que vimos apregoando há mais de uma década estampa as páginas do jornal Valor Econômico de 28 de abril de 2014: “Reposição salva venda de pneus”. Alberto Mayer, presidente da ANIP, destaca que a despeito da queda de encomendas das montadoras, a produção dos fabricantes nacionais de pneus segue em alta, como resultado da agressividade no mercado de reposição que concentra quase metade das vendas. Destacamos o papel da reposição no mercado de pneus na edição de dezembro de 2013 do Jornal Oficina Brasil que trouxe os resultados da pesquisa sobre Hábitos do Reparador em relação a Pneus.

Em conversa recente com alguns executivos de importantes fabricantes de autopeças o sentimento é muito similar ao expressado pelo presidente da ANIP, ou seja, com esta redução nas vendas para as montadoras é chegado novamente o momento da turma da reposição salvar as vendas. Mas a dúvida que assola a grande maioria dos líderes é a seguinte: e quando as montadoras voltarem a comprar? Vamos continuar dando desculpas aos parceiros comerciais pela falta de peças e deixar espaço para outras marcas, outras fontes, outros players?

No mercado real, aquele que acontece no dia a dia das oficinas, a falta de peças é considerado um grande problema. Peça é um insumo crítico na oficina e na falta das soluções usuais (marcas conhecidas, canais conhecidos) algumas opções vêm ganhando espaço e relevância (veja matéria publicada na seção Mercado da edição de abril de 2014), principalmente a concessionárias que, por sua vez, salvam as vendas perdidas das montadoras. É para refletir.

 

Boa leitura!

 

Marcelo Gabriel é Diretor  da CINAU

 

Acessar Manuais Técnicos
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Editorial
Editorial
UMA PROFISSÃO
Editorial
Editorial
2023, um ano com o dobro de oportunidades
Editorial
Editorial
O Novo Normal