
Segundo o especialista, o líquido de arrefecimento percorreu internamente o chicote elétrico por capilaridade até atingir componentes do sistema de injeção eletrônica, incluindo a válvula wastegate da turbina. “O líquido de arrefecimento vai transitando pelo fio, pelo chicote elétrico mesmo do carro, e acaba afetando vários componentes do sistema de injeção eletrônica”, explicou Cleyton André. O motivo do problema Durante a gravação, o mecânico mostrou na prática os testes realizados com multímetro para verificar o funcionamento da válvula. De acordo com André,, o componente opera de forma semelhante a sensores de posição utilizados no pedal do acelerador e no corpo de borboleta, trabalhando com variação de tensão. Além do diagnóstico eletrônico, a equipe enfrentou dificuldades para validar o reparo devido à incompatibilidade de peças importadas paralelas. Duas válvulas novas adquiridas para o veículo apresentaram problemas diferentes: uma não eliminava o código de falha e a outra apresentava divergência mecânica nas medidas da haste. “Essa é a segunda peça nova importada que utilizamos e que não funciona corretamente no carro”, afirmou o mecânico. Outro desafio encontrado pela oficina foi o acesso ao módulo eletrônico do veículo. Segundo Cleyton, a Audi utiliza travas metálicas de proteção nos conectores para evitar violações, o que aumenta o tempo necessário para testes e inspeções. Solução cara Apesar da complexidade do caso, o profissional destacou que o diagnóstico em si não é difícil para quem compreende o funcionamento do sistema. O principal desafio está em validar completamente a integridade do chicote elétrico e da unidade de comando após o contato com o líquido de arrefecimento. Leia também “O diagnóstico segue o mesmo conceito de um sensor de pedal ou de borboleta do acelerador. O problema é garantir que o líquido não tenha afetado outros componentes do sistema”, comentou. Ao final do atendimento, a solução encontrada foi recomendar ao cliente a substituição da peça original. Segundo a oficina, apenas a válvula wastegate genuína pode custar entre R$ 4 mil e R$ 4,5 mil. “A gente trabalha bastante com peças importadas e alternativas de qualidade, mas nesse caso não teve jeito. Vamos precisar recorrer à peça original para resolver definitivamente o problema”, concluiu Cleyton André.
O defeito identificado na válvula wastegate gerou o código de falha P2564, relacionado ao circuito do sensor de posição do componente. Embora inicialmente a peça tenha voltado a funcionar após limpeza, o problema reapareceu posteriormente devido à contaminação interna causada pelo líquido de arrefecimento.Audi Q3 EA211 com VAZAMENTO no CABEÇOTE? Entenda falha na Wastegate e no sensor | Oficina Sem Filtro
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