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Transmissões de dupla embreagem –DSG - possuem vantagens e também apresentam problemas

Atualmente, o setor automotivo dos segmentos leve, médio, pesado e fora de estrada é dominado por transmissões manuais na Europa e nos Estados e Japão o que predomina são as transmissões automáticas

Carlos Napoletano
21 de fevereiro de 2020

Estes dois tipos de transmissões possuem vantagens e desvantagens específicas:

As vantagens das transmissões manuais são, por exemplo:

• Alto grau de eficiência;

• Projeto mais simples;

• Características de robustez e esportividade.

As vantagens das transmissões automáticas são, por exemplo:

• Alto nível de conforto, sobretudo nas mudanças de marcha, pois não existe interrupção da força de tração.

• Mais segurança, pois o usuário não necessita retirar as mãos do volante para as mudanças de marcha, prestando mais atenção ao tráfego.

• Sobrevida do motor, pois a transmissão realiza as mudanças nas condições de maior economia e rotações mais condizentes com o projeto do motor.

Isto fez com que alguns fabricantes, como a Volkswagen e Audi, pensassem em combinar ambos os conceitos em uma nova geração de transmissões, a Transmissão de Engates Diretos, ou DSG na sigla em inglês.

Graças ao projeto de uma embreagem dupla de discos múltiplos e diferentes programas de seleção de marchas, ela é perfeitamente capaz de atender ao alto grau de exigência em conforto aos motoristas que antes exigiam transmissões automáticas.

Adicionalmente, com a seleção direta de marchas de maneira rápida, sem perda de torque, ela também oferece um alto nível de prazer de dirigir aos motoristas que exigem uma condução mais esportiva, como a transmissão manual. 

Em ambos os casos, o consumo e combustível é o mesmo daqueles veículos equipados com transmissões manuais.

Mas existem também problemas com estas transmissões DSG e estes, podemos dizer que são a unidade mecatrônica. Esta unidade está instalada dentro da transmissão e aquece muito e algumas vezes as eletroválvulas apresentam defeitos. Também um problema comum com as unidades mecatrônicas é um módulo de controle sujeito a defeitos. Isto é mais comumente visto quando a temperatura da transmissão sobe acima de 140 graus Celsius, pois começamos a notar códigos de falha tais como o 18222 (P1814 – Válvula de controle de pressão 1 – N215), circuito aberto ou curto à massa, ou alguns outros códigos de curto em outras eletroválvulas.

A maioria das eletroválvulas podem ser revisadas e limpas, porém até agora ninguém conseguiu reformar de maneira satisfatória a válvula de controle de pressão N215 ou a válvula de controle de pressão N216. 

Alguns dos problemas mais comuns de falha na unidade mecatrônica são:

• As luzes PRNDS no painel de instrumentos piscando, sendo que a transmissão é levada à condição de emergência, permanecendo em NEUTRO.

• Engate mais duro da 1ª marcha (tranco no engate) a partir da posição de veículo parado. Isto pode ser causado por uma perda de calibração das embreagens de maneira que o técnico pode “salvar o dia” executando sua recalibração com um escanner apropriado.

• Reduções duras (trancos) da 3ª para a 2ª e da 2ª para a 1ª marcha, seguido por um ruído alto, tipo “clank”.

• Vibrações nas retomadas de marcha ou saindo com o veículo.

• Vibrações durante as trocas de marcha.

• Perda de potência entre 1.200 a 2.000 rpm. O veículo se comporta como se tivesse falta de alimentação do motor.

Alguns problemas podem ser causados por alta de fluido dentro da unidade. Verifique sempre o nível e a qualidade do fluido antes de tentar reparar a transmissão. Estas falhas a seguir são causadas por falta de fluido ou fluido vencido:

• 18222 P1814 Válvula de controle de pressão 1 (N215) aberta ou curto à massa.

• 18223 P1815 Solenoide de controle de pressão 1 (N215) curto ao positivo.

• 18226 P1818 Solenoide de controle de pressão 2 (N216) mau funcionamento elétrico.

• 18227 P1819 Solenoide de controle de pressão 2 (N216), aberto ou curto a massa.

• 18228 P1820 Solenoide de controle de pressão 2 (N216), curto ao positivo.

• 18231 P1823 Solenoide de controle de pressão 3 (N217), mau funcionamento elétrico.

• 18232 P1824 Solenoide de controle de pressão 3 (N217), aberto ou curto à massa.

• 18233 P1825 Solenoide de controle de pressão 3 (N217), curto ao positivo.

• 18236 P1828 Solenoide de controle de pressão 4 (N218), mau funcionamento elétrico.

• 18237 P1829 Solenoide de controle de pressão 4 (N218), aberto ou curto à massa.

• 18238 P1830 Válvula de controle de pressão 4 (N218), curto ao positivo.

• 18241 P1833 Solenoide de controle de pressão 5 (N233), mau funcionamento elétrico.

• 18241 P1834 Solenoide de controle de pressão 5 (N233), aberto ou curto à massa.

• 18243 P1835 Solenoide de controle de pressão 5 (N233), curto ao positivo.

• 18246 P1838 Solenoide de controle de pressão 6 (N371), mau funcionamento elétrico.

• 18247 P1839 Solenoide de controle de pressão 6 (N371), aberto ou curto à massa.

• 18248 P1840 Solenoide de controle de pressão 6 (N371), curto ao positivo.

A causa mais provável de alguns códigos de falhas são problemas mecânicos, porém também podem ser causados por falha da unidade mecatrônica.

• 19143 P2711 Desengate mecânico da marcha inesperado/implausível – intermitente.

Antes de tentar reparar a unidade mecatrônica ou a transmissão DSG, certifique-se de verificar no veículo os seguintes itens:

• Se TODOS OS SENSORES DO ABS estão trabalhando em perfeitas condições. Pode-se monitorar o funcionamento dos mesmos através do escanner, principalmente os sensores das rodas de tração.

• Substitua o fluido da transmissão, seu filtro e faça a adaptação dos parâmetros da transmissão corretamente.

• Verifique se não existem erros no sistema de alimentação do motor do veículo. Caso existam, devem ser corrigidos ANTES de se pensar em trabalhar na transmissão.

• Veja se a válvula EGR está operando corretamente o motor funciona como deveria.

• Veja se não existem mangueiras no sistema de alimentação que permitam a entrada de ar sem ser medido.

ALGUNS CUIDADOS A SEREM TOMADOS COM AS TRANSMISSÕES DSG, OS QUAIS DEVEM SER INFORMADOS AO CLIENTE:

• Troque o fluido da transmissão DSG e seu filtro em no máximo a cada 50.000 quilômetros, pois estas transmissões são particularmente sensíveis a deterioração do fluido. 

• Tente não causar superaquecimento no veículo e não o exija ao limite quando ele estiver muito quente.

• Mantenha o motor em boas condições de funcionamento. (Os menores problemas podem influenciar como a transmissão reage e efetua as trocas de marcha).

• De vez em quando, verifique a condição dos rolamentos das rodas e se perceber que estão ruidosos, substitua-os, pois eles possuem o gerador de pulsos em sua carcaça.

• Evite entrar com o veículo em locais alagados, sempre que possível, para evitar maus contatos.

Solenoide regulador de pressão das embreagens 

• Mantenha o compartimento do motor sempre limpo e a cada 2 ou 3 anos limpe todos os conectores à massa no compartimento do motor.

• Verifique a condição do líquido de arrefecimento do motor regularmente, substituindo-o a intervalos recomendados, e se ele baixar, sem se saber onde a água está indo, verifique a transmissão quanto à contaminação por água. Os trocadores de calor das transmissões DSG tendem a se danificar, contaminando o fluido da transmissão e danificando-a irremediavelmente.

Com alguns cuidados e os procedimentos de reparação corretos, a transmissão DSG poderá ter um desempenho satisfatório ao longo de toda a sua vida útil. 

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