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  5. Stellantis substitui correia banhada a óleo por corrente de comando nos motores PureTech na Europa

Stellantis substitui correia banhada a óleo por corrente de comando nos motores PureTech na Europa

Mudança implementada na Europa busca elevar a confiabilidade dos propulsores e encerra uma solução que acumulou críticas de consumidores e reparadores ao longo dos últimos anos

Felipe Salomão
09 de junho de 2026
Imagem sem descrição

A Stellantis promoveu uma importante atualização em sua família de motores PureTech ao adotar a corrente de comando no lugar da tradicional correia dentada banhada a óleo. A alteração, que passa a integrar a configuração original dos novos motores comercializados na Europa, faz parte da evolução técnica do conjunto agora denominado Turbo 100 e tem como principal objetivo aumentar a durabilidade e a confiabilidade do sistema.

A substituição representa uma mudança significativa na arquitetura dos motores desenvolvidos pela fabricante e ocorre após anos de questionamentos envolvendo a utilização da correia banhada a óleo em diferentes mercados. Embora a solução tenha sido criada para reduzir atritos internos e contribuir para a eficiência energética do propulsor, casos de desgaste prematuro acabaram impactando sua reputação.

Em determinadas situações, a degradação da correia podia gerar partículas que contaminavam o lubrificante, comprometendo o fluxo de óleo e exigindo intervenções de manutenção antes do previsto. Em cenários mais críticos, o problema poderia afetar componentes internos do motor, elevando os custos de reparo.

Com a adoção da corrente de comando, a Stellantis aposta em um sistema tradicionalmente reconhecido pela maior resistência ao desgaste e pela longevidade. Em condições normais de utilização, a corrente pode acompanhar toda a vida útil do motor, reduzindo a necessidade de substituições periódicas e contribuindo para menores custos de manutenção ao longo do tempo.

Todavia, a mudança não chega de forma inesperada, uma vez que nos últimos meses, a fabricante já havia disponibilizado na Europa kits de conversão destinados a veículos equipados com motores PureTech das marcas Citroën, Peugeot, DS Automobiles, Opel e Vauxhall. A iniciativa foi interpretada como uma resposta às reclamações registradas por consumidores e oficinas independentes, antecipando a atualização que agora passa a integrar a produção dos novos motores.

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Reflexos no mercado

Além dos benefícios técnicos, a alteração também busca fortalecer a imagem da família de motores da Stellantis junto ao mercado europeu. Amplamente utilizada em veículos compactos e em aplicações híbridas leves, a linha PureTech continua sendo uma das bases da estratégia de eletrificação gradual da companhia.

A decisão também reacende o debate sobre o uso da correia banhada a óleo em motores de três cilindros. No Brasil, por exemplo, a Chevrolet mantém a tecnologia em modelos como Onix, Onix Plus, Tracker e Montana. Embora o sistema apresenta vantagens relacionadas à redução de ruído e atrito interno, também foi alvo de relatos envolvendo desgaste antecipado da correia e restrições no sistema de lubrificação.

Diante dessas ocorrências, a General Motors optou por aprimorar os procedimentos de manutenção, reforçar a utilização do lubrificante homologado e ampliar a cobertura de garantia para determinados componentes do conjunto. A estratégia difere da adotada pela Stellantis, que optou por uma revisão estrutural do projeto ao migrar para a corrente de comando. Com a chegada dos motores Turbo 100, a fabricante inaugura uma nova etapa para a família PureTech, buscando recuperar a confiança dos consumidores e consolidar uma solução mais robusta para os modelos compactos das marcas Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall.



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