
A manutenção do sistema de freios exige atenção aos componentes hidráulicos que trabalham diretamente no acionamento das rodas. No Chevrolet Prisma 2019 mostrado no quadro Oficina Sem Filtro, do Canal da Oficina Brasil no YouTube, o procedimento envolveu a substituição preventiva dos cilindros de roda, além da preparação para a troca do cilindro mestre e posterior sangria do sistema. A segunda parte do procedimento deve abordar a continuidade da montagem e a sangria do sistema de freios, completando a sequência iniciada neste serviço.
O veículo utilizado no serviço tinha 67 mil quilômetros e, segundo João Marcos, proprietário da Caring Car, apresentava bom estado geral e histórico de cuidados por parte do proprietário. Mesmo sem um vazamento evidente no momento da desmontagem, a decisão foi pela substituição preventiva dos cilindros de roda. “O cilindro de roda é o que faz muito mais manutenção. O cilindro mestre não troca tanto igual ao cilindro de roda”, explica João Marcos, proprietário da Caring Car.

A escolha também está relacionada ao comportamento do fluido de freio ao longo do tempo. Conforme explicado durante o procedimento, quando a substituição do fluido não é realizada corretamente, ele perde suas características e pode contribuir para danos aos componentes hidráulicos. A própria Controil reforça que a manutenção do sistema de freios deve considerar o estado do fluido e recomenda utilizar o produto especificado pelo fabricante do veículo.

Antes de partir para a remoção das peças, o primeiro procedimento realizado foi a avaliação do reservatório e do fluido de freio. A tampa foi retirada para verificar a existência de crostas ou resíduos excessivos, que poderiam indicar alteração no estado do fluido.
No Prisma avaliado, o fluido apresentava aspecto considerado adequado, sem sujeira aparente ou formação excessiva de resíduos. Ainda assim, como o serviço envolveria a abertura do circuito hidráulico, o fluido retirado não seria reaproveitado.
Esse é um ponto importante para a oficina: ao substituir um componente hidráulico e realizar a abertura do circuito, o procedimento apresentado no vídeo considera a substituição do fluido e a posterior sangria do sistema. A orientação oficial da Controil também é utilizar o fluido especificado pela montadora.

Com a avaliação inicial concluída, começa a desmontagem das rodas para permitir o acesso ao sistema de freio traseiro a tambor. No procedimento mostrado, é retirado o parafuso responsável pela fixação e, em seguida, o tambor é removido para liberar o acesso ao cilindro de roda.
A desmontagem das rodas dianteiras também faz parte do processo porque, depois da substituição dos componentes, será realizada a sangria nas quatro rodas. João Marcos destaca que, quando há intervenção no cilindro de roda e no cilindro mestre, a sangria precisa contemplar o sistema completo, seguindo o procedimento adotado pela oficina.
Na rotina da Caring Car, o serviço apresentado é executado dentro de uma organização de linha rápida, com dois profissionais envolvidos: um responsável pelo serviço e outro dando suporte à execução. Segundo João, o tempo estimado para esse tipo de trabalho é de aproximadamente 1 hora e 40 minutos, considerando o processo realizado na oficina.

O cilindro de roda recebe a pressão hidráulica proveniente do sistema de freio e transforma essa pressão em força mecânica para movimentar as sapatas contra o tambor. No componente retirado do Prisma, é possível identificar a região de entrada do fluido, o sangrador e os pontos utilizados para a fixação do cilindro.
Quando o sistema é acionado, o fluido pressurizado movimenta internamente os elementos do cilindro, que transmitem essa força às sapatas. Os elementos de vedação são fundamentais para manter a pressão hidráulica e impedir vazamentos.
A Controil descreve o cilindro de roda como um componente essencial do sistema de freio hidráulico e informa que seus produtos utilizam vedação padrão OEM, acabamento interno de baixa rugosidade e controle de qualidade com testes realizados ao final da linha de produção.

Um dos pontos destacados durante o vídeo é que a substituição dos cilindros de roda deve contemplar os dois lados do eixo. Embora a gravação se concentre no lado traseiro direito para mostrar o procedimento, o lado esquerdo também recebeu a manutenção. O processo é semelhante nos dois lados, e a orientação apresentada pela equipe é evitar a substituição de apenas um cilindro quando a manutenção preventiva do eixo está sendo realizada.
Com o componente desmontado, o fluido começa a sair do circuito. Segundo João Marcos, isso é esperado durante a abertura do sistema e faz parte do processo de substituição e sangria. O fluido que foi retirado não deve ser simplesmente recolocado no reservatório. A orientação apresentada é que, se o nível estiver baixando ou houver necessidade frequente de completar o reservatório, a oficina deve investigar a causa, pois pode existir um vazamento no sistema.

Outro ponto ressaltado no vídeo é a necessidade de utilizar ferramentas adequadas para realizar o serviço. A manutenção do sistema de freios hidráulicos não deve ser tratada como um procedimento doméstico ou improvisado. Durante a sangria, por exemplo, a oficina utiliza equipamento para coletar o fluido retirado do sistema, evitando que o produto seja lançado no chão.
Além disso, a Controil também recomenda ferramentas apropriadas em intervenções no sistema hidráulico. Para o cilindro mestre, por exemplo, a empresa orienta o uso de chave de tubulação adequada na remoção e instalação das conexões, justamente para evitar danos aos terminais.

Com o cilindro antigo removido, entra em cena o componente novo da Controil. Um dos cuidados apresentados é confirmar corretamente a aplicação antes da instalação. Durante o vídeo, é citado o Auto Experts, catálogo digital da Controil que permite consultar peças por montadora, modelo, código e outras informações de aplicação. A plataforma também recebe atualizações de produtos e aplicações.
Para o mecânico, a consulta por veículo, placa ou identificação do veículo antes da compra reduz a possibilidade de selecionar um componente incorreto. Em um sistema de segurança como o freio, a conferência da aplicação precisa fazer parte do processo de compra e instalação.
A garantia também aparece como parte importante do serviço. No vídeo, é informado que o produto Controil possui seis meses de garantia, e que o processo exige a apresentação da garantia e da nota fiscal, com o preenchimento das informações necessárias pelo profissional.
Essa orientação é relevante para a oficina porque a documentação da compra e da instalação deve ser preservada. Em resposta pública, a própria Controil informa que o prazo de garantia de seus produtos é de seis meses a partir da data de compra e exclusivamente para defeitos de fabricação, não abrangendo situações de instalação fora das especificações, mau uso ou má instalação.
Assim, além de escolher corretamente a aplicação, o reparador deve registrar a compra, manter a documentação e executar a instalação de acordo com as especificações do componente e do veículo.
Antes da montagem do novo cilindro de roda, o procedimento mostrado no Prisma inclui uma etapa de limpeza. A retirada da sujeira acumulada na região do tambor e dos componentes do freio é tratada como parte do padrão de serviço da oficina. A lógica é simples: instalar uma peça nova em um conjunto contaminado ou excessivamente sujo pode comprometer o resultado da manutenção.
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A limpeza deve deixar a região preparada para receber o novo componente e permitir uma inspeção adequada das demais peças do conjunto. Durante o procedimento, a equipe também verifica as condições das lonas e demais componentes antes de decidir se existe necessidade de substituição. No veículo mostrado, o conjunto avaliado não exigia a troca da lona.
Com a área limpa e o conjunto preparado, começa a instalação do cilindro de roda novo. A peça deve ser posicionada corretamente e fixada conforme o sistema do veículo, utilizando as ferramentas adequadas. A tubulação hidráulica também deve ser conectada corretamente, preservando a integridade das conexões.
Depois da instalação, o serviço não termina com a simples montagem do componente. O procedimento mostrado inclui a limpeza do conjunto, a montagem, a verificação dos componentes e, posteriormente, a regulagem do freio de estacionamento e a sangria do sistema.
A regulagem do freio de estacionamento é outro ponto enfatizado por João Marcos. Segundo o mecânico, a mão de obra dessa etapa precisa ser considerada na precificação do serviço, já que não se trata apenas de instalar uma peça. O mecânico deve verificar o funcionamento do conjunto e entregar o veículo com o sistema devidamente regulado.
“Não é só instalar. Regulagem de freio de mão. Cobra. É justo. O cliente vai ficar feliz, né? Você já está mexendo, o cliente vai entender”, afirma João Marcos.
Esse raciocínio também está relacionado à qualidade da entrega. Ao realizar uma intervenção no conjunto traseiro, vale conferir o funcionamento do freio de estacionamento e comunicar ao cliente quais procedimentos foram realizados.
Após a montagem, a equipe realiza a limpeza e o acabamento do conjunto. O vídeo ainda mostra que esse cuidado é adotado nos dois lados do veículo, e não apenas no lado que aparece diante das câmeras. A proposta é manter um padrão de serviço independentemente de o procedimento estar sendo filmado. Essa etapa também ajuda a deixar visível para o cliente que houve intervenção no veículo e que o serviço foi concluído com atenção aos detalhes.

Além dos cilindros de roda, o veículo utilizado no vídeo também passa pelo processo de substituição do cilindro mestre. A desmontagem começa pela identificação do conector instalado no conjunto. Segundo a explicação apresentada no vídeo, esse sistema está relacionado ao monitoramento do nível do fluido e à informação enviada ao painel do veículo.
Em seguida, são retiradas as tubulações conectadas ao cilindro mestre. No sistema apresentado, o cilindro direciona o fluido para o conjunto de freios, passando pelo sistema ABS antes de a pressão ser distribuída às rodas.

A Controil também orienta atenção especial nessa etapa. Na remoção do cilindro mestre, a recomendação é retirar adequadamente as tubulações, utilizar chave de tubulação apropriada e evitar esforços laterais sobre o reservatório, que podem provocar danos.
Outro cuidado está na limpeza e na montagem do reservatório. A empresa recomenda utilizar o próprio fluido de freio para a lubrificação dos componentes durante a montagem e reforça a necessidade de utilizar o fluido especificado pelo fabricante do veículo.

A primeira parte do procedimento termina com a desmontagem e a preparação para a troca do cilindro mestre. A sangria completa do sistema e a sequência de montagem ficam para a segunda parte do procedimento.
No caso apresentado, a intervenção nos cilindros de roda exige que o sistema seja posteriormente sangrado nas quatro rodas. Portanto, o mecânico precisa considerar a operação como um serviço completo: desmontagem, inspeção, substituição, limpeza, montagem, regulagem e sangria.
O principal aprendizado do procedimento está justamente em não encarar a troca do cilindro de roda como uma simples retirada e instalação de componentes. O estado do fluido, possíveis vazamentos, condição das lonas, limpeza do tambor, aplicação correta da peça, regulagem do freio de estacionamento e sangria fazem parte do resultado final.
Como resume João Marcos, a manutenção preventiva também pode evitar que um vazamento do cilindro de roda contamine outros componentes e aumente o custo do reparo. “Ele não quer que estoure, porque se estourar vai contaminar e aí o custo vai ser bem maior. Então ele quer fazer uma preventiva”, explica o proprietário da Caring Car.
Lembrando, a Controil, empresa da Frasle Mobility especializada em componentes para sistemas hidráulicos de freio, mantém em seu portfólio cilindros de roda, cilindros mestre, cilindros de embreagem, servo freio e kits de reparo. A marca também disponibiliza o catálogo Auto Experts para consulta de aplicações e informações dos produtos.