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Renault inaugura nova fábrica no Complexo Ayrton Senna e apresenta algumas tecnologias utilizadas na produção

A CIA (Curitiba Injeção de Alumínio), quarta fábrica do complexo, é resultado de um investimento de R$ 350 milhões da montadora

Caique Silva
23 de abril de 2018

No ano em que completa 20 anos de produção no Brasil, a Renault inaugura sua quarta fábrica em São José dos Pinhais (PR), no Complexo Ayrton Senna. Trata-se da CIA, a Curitiba Injeção de Alumínio, que faz parte de um alto investimento anunciado em 2017. Além da nova fábrica, a Renault do Brasil conta também com unidades produtivas de veículos de passeio, comerciais leves e motores.

Com capacidade de 500 mil peças por ano, a Renault passa agora a produzir no Brasil blocos e cabeçotes do motor 1.6 SCe, componentes que antes eram importados.

“A Renault é uma empresa que acredita no Brasil. Por isso, mantivemos nossos investimentos no país inalterados, mesmo em períodos de instabilidade econômica, o que nos permitiu renovar e ampliar a nossa gama de produtos e fortalecer nossa estrutura. Esta inauguração é mais uma demonstração do nosso compromisso com o país”, afirma Luiz Pedrucci, presidente da Renault do Brasil.

Pedrucci ainda falou sobre o motivo dos novos componentes produzidos na CIA equiparem somente os motor 1.6 SCe. “A decisão de apenas produzir blocos e cabeçotes do motor 1.6 na CIA é pelo fato do motor atingir a maior parte (60%) da gama de veículos da marca”.

CIA - Curitiba Injeção de Alumínio

Com uma área construída de 14 mil metros quadrados, a Curitiba Injeção de Alumínio tem capacidade produtiva anual de 250 mil blocos e 250 mil cabeçotes do motor 1.6 SCe. Aproximadamente 100 profissionais trabalham na CIA atualmente, em dois turnos. A nova fábrica reúne as melhores e mais modernas práticas em injeção de alumínio da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi no mundo, além de ser a única linha de injeção de cabeçote no Grupo Renault.

A CIA é composta por 165 máquinas de última geração, provenientes de 11 países, como Japão, Coreia, França, Espanha, Alemanha e Brasil. Em função da inovação tecnológica, cerca de 60 colaboradores passaram por aproximadamente 18 mil horas de treinamento, envolvendo visitas técnicas a fornecedores e a outras unidades industriais na América, na Europa e na Ásia.

Curitiba Motores

Os componentes produzidos na CIA têm como destino final a Curitiba Motores (CMO), onde são fabricados os propulsores que equipam os veículos da marca. A fábrica passa por uma ampliação a ser concluída nos próximos meses, com investimento de R$ 400 milhões. Fundada em 1999, a unidade já produziu cerca de 3,8 milhões de motores, já tendo exportado aproximadamente 40% desse total.

Realidade aumentada

Além da inauguração da nova fábrica, a Renault ainda aproveitou o evento para apresentar algumas ações da “Renault 4.0”, com algumas tecnologias utilizados hoje na produção dos carros da marca. Diferentemente da realidade virtual, que insere o usuário em um ambiente 3D, a realidade aumentada traz elementos virtuais para o mundo real. Na Renault, essa tecnologia é utilizada, por exemplo, para o controle de qualidade do produto final. Nessa tarefa, os colaboradores utilizam óculos especiais que exibem quais os principais pontos a conferir em cada tipo veículo que sai da linha de produção.

Para isso, basta que o operador diga o modelo do veículo – Kwid, Sandero, Logan, Duster, Duster Oroch e Captur. Os óculos identificam o veículo e indicam quais pontos a verificar. A equipe de Tecnologia da Informação da Renault já trabalha para que, em breve, os óculos identifiquem o veículo sem a necessidade do comando verbal do colaborador.

Além de estar presente na linha de produção de veículos, a realidade aumentada também pode ser encontrada em uma série de pontos do Complexo Ayrton Senna, como a fábrica de motores (CMO). Lá, os colaboradores conseguem, por meio de telefones celulares e QR Codes, fazer análises completas do funcionamento de equipamentos, substituindo formulários de papel até então utilizados para isso. Os dados compilados são inseridos instantaneamente em um sistema, permitindo ações de manutenção – se necessárias – em tempo real, gerando ganhos de produtividade.

Impressão 3D

Começando de forma experimental em 2015, o uso da impressão 3D na Renault deu tão certo que hoje a empresa trabalha com três impressoras e um setor específico para este tipo de aplicação e produção. Com o uso da tecnologia, a Renault hoje produz moldes, bicos para aplicação de cola nos vidros dos carros e até itens que resultam em ganho de ergonomia para os colaboradores.

Objetivo

A Renault do Brasil obteve um crescimento expressivo nos últimos anos, atingindo 8% de mercado após os lançamentos do Kwid, do Captur e de seus dois novos motores. A marca espera que esse bom momento se prolongue e tem como objetivo atingir 10% do mercado no país até 2022. A criação da CIA junto com a ampliação da fábrica de motores e a inserção de tecnologia avançada na produção são alguns grandes passos para que esse desejo se torne realidade para a montadora francesa.

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