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Como identificar um veículo equipado com ar-condicionado que utiliza o gás R-1234yf

Alguns carros não tem o selo que identifica o tipo de gás aplicado no sistema de ar-condicionado e a opção mais prática seria observar as conexões de serviço, mas são muito parecidas

Antonio Gaspar de Oliveira
14 de junho de 2022

Os mercados da Europa, Ásia e América do Norte estão fabricando carros equipados com o novo gás refrigerante R-1234yf, aplicado inclusive nos carros elétricos.

Com a chegada de carros importados no Brasil, já temos veículos sendo comercializados com este novo gás refrigerante, por isso que os especialistas em ar-condicionado devem ficar atentos com os cuidados e custos.

Apenas para entender, vamos descrever as fases e as melhorias dos gases refrigerantes, são três os mais utilizados nos veículos: o R-12, o R-134a e o atual R-1234yf.

O gás refrigerante R-12, que é um CFC (CloroFluorCarbono), foi utilizado em larga escala e por muito tempo pelas montadoras de veículos pelo mundo, por sua eficiência no sistema de ar-condicionado dos veículos. 

Devido ao impacto negativo para o meio ambiente, que este gás proporciona, como a destruição da camada de ozônio, além do potencial de aquecimento global que é elevado, teve sua utilização finalizada em 1994.

O gás refrigerante R-12 foi substituído pelo R-134a, que é um HFC (HidroFluorCarbono), que passou a ser o gás refrigerante mais usado pela indústria automotiva a partir de 1995. Com o apelo ambiental de não destruição da camada de ozônio e menor potencial de aquecimento global em comparação com o R-12, o R-134a também cumpriu a sua fase e foi substituído pelo R-1234yf (HFO (HidroFluorOlefina).

A base técnica e científica para estas mudanças de gás refrigerante, são os Protocolos de Montreal e Kyoto, que foram assinados pela maioria dos países.

Uma das orientações contidas nestes protocolos é o uso de gases com um potencial de aquecimento global menor que 150 e o R-134a não oferece estas condições para atender este requisito. De forma gradual, foram estabelecidas algumas fases para realizar a transição do gás refrigerante R-134a para o R-1234yf, nos veículos novos fabricados a partir de 2017, nos países que adotaram este compromisso, que não inclui o Brasil.

Com a produção de carros visando o mercado global utilizando o gás refrigerante de baixo potencial de aquecimento global (GWP), o gás refrigerante R-1234yf passou a ser utilizado na Europa, ampliando o seu uso quando os EUA também adotaram este padrão na fabricação dos seus automóveis.

Antes de ser adotado pela indústria automotiva, o R-1234yf passou por avaliações e testes, pois o ideal seria mudar o gás refrigerante sem ter que alterar muitos componentes do sistema de ar-condicionado.

Foram testados outros gases refrigerantes, mas o R-1234yf mostrou ser o mais indicado para esta nova etapa de uso de um produto que não afeta o meio ambiente e tem boa capacidade de refrigeração.

Para quem está na atividade de reparo de sistemas de climatização, se já não pegou um carro com o gás refrigerante R-1234yf, em breve terá que enfrentar este novo desafio.

O sistema que utiliza este novo gás refrigerante é muito parecido com o sistema que usa o R1234a, começando pela comparação da pressão e temperatura do R-1234yf e do R-134a, que é bem semelhante e isso mantém o mesmo ciclo de refrigeração com o novo gás refrigerante.

Para garantir um melhor desempenho, os sistemas que usam o novo gás refrigerante são equipados com um evaporador compatível com esta nova tecnologia.

É preciso fazer um bom investimento em equipamentos de coleta e reciclagem do R-1234yf, pois possuem recursos avançados que verificam a existência de vazamento e também analisam o grau de pureza do novo gás refrigerante.

Como todo sistema de ar-condicionado precisa ser bombeado, quem realiza esta operação é o compressor, que bombeia o novo gás refrigerante, comprime o gás que está com baixa pressão para a condição de alta pressão e neste processo ocorre o aquecimento do gás refrigerante.

O gás refrigerante aquecido e com alta pressão é direcionado por um tubo de diâmetro menor até ao condensador, que tem a função de trocar calor, fazendo o gás refrigerante baixar a sua temperatura, se condensando em um líquido enquanto esfria e a próxima etapa do gás refrigerante é entrar no filtro secador para filtrar e absorver qualquer umidade do sistema.

Para a próxima etapa, é interessante saber que o R-1234yf absorve um pouco menos de energia por unidade de fluxo em um ciclo de refrigerante, em comparação com o R-134a e para compensar essa pequena diferença, os novos sistemas com R-1234yf, utilizam um trocador de calor interno (IHX) ou também chamado de trocador de calor de linha de sucção (SLHX)), que contribui para aumentar o nível de desempenho deste novo sistema.

Olhando para este componente, que na verdade é um tubo dentro de outro tubo, que transfere calor entre os circuitos de baixa e alta pressão, este processo gera uma transferência de calor na qual o refrigerante líquido de alta temperatura do lado de alta é parcialmente resfriado antes de entrar na válvula de expansão, aumentando a eficiência do ciclo de refrigeração do R-1234yf e melhorando o desempenho geral do sistema.

Neste estágio, o gás refrigerante frio de baixa pressão vai para o evaporador, que é o único componente do sistema de ar-condicionado que está realmente no habitáculo.

Como o gás refrigerante está frio, um ventilador elétrico empurra o ar através das aberturas para dentro da cabine do habitáculo do carro. O gás refrigerante tem um ponto de ebulição muito baixo e em contato com o ar da cabine, absorve o calor, provoca a evaporação e rapidamente volta para a forma de gás, daí este componente ser chamado de evaporador.  

O novo gás refrigerante R-1234yf tem vantagens e desvantagens em relação ao R-134a:

Vantagens

• É eficiente;

• Menos riscos de recuperação de fluido contaminado;

• Recarrega mais rápido com quase todo o fluido sendo recuperado;

• Recupera 95% do refrigerante no sistema;

• No caso de detecção de vazamentos, o sistema não recarrega.

Desvantagens

• A maioria das oficinas especializadas e até concessionárias não tem equipamento para testar e carregar o novo gás refrigerante R-1234yf.

• É muito mais caro e complicado para realizar a manutenção, o custo pode ser de até 5 vezes mais caro.

• Lembrando que é inflamável e é preciso tomar todas as precauções de segurança.

Mesmo depois de toda descrição do R-1234yf, é preciso estar muito atento para identificar se o carro está usando este novo gás refrigerante. Caso tenha o selo ou adesivo informando o tipo de gás, fica muito mais fácil, mas nem todos os carros possuem esta informação.

Observar rapidamente o formato dos engates/tomadas de serviços instaladas nos tubos de alta e de baixa pressão, mesmo para os mais experientes pode ser perigoso, pois são bem parecidas com as tomadas do sistema com R-134a, seja cauteloso e elabore um orçamento adequado, considerando o que já foi comentado nesta matéria.

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